Benoit Blanc volta aos holofotes em Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, capítulo mais recente da franquia criada por Rian Johnson.
O detetive, interpretado por Daniel Craig, enfrenta um assassinato dentro de uma igreja isolada, cercado de fiéis que escondem segredos.
A trama, lançada na Netflix, entrega reviravoltas típicas da série e prende o público até a última cena.
Para quem terminou o filme com dúvidas, o desfecho esclarece cada peça do quebra-cabeça.
O enredo gira em torno da morte do Monsenhor Jefferson Wicks, interpretado por Josh Brolin, e revela a disputa por uma joia ancestral da família.
A seguir, o BlockBuster Online apresenta um panorama completo, linha por linha, sobre como tudo aconteceu.
O que acontece em Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
A narrativa se passa quase inteiramente na igreja dirigida por Jefferson Wicks. Durante um culto, o religioso sofre aparente colapso e, minutos depois, é encontrado esfaqueado em um cômodo anexo.
Sem testemunhas diretas e com espaço limitado, Benoit Blanc percebe imediatamente que o crime exige mais de uma mente envolvida.
Ao investigar a sequência de eventos, o detetive descobre que o monsenhor ingeriu um agente paralisante antes de fingir o mal-súbito.
A cerimônia, portanto, serviu como cortina de fumaça para um esquema que visava recuperar a joia engolida anos antes pelo patriarca Prentice Wicks.
Como o assassinato foi executado
Jefferson Wicks simulou o próprio ataque trocando a faca real por uma lâmina cenográfica, acreditando ter tudo sob controle.
Ele planejava se reerguer durante a suposta “ressurreição”, reforçando sua imagem de líder espiritual e reabrindo o túmulo do avô sem levantar suspeitas.
Entretanto, Nat Sharp, dentista da comunidade, aproveitou a encenação para transformar o falso ataque em homicídio real.
Sob pretexto de ajudar a vítima, Sharp substituiu a faca falsa por uma verdadeira e desferiu o golpe fatal em Jefferson.
A estratégia da faca trocada
A perícia mostra que o primeiro ferimento não deixaria marcas profundas, indicando uso de arma cenográfica.
Já o segundo corte, letal, traz a assinatura de Nat Sharp: profundidade maior e ângulo diferente, confirmando a troca de facas.
Por que Nat Sharp se tornou assassino
O motivo de Nat se revela financeiro. Ele descobre o plano de Jefferson de resgatar a joia escondida por Prentice Wicks e decide agir antes.
Para isso, precisava garantir que o monsenhor jamais contasse sua versão dos fatos, eliminado assim qualquer concorrência pelo tesouro.
Imagem: Internet
Quando o túmulo é aberto, surge um elemento extra: Samson Holt, aliado de Jefferson, aparece disfarçado do líder religioso, simulando milagre de ressurreição.
Nat, percebendo que perdeu controle da narrativa, mata Samson com novo golpe, afastando a possibilidade de ser desmascarado.
A joia amaldiçoada da família Wicks
O objeto cobiçado permaneceu décadas dentro do corpo de Prentice Wicks e virou lenda entre os fiéis.
Jefferson pretendia revendê-la para quitar dívidas da igreja, mas Martha Delacroix, integrante da congregação, descobre o paradeiro da pedra preciosa antes do término do plano.
Com Martha sabendo demais, Nat enxerga nela a última ameaça. Ele decide envenená-la, porém subestima a rapidez da adversária.
Martha troca as xícaras de café e faz o próprio dentista ingerir o veneno, livrando-se do perigo em pleno confessionário.
Desfecho trágico e consequências para a igreja
Após a morte de Nat, Martha reorganiza a cena para que tudo pareça confronto final entre cúmplices.
Em conversa privada com o reverendo Jud Duplenticy, ela confessa cada detalhe enquanto Benoit Blanc apenas observa, certo de que o caso está encerrado.
A revelação final de Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out mostra que Martha também havia ingerido dose menor do veneno, assumindo sua culpa e encerrando o ciclo de crimes.
Ela morre com a joia nas mãos, evitando que o artefato continue motivando violência.
Com todos os envolvidos fora de cena, Jud assume o comando da igreja, rebatiza o local como Nossa Senhora da Graça Perpétua e esconde a joia dentro de uma escultura de Jesus no altar.
O gesto garante que a peça preciosa permaneça trancada e, pelo menos por enquanto, longe de novos olhares ambiciosos.
