O debate sobre o Ato 1 de Cyberpunk 2077 voltou a aquecer nas redes sociais. Parte da comunidade ainda sente falta de mais tempo ao lado de Jackie logo no início da aventura, mas o diretor criativo Igor Sarzyński não concorda.
Em publicações feitas em 5 de janeiro, o polonês defendeu que a introdução foi calculada para manter ritmo e urgência. Para ele, alongar essa etapa transformaria a narrativa num passeio sem foco, atrasando o ponto de virada que motiva o protagonista V.
Diretor criativo explica a duração do Ato 1 de Cyberpunk 2077
Sarzyński recorreu à própria conta em uma rede social para rebater a ideia de que um prólogo maior deixaria o RPG mais envolvente. Segundo o criador, o momento que antecede o assalto à Arasaka precisa ser ágil para capturar o jogador antes dos acontecimentos decisivos.
Comparando com o cinema, ele disse que ninguém esperava que George Lucas gastasse mais tempo mostrando Luke cultivando o deserto de Tatooine antes de conhecer Obi-Wan. Na visão dele, o suspense nasce justamente de cortar para o instante em que tudo muda.
Comparação com a jornada de Luke Skywalker
Ao puxar o exemplo de Star Wars, Sarzyński argumentou que, em tramas de herói, o chamado para a aventura não deve demorar. Assim como Luke abandona a fazenda sem muita demora, V precisa encarar o roubo ao lado de Jackie para que a história ganhe peso.
O diretor ainda reforçou que o vínculo entre os dois personagens é construído em diálogos, cenas de ação e na famosa montagem que resume seis meses de ascensão criminosa. Para ele, esticar esse período diminuiria a sensação de urgência que move o enredo.
Cenas de montagem nunca foram conteúdo cortado
Desde 2020 surgem teorias de que a sequência em forma de clipe esconde missões removidas. Sarzyński negou qualquer corte nessa parte específica, frisando que a montagem sempre esteve no roteiro. O objetivo, disse ele, era pular tarefas repetitivas e projetar o jogador direto no clímax do assalto.
Embora o RPG tenha perdido elementos na atualização de lançamento, o estúdio garante que um prólogo maior jamais existiu internamente. “Sempre planejamos dessa forma”, escreveu o diretor, encerrando especulações de que o conteúdo teria sido sacrificado por prazos ou desempenho.
Exploração expande a experiência inicial
Quem deseja passar mais tempo com Jackie, de acordo com o chefe criativo, pode explorar Night City antes de seguir a missão principal. O mundo aberto oferece missões secundárias, contratos de mercenário e encontros aleatórios capazes de render até 20 horas extras antes do golpe contra a Arasaka.
Imagem: Internet
Ou seja, estender o Ato 1 é uma decisão do próprio jogador. Basta ignorar o marcador dourado da missão principal e vagar pelas seis distritos da metrópole neon. Dessa forma, o laço com Jackie se cria organicamente, sem que o roteiro precise desacelerar.
Ritmo versus imersão
A troca de mensagens também esbarrou na eterna discussão entre ritmo narrativo e profundidade. Muitos fãs preferem roteiros que se desenvolvem com calma, enquanto outros priorizam tensão constante. Sarzyński deixou claro que Cyberpunk 2077 optou pela segunda via para não perder o senso de urgência.
Futuro da franquia Cyberpunk
Independente do debate, a CD Projekt Red já prepara a sequência, conhecida internamente como Cyberpunk 2. Projeções apontam para um lançamento por volta de 2030, próximo do décimo aniversário do título original. O estúdio promete um ciclo de produção mais tranquilo, evitando repetir o lançamento conturbado de 2020.
Enquanto isso não acontece, atualizações técnicas continuam chegando. O último patch robusto foi distribuído em setembro de 2025, mesmo depois da elogiada expansão Phantom Liberty, de 2023. Isso mantém Cyberpunk 2077 vivo e garante assunto para a comunidade de fãs – e para quem acompanha as notícias aqui no BlockBuster Online.
Expectativa de melhorias
Os desenvolvedores indicam que aprendizados tirados com o primeiro jogo servirão de base para o novo projeto. A ideia é entregar uma experiência mais polida desde o dia um, evitando os problemas que ofuscaram a narrativa elogiada do original.
No fim, o Ato 1 permanece do tamanho que sempre foi e, segundo o próprio diretor, assim deve continuar. A decisão de estender ou não a jornada inicial cabe agora ao jogador, que pode desacelerar e explorar cada beco de Night City antes de embarcar no roubo que muda tudo.
