Pokemon Legends: Z-A completou três meses de mercado, mas uma ausência continua tirando o sono dos treinadores. O item Linking Cord, que permite evoluções sem troca, era destaque em Pokemon Legends: Arceus e, até agora, não deu as caras na nova aventura.
O tema voltou a ferver nas redes depois que um usuário do Reddit, “AdventurousForm6406”, relembrou o quanto o cordão facilitava a vida solo. Mais de 3,6 mil curtidas em menos de 24 horas reforçaram a insatisfação geral e abriram outra rodada de críticas à Game Freak.
Falta do Linking Cord reacende críticas
O Linking Cord era visto como solução elegante em Legends: Arceus, lançado em 2022. Com ele, qualquer jogador podia completar a Pokédex sem depender de amigos ou da assinatura Nintendo Switch Online (NSO). Em Pokemon Legends: Z-A, a história mudou: quem quiser evoluir certas espécies precisa, obrigatoriamente, realizar trocas on-line ou locais.
Para boa parte da comunidade, a mudança parece retrocesso. Os fãs argumentam que, se o recurso já existia, sua retirada não faz sentido, sobretudo em um título vendido como experiência “premium”. A discussão ganhou força porque o jogo custa preço cheio, mas requer custos adicionais para quem busca 100% de progresso.
Evoluções presas em trocas geram frustração
Sem o Linking Cord, cinco Pokémon não podem ser obtidos apenas jogando o modo solo de Pokemon Legends: Z-A:
- Slowking — evolui de Slowpoke com King’s Rock via troca;
- Scizor — evolui de Scyther com Metal Coat via troca;
- Aromatisse — evolui de Spritzee com Sachet via troca;
- Slurpuff — evolui de Swirlix com Whipped Dream via troca;
- Steelix — disponível só como encontro fixo na missão pós-jogo “One Who Gives”, sem outra forma de obtenção.
A lista é enxuta, mas suficiente para impedir a conclusão da Pokédex a quem prefere jogar offline. A contradição se agrava porque Legends: Z-A não introduziu novas espécies além das Mega Evoluções, o que poderia justificar a ênfase em trocas.
Dependência do Nintendo Switch Online pesa no bolso
A assinatura do NSO, necessária para transações pela internet, custa a partir de R$ 20 no plano mensal no Brasil. Para quem já desembolsou o valor integral do jogo, somar mais uma taxa para concluir objetivos básicos soa exagerado. Em Pokemon Legends: Arceus, essa barreira não existia, fato relembrado repetidamente nos fóruns e no próprio BlockBuster Online.
Jogadores apontam que a experiência completa de Pokemon Legends: Z-A fica parcial sem o serviço. A crítica se estende, ainda, à modalidade ranqueada, única forma de desbloquear certas Mega Stones.
Imagem: The Pok Company/Game
Megas exclusivas de ranking acumulam restrições
Desde a estreia, cada temporada competitiva do game trouxe uma Mega exclusiva como prêmio. A lista, até agora, inclui:
- Temporada 1 — Mega Greninja;
- Temporada 2 — Mega Delphox (e Greninja para quem não pegou antes);
- Temporada 3 — Mega Chesnaught (além de Greninja e Delphox);
- Temporada 4 — Mega Baxcalibur (acrescentando todos os anteriores);
- Temporada 5 — Mega Sceptile (mais todas as Megas não obtidas);
- Temporada 6 — Mega Swampert (confirmada);
- Temporada 7 — Mega Blaziken (confirmada).
Na prática, quem não participar das ranqueadas — e, logo, não pagar NSO — ficará sem ao menos oito formas Mega. A conta pode subir para nove caso a futura Mega Garchomp Z também vire recompensa exclusiva.
DLC tenta corrigir, mas ainda deixa lacunas
O conteúdo adicional de Pokemon Legends: Z-A, já disponível, introduziu as Hyperspace Wild Zones. Nesses novos biomas, praticamente todos os Pokémon ausentes podem ser capturados, inclusive criaturas que antes dependiam de troca.
No entanto, uma exceção notável permanece: Milotic. A elegante evolução de Feebas continua exclusiva de trocas on-line, tornando impossível completar a Pokédex de expansão sem recorrer à conectividade paga. Para muitos fãs, isso reforça o pedido para que o Linking Cord volte nos próximos títulos, como o aguardado Pokemon Wind and Wave.
Game ainda coleciona pontos positivos
Apesar das polêmicas, Pokemon Legends: Z-A mantém média 79/100 no agregador OpenCritic. A jogabilidade em mundo aberto, missões dinâmicas e performance estável demonstram avanços na fórmula da franquia. Entretanto, o debate sobre acessibilidade de conteúdo parece longe do fim.
Com o aniversário de três meses evidenciando o clamor por mudanças, resta saber se a Game Freak tomará providências antes da chegada das próximas temporadas competitivas. Por enquanto, treinadores seguem divididos entre aproveitar a aventura ou aguardar uma atualização que traga de volta o cobiçado Linking Cord.
