A compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix sacudiu Hollywood na última semana. O negócio de US$ 72 bilhões, se aprovado, colocará um dos estúdios mais antigos do mundo sob o comando da pioneira do streaming.
Horas depois de o anúncio virar manchete, executivos correram para acalmar o mercado. Em especial, Ted Sarandos e Greg Peters, co-CEOs da Netflix, garantiram que nenhum filme da Warner perderá a tela grande.
Negócio bilionário muda o jogo em Hollywood
A confirmação da notícia “Netflix compra Warner” veio na sexta-feira, 5 de julho, junto com os valores do acordo: US$ 72 bilhões, algo em torno de R$ 382 bilhões. A transação inclui os estúdios de cinema e TV, a divisão de streaming, canais de TV a cabo – como CNN e TNT – e todo o catálogo da HBO Max.
Com a integração, a Netflix passa a controlar marcas gigantescas, entre elas Harry Potter, Game of Thrones, The Big Bang Theory, The Sopranos, O Mágico de Oz e o Universo DC. Trata-se, portanto, de uma expansão inédita em alcance e portfólio para qualquer plataforma de streaming.
Garantia de empregos e das salas de exibição
Ainda na sexta-feira, Sarandos declarou que o acordo “é uma ótima forma de criar e proteger empregos na indústria do entretenimento”. Ele também deixou claro que a estratégia de lançamentos da Warner nos cinemas será mantida, afastando temores de exclusividade no streaming.
“Não compramos esta empresa para destruir valor”, reforçou o executivo. Segundo ele, se o acordo tivesse saído há dois anos, sucessos recentes da Warner – como Minecraft, Superman, A Hora do Mal e Pecadores – teriam seguido o mesmo caminho: primeiro as salas escuras, depois o streaming.
Oferta hostil da concorrência
A tensão cresceu quando, poucas horas antes das falas de Sarandos, a Paramount Skydance apresentou uma proposta hostil para adquirir todas as ações da Warner Bros. Discovery. Mesmo assim, a direção da Netflix afirmou publicamente que continua “totalmente comprometida” com o acordo de US$ 82,7 bilhões previamente acertado com a WBD, valor que considera componentes como dívidas e ajustes contratuais.
David Zaslav celebra fusão de narrativas
David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, saudou a união das duas empresas. Segundo ele, o anúncio “une duas das maiores contadoras de histórias do mundo” e amplia o alcance do conteúdo que o público já consome.
“Juntos, podemos oferecer ao público mais daquilo que ele ama e ajudar a definir o próximo século da narrativa”, completou Ted Sarandos, posicionando a nova companhia como líder na produção de conteúdo global.
O que acontece agora com a Netflix e a Warner
A transação ainda precisa passar pelo crivo de órgãos reguladores nos Estados Unidos e em outros mercados estratégicos. A conclusão está condicionada à separação formal entre Warner Bros. e Discovery Global, prevista para o terceiro trimestre de 2026.
Até lá, cada empresa continuará operando de forma independente. No entanto, equipes jurídicas, financeiras e de conteúdo já iniciaram estudos de integração para que, no dia da fusão, as operações funcionem sem sobressaltos.
Imagem: Internet
Marcas que mudam de mãos
- Universo DC, incluindo Batman, Superman e Mulher-Maravilha
- Franquia Harry Potter, com filmes, spin-offs e streaming
- Game of Thrones e todo o catálogo de Westeros
- Séries icônicas da HBO, como The Sopranos e Euphoria
- Favoritos da TV, entre eles The Big Bang Theory e Friends
Impacto para o público e para o mercado de streaming
Para o espectador, a grande mudança será perceber, em médio prazo, franquias historicamente associadas à Warner chegando à Netflix. A plataforma planeja, também, manter a marca HBO Max ativa até que os reguladores batam o martelo, evitando confusão entre assinantes.
No mercado de streaming, o movimento eleva a Netflix a um patamar de biblioteca quase incomparável. Concorrentes como Disney+ e Prime Video ganham um rival com conteúdo infanto-juvenil, séries adultas de prestígio, clássicos do cinema e, claro, o vasto universo de super-heróis da DC.
Perguntas que ainda precisam de resposta
Apesar das garantias, pairam dúvidas sobre como ficará a gestão de franquias em andamento. O remake seriado de Harry Potter, por exemplo, segue em planejamento; o futuro do DCU de James Gunn também poderá sofrer ajustes de calendário para se alinhar às estratégias da nova dona.
Outro ponto em aberto é o destino de canais lineares. CNN e TNT, que fazem parte do pacote, podem ganhar versões exclusivas para streaming ou permanecer no modelo de TV a cabo tradicional. Tudo dependerá dos estudos de viabilidade que as duas companhias conduzirão nos próximos meses.
Próximos passos até 2026
De agora em diante, prazos internos se tornam cruciais. Agências reguladoras deverão avaliar concentração de mercado, impacto em empregos e eventuais barreiras à concorrência. Esse processo costuma levar meses e pode exigir ajustes contratuais ou venda de ativos secundários.
Enquanto isso, fãs de cinema podem ficar tranquilos: Sarandos reafirmou, mais de uma vez, que a janela de exibição nos cinemas continuará a existir. A declaração atende a um clamor de diretores, produtores e donos de sala que temiam perder blockbusters da Warner para o streaming direto.
BlockBuster Online de olho na movimentação
A equipe do BlockBuster Online seguirá acompanhando cada etapa da fusão “Netflix compra Warner”. Do parecer dos reguladores às novidades de catálogo, tudo será noticiado por aqui, assim que novas informações surgirem.
No momento, resta ao público aguardar. Até 2026, nada muda de forma radical. Filmes e séries da Warner permanecem nos cinemas, na HBO Max e nos canais tradicionais. Quando chegar o dia da integração definitiva, porém, a indústria do entretenimento poderá virar uma página histórica.
