Uma simples atualização de Prototype, jogo de ação lançado em 2009, sacudiu a comunidade gamer.
Créditos revisados revelam menção à Ubisoft Connect e à Iron Galaxy, estúdio famoso por remasterizações.
O detalhe bastou para reacender rumores de remake, remaster ou até sequência.
Em paralelo, o burburinho faz crescer a pressão por um novo Guitar Hero, franquia símbolo da era dos periféricos.
Fãs lembram que ambos os títulos representam um Activision menos focado em jogos como serviço.
Será que a volta de Prototype indicará também o renascimento do ícone musical?
Atualização de Prototype entrega pistas quentes
O arquivo recebeu seu primeiro patch em anos e, de imediato, derrubou um mod de PC que permitia rodar o game em hardware moderno. Mais do que o contratempo técnico, o que chamou atenção foram os nomes adicionados nos créditos.
Entre eles surge a citação a uma versão para Ubisoft Connect – plataforma onde Prototype nunca foi lançado – e o logotipo da Iron Galaxy Studios. A empresa é responsável por coletâneas como Spyro Reignited Trilogy e Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2, ambas sob a chancela da Activision. A combinação de fatores fez a comunidade enxergar o patch como prova quase definitiva de um projeto de reedição.
Vazamento anterior corrobora a teoria
Em meados de 2025, um usuário do Reddit identificado como Bigbyy alegou ter participado de uma pesquisa interna da editora. Ele vazou detalhes de Call of Duty: Black Ops 7 – depois confirmados – e mencionou “trabalho ativo” em um Prototype 3. A remoção da conta não apagou a credibilidade, já que o acerto sobre CoD dá peso às demais informações.
Por que Guitar Hero volta aos holofotes
O barulho em torno de Prototype resgatou lembranças de outra marca adormecida que marcou a metade dos anos 2000: Guitar Hero. Lançado em 2005, o jogo de ritmo vendeu a fantasia de ser astro do rock com guitarras de plástico que imitavam o instrumento real. Com quatro níveis de dificuldade e mais de 30 músicas por edição, tornou-se febre em festas, bares e eventos familiares.
Para muitos jogadores, a série representa o lado “diversão casual” que a Activision deixou de lado à medida que mirou experiências online persistentes. O eco nostálgico é tão forte que qualquer menção a um novo Guitar Hero dispara debates sobre como modernizar a fórmula sem perder o charme.
Custos e desafios de um revival
Produzir os controles especiais é o principal obstáculo. Em 2005, o pacote com jogo e guitarra custava 70 dólares; hoje, inflação, escassez de componentes e metas de lucro maiores empurrariam o preço para cima. Além disso, há a preocupação ambiental de fabricar milhões de acessórios de plástico e eletrônicos.
Imagem: Internet
Soluções cogitadas para um novo Guitar Hero
Especialistas e fãs sugerem alternativas para driblar o alto investimento em periféricos. Uma delas seria compatibilizar as guitarras antigas com consoles atuais por meio de adaptadores. Outra aposta envolve transformar instrumentos reais em controladores, ideia já explorada por apps como Rocksmith.
A realidade virtual e a realidade aumentada também entram na discussão. Apesar de dispensarem guitarras físicas, ambas permitem simular o ato de tocar, mas parte da comunidade teme perder a “tangibilidade” que fez a fama do game. Seja qual for a rota, o consenso é que um novo Guitar Hero precisa preservar a sensação de performance ao vivo.
Mercado mostra apetite por nostalgia
Relançamentos recentes, como Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2, provaram que o público está disposto a revisitar clássicos, contanto que sejam atualizados tecnicamente. A possível reestreia de Prototype reforça essa tendência e aumenta a pressão sobre a Activision para dar atenção semelhante à saga musical.
O papel da Activision e o que esperar
Até o momento, a empresa mantêm silêncio oficial sobre os dois projetos. Contudo, fontes internas relatam que equipes exploram conceitos de protótipo (sem trocadilho) para um novo Guitar Hero. A vontade de capitalizar memórias afetivas, somada ao êxito das remasterizações, pode acelerar anúncios ainda em 2026.
Para o público brasileiro que acompanha o BlockBuster Online, vale ficar de olho: a editora passou anos priorizando shooters e jogos de serviço, mas os sinais recentes indicam que franquias single-player ou de festa podem voltar ao palco principal. Caso Prototype retorne com sucesso, a estrada para o próximo show de rock estará pavimentada.
