Naoki Hamaguchi, diretor de Final Fantasy 7 Rebirth, não quer ocupar a cadeira principal em um eventual remake de Final Fantasy 6. Apesar do carinho declarado pelo clássico de 1994, ele prefere assumir apenas um papel de apoio, incentivando uma nova geração de criadores a conduzir o projeto.
O desenvolvedor da Square Enix revelou a intenção em entrevista em vídeo ao portal GamerBraves. Segundo afirmou, depois de quase dez anos comandando a trilogia de Final Fantasy 7 Remake, sente que “o fim do túnel” se aproxima e deseja passar o bastão quando o assunto for o cobiçado remake de Final Fantasy 6.
Motivos do diretor para ficar nos bastidores
Hamaguchi contou que Final Fantasy 6 teve papel decisivo em sua formação como designer, já que jogou o RPG na infância. Ainda assim, não inclui referências diretas ao jogo na trilogia de Cloud, pois trabalhava em cima de um roteiro pré-definido. O desejo agora é ver ideias frescas guiando o eventual remake de Final Fantasy 6, enquanto ele ofereceria suporte e “torceria” pelo sucessor ou sucessora.
O diretor lembrou que carrega a série FF7 nas costas desde 2015, quando começou a planejar o primeiro remake. Com duas partes já lançadas — Final Fantasy 7 Remake e Final Fantasy 7 Rebirth —, ele enxerga o momento como ideal para abrir espaço a novos talentos, algo que considera saudável para a franquia.
Como o tema dos laços moldou Final Fantasy 7 Rebirth
Durante a entrevista, Hamaguchi explicou que cada capítulo da trilogia recebeu um conceito-chave. Em Rebirth, o foco foi o fortalecimento dos laços entre os personagens. Isso se reflete nos diálogos opcionais, na evolução das relações e nos ataques de sinergia exibidos em campo aberto.
Ele também confirmou, em setembro de 2025, que a palavra-chave do terceiro jogo já está definida, mas manteve segredo. Por ora, o último capítulo não tem nome nem janela de lançamento. A Square Enix promete, contudo, que novidades não vão demorar.
Final Fantasy 6 hoje: versões e acessibilidade
Embora jamais tenha recebido um remake completo, Final Fantasy 6 passou por diversas plataformas. O original de Super Nintendo ganhou ports para Game Boy Advance, celulares e, mais recentemente, a coletânea Final Fantasy Pixel Remaster. Essa edição traz trilha sonora remasterizada e preserva a jogabilidade clássica, permitindo que novos jogadores descubram o título em PC, PlayStation, Xbox e Switch.
A facilidade de acesso explica as boas vendas da coleção, sinalizando à Square Enix que existe público cativo para um remake de Final Fantasy 6. Ainda assim, o projeto permanece apenas no campo das especulações.
FF7 Remake Intergrade chega a mais consoles
Enquanto o futuro do remake de Final Fantasy 6 segue incerto, o universo de Final Fantasy 7 continua se expandindo. FF7 Remake Intergrade será lançado em 22 de janeiro para Xbox Series X|S e para o futuro Nintendo Switch 2. A versão, porém, possui 95 GB — tamanho além da capacidade de um cartão padrão da Nintendo. A solução encontrada foi distribuir o jogo em um Game-Key Card, pendrive proprietário que gerou debate entre fãs.
Imagem: Internet
Hamaguchi defendeu a medida, alegando que oferecer a experiência completa em formato físico é importante para colecionadores. Resta acompanhar o desempenho comercial do título no novo console híbrido.
Por que o remake de Final Fantasy 6 é tão aguardado
Lançado em 1994, Final Fantasy 6 é considerado um dos melhores RPGs de todos os tempos. O jogo apresenta elenco extenso — Terra, Locke, Celes, Edgar, entre outros —, e um vilão icônico, Kefka Palazzo. Sistemas como a Batalha em Tempo Ativo e o uso de magicite para aprender magias marcaram época.
Com a recente onda de remakes da Square Enix, fãs argumentam que o próximo passo natural seria o remake de Final Fantasy 6. Nos bastidores, contudo, a decisão depende de agenda, orçamento e, agora, de encontrar um “sangue novo” disposto a liderar o desafio, como deseja Hamaguchi.
Impacto para a franquia e para a comunidade
Para a série Final Fantasy, um remake de Final Fantasy 6 significaria revisitar uma narrativa amada, com tecnologia de ponta, aumentando a relevância do título no cenário atual. A comunidade, por sua vez, ganharia a chance de vivenciar momentos clássicos — a ópera de Maria e Draco, a ascensão de Kefka — em qualidade moderna.
Do ponto de vista da Square Enix, o projeto poderia impulsionar vendas e manter a franquia em evidência entre grandes lançamentos. Além disso, apresentaria ao mercado novos talentos de direção, algo que Hamaguchi acredita ser vital após sua longa passagem à frente dos remakes.
O papel de Hamaguchi daqui pra frente
Sem se aposentar, o diretor deu a entender que permanecerá na Square Enix depois de concluir o terceiro capítulo de Final Fantasy 7 Remake. Ele quer atuar como mentor, colaborando em aspectos técnicos ou criativos, mas deixando o comando geral para outra pessoa.
Para quem acompanha o universo dos RPGs no BlockBuster Online, a fala de Hamaguchi sinaliza duas coisas: a reta final de seu trabalho com Cloud e companhia; e a possibilidade concreta de o aguardado remake de Final Fantasy 6 ganhar forma com direção renovada.
