O cenário pós-apocalíptico de O Refúgio Atômico não ganhará novos capítulos. A Netflix decidiu cancelar a produção espanhola após apenas uma temporada, mesmo com o peso dos criadores de La Casa de Papel por trás do projeto.
A informação, revelada pelo jornal El País, pegou fãs de surpresa justamente no dia em que o streaming confirmou a renovação de Berlim, outro derivado do famoso universo de Álex Pina e Esther Martínez Lobato.
O que levou ao cancelamento de O Refúgio Atômico?
A plataforma de streaming não divulgou motivos oficiais, mas bastidores indicam que o alto custo de produção e a recepção morna podem ter pesado. O Refúgio Atômico foi apresentado internamente como um dos investimentos mais caros da divisão espanhola, com cenários grandiosos e efeitos visuais que simulam um bunker subterrâneo de luxo.
Apesar da campanha de marketing robusta, a obra não repetiu o fenômeno de La Casa de Papel em termos de audiência global. Em um catálogo que lança dezenas de títulos por mês, a pressão por números expressivos é constante. Quando isso não acontece, o risco de cancelamento aumenta, como mostra o destino de O Refúgio Atômico.
Criação de Álex Pina e Esther Martínez Lobato
Responsáveis por sucessos como La Casa de Papel, Berlim e Sky Rojo, Álex Pina e Esther Martínez Lobato assinaram roteiro e showrunning da série. A expectativa era de que o selo criativo da dupla garantisse fôlego para mais temporadas, o que acabou não se confirmando.
Enredo: luxo, tensão e colapso mundial
A trama de O Refúgio Atômico acompanha um grupo de bilionários que se esconde no Kimera Underground Park, um abrigo subterrâneo equipado com spas, academias, restaurantes refinados e quadras esportivas iluminadas como verdadeiros sets de cinema. Do lado de fora, o planeta enfrenta o prelúdio da Terceira Guerra Mundial.
Dentro do bunker, a série explora rivalidades antigas, segredos inconfessáveis e o desgaste psicológico provocado pelo confinamento. Enquanto eles assistem à destruição do mundo pelas telas de vigilância, o verdadeiro colapso acontece entre quatro paredes.
Elenco estelar
Miren Ibarguren, Joaquín Furriel, Natalia Verbeke, Carlos Santos, Montse Guallar, Pau Simon, Alicia Falcó, Agustina Bisio e Álex Villazán lideram o elenco. Cada personagem trazia sua própria bagagem de ambições e pecados, fator que alimentava a tensão claustrofóbica do enredo.
Comparação com outras produções espanholas
Nos últimos anos, a Netflix tem apostado pesado em séries originais da Espanha. Títulos como Elite, Valéria e O Silo avançaram para múltiplas temporadas, ao passo que O Refúgio Atômico ficou pelo caminho. O contraste mostra que, mesmo com nomes consagrados, a permanência no catálogo depende de engajamento imediato.
Imagem: Internet
Berlim, por exemplo, garantiu seu segundo ano rapidamente. Já Sky Rojo, também de Pina e Lobato, fechou história em três temporadas. Com O Refúgio Atômico, o streaming optou por estancar investimentos antes de um possível prejuízo maior.
Impacto para os criadores e para o público
Para os fãs de ficção pós-apocalíptica, o cancelamento interrompe possíveis respostas sobre o destino dos personagens e do próprio planeta. Quem esperava ver disputas de poder evoluírem no bunker terá de se contentar com o final aberto exibido no último episódio.
Já para Álex Pina e Esther Martínez Lobato, a decisão reforça a necessidade de equilibrar ambição criativa e métricas de desempenho. O histórico vitorioso da dupla não garante imunidade a cortes, mas evidencia a confiança que a Netflix ainda possui no trabalho deles — prova disso é a renovação de Berlim.
BlockBuster Online de olho nos próximos passos
A equipe do BlockBuster Online continuará acompanhando os desdobramentos do universo de Pina e Lobato, além de outras séries espanholas que podem surgir. Quando a Netflix decidir o futuro de novas produções, você ficará sabendo por aqui.
Onde assistir à única temporada de O Refúgio Atômico
Os oito episódios permanecem disponíveis na Netflix. Quem ainda não conferiu a história pode maratonar e tirar suas próprias conclusões sobre o suspense criado no Kimera Underground Park.
Embora não exista previsão de continuação, a série continua valendo pela atmosfera tensa, pelo design de produção caprichado e pela reflexão sobre desigualdade social em tempos de crise global.
