ARC Raiders, o shooter de extração gratuito da Embark Studios, enfrenta desde o lançamento um cabo de guerra entre quem prefere a adrenalina do PvP e quem valoriza a experiência PvE cooperativa.
Nesse contexto, qualquer novidade que possa pender a balança para um lado torna-se polêmica. Foi exatamente o que aconteceu quando Patrick Söderlund, CEO da Embark, revelou que um ranking público de eliminações — o tão pedido leaderboard em ARC Raiders — dificilmente verá a luz do dia.
A declaração, dada em entrevista a Dean Takahashi, do GamesBeat, caiu como uma bomba na comunidade. Enquanto parte dos jogadores celebra a decisão por preservar o equilíbrio entre modos, outra discorda e vê no recurso um incentivo natural para voltar às partidas.
Por que o leaderboard em ARC Raiders foi descartado
Söderlund explicou que um quadro global de abates colocaria o PvP no centro das atenções, algo que a equipe pretende evitar. O estúdio já adotou matchmaking por “agressividade”, filtrando quem gosta de confronto de quem prefere interação pacífica. Um leaderboard poderia sabotar esse sistema ao estimular a caça a outros jogadores mesmo em sessões focadas em PvE.
Segundo o executivo, manter a harmonia faz parte da identidade do jogo: ARC Raiders cresceu justamente por permitir que caçadores de recompensas se unam contra máquinas colossais e, só quando desejarem, entrem em disputas diretas.
Quais seriam os benefícios de um ranking de PvP
A ala favorável argumenta que o recurso já é praxe em outros shooters de extração, como Hunt: Showdown 1896. Nessas experiências, tabelas de banimentos, abates totais ou sequências de vitórias estimulam o retorno dos jogadores em busca de superar a própria marca.
No caso de ARC Raiders, um ranking de kills poderia complementar o leaderboard já existente para o modo Trials, voltado a desafios semanais de PvE. Dessa forma, quem prefere medir forças com outros raiders teria um objetivo claro sem afetar diretamente os fãs de conteúdo cooperativo.
Comparação com o Trials
O modo Trials apresenta desafios cronometrados e já exibe classificação global. É comum ouvir da comunidade que, se o PvE ganhou visibilidade oficial, o PvP também mereceria. A ausência do recurso reforça a sensação de que o jogo favorece apenas um estilo, dizem os defensores da novidade.
Os riscos apontados pela Embark
Do outro lado, o estúdio lista dois problemas centrais. O primeiro é exatamente o desvio de foco para o combate entre jogadores, que poderia esvaziar as atividades cooperativas. O segundo é a ameaça de trapaceiros dominarem o topo, manchando a reputação do jogo e desincentivando a competição saudável.
Para completar, ARC Raiders já mostra estatísticas pessoais no Codex, permitindo que cada usuário acompanhe suas próprias eliminações. A Embark entende que isso basta para quem busca métricas sem transformar cada partida em uma corrida por frags.
Cheaters no radar
Em shooters competitivos, quadros de pontuação costumam atrair softwares de trapaça. Manter a integridade dos servidores exigiria investimentos extras em detecção e banimento, algo que a empresa prefere priorizar em outras frentes, como novos eventos e balanceamentos.
Imagem: Game Rant
Contexto recente reforça a decisão
Nas últimas semanas, a Embark já sinalizou conter o ímpeto PvP ao anunciar nerf no popular rifle Stitcher. Ajustes assim buscam manter a linha tênue entre confronto e cooperação. Ao barrar o leaderboard em ARC Raiders, o estúdio segue a mesma lógica.
Vale lembrar que o título, previsto para 30 de outubro de 2025 em consoles e PC, recebeu média 87/100 no OpenCritic, com 92 % de recomendações de críticos. Classificado como Teen pela ESRB por violência e sangue, o game aposta na ambientação de ficção científica e no tiroteio em terceira pessoa para fisgar quem curte adrenalina sem abandonar o espírito de sobrevivência.
Reação dividida na comunidade
Nos fóruns oficiais e redes sociais, jogadores relatam sentimentos opostos. Alguns comemoram a decisão e pedem mais ferramentas para reforçar a colaboração, como missões PvE exclusivas. Outros sentem que a competitividade perderá força sem um quadro público de estatísticas.
No meio da discussão, surge a questão: seria viável uma solução intermediária, como rankings sazonais limitados ou apenas para grupos privados? Por ora, a Embark não sinaliza qualquer recuo.
Matchmaking por agressividade continua
Até segunda ordem, o sistema que separa perfis pacíficos dos mais hostis permanece sendo a principal resposta do estúdio para equilibrar estilos de jogo. Caso novas métricas públicas fossem consideradas, elas teriam de coexistir com esse filtro sem criar conflitos.
O que esperar daqui para frente
Söderlund deixou claro que a equipe avalia constantemente a recepção da comunidade e poderá ajustar mecânicas sempre que necessário. Porém, no momento, o estúdio está convicto de que a ausência do leaderboard em ARC Raiders é a melhor forma de preservar a proposta híbrida.
A discussão tende a continuar até o lançamento oficial, especialmente porque outros shooters do mesmo gênero apostam pesado em rankings para reter usuários. O time da Embark, contudo, afirma que prefere inovar em desafios cooperativos, novos mapas e expansões de história.
No BlockBuster Online seguiremos acompanhando cada passo dessa novela para manter você informado sobre quaisquer mudanças na estratégia do estúdio.
