Uma imagem divulgada na rede social X reacendeu a discussão sobre o tamanho do próximo jogo de Lara Croft. O vazamento, atribuído ao usuário V Scooper, sugere que Tomb Raider: Catalisador será totalmente mundo aberto, algo inédito em três décadas de franquia.
Embora a Crystal Dynamics não confirme a informação, o estúdio já declarou que o novo capítulo é “o maior Tomb Raider que já fizemos”. Se o mapa contínuo se concretizar, Catalisador pode redefinir a forma como a arqueóloga se movimenta — e como o público interage com suas ruínas.
Mundo aberto muda a escala da franquia
Segundo o vazamento, o jogo se passa no norte da Índia, reunindo cadeias de montanhas nevadas, selvas densas e extensões desérticas em um único mapa interligado. Na prática, seria a primeira vez que o universo de Lara abandonaria zonas isoladas em favor de uma exploração sem telas de carregamento.
A possibilidade divide a comunidade. Parte dos fãs teme que o ritmo de história e puzzles, marca registrada dos títulos anteriores, se dilua em missões secundárias e coleta de recursos, problema apontado por outras produções de mundo aberto. Comentários no próprio X lembram que “9 de 10 títulos do gênero acabam inflados”, reforçando o ceticismo.
Ferramentas de exploração: gancho, moto e paraquedas
Ainda de acordo com V Scooper, Lara terá liberdade para pilotar sua moto sempre que quiser, além de carregar um paraquedas para descer penhascos. O trailer divulgado no The Game Awards 2025 não mostrou esses itens, mas enfatizou o gancho de escalada, já clássico desde Tomb Raider: Underworld.
O gancho aparece tanto em sequências de combate quanto em escaladas rápidas, indicando que a Crystal Dynamics pretende torná-lo o centro de travessia. Caso o paraquedas entre em cena, Catalisador pode adotar vertentes de mobilidade semelhantes às vistas em títulos que apostam em exploração vertical ampla.
Reação da comunidade e histórico da série
Enquanto o público debate, o estúdio mantém silêncio sobre as mecânicas. Ainda assim, a empolgação com um cenário expansivo é palpável: vários jogadores enxergam no mundo aberto a chance de revisitar tumbas icônicas com tecnologia atual — algo que Tomb Raider: Legado de Atlântida, o remake de 1996 previsto para este ano, deve reaquecer.
Imagem: Internet
Por outro lado, há preocupação legítima de que um mapa gigante possa comprometer a curadoria de puzzles, um diferencial que faz a franquia se sobressair em comparação a RPGs que discutem liberdade nos RPGs. A expectativa, portanto, gira em torno do equilíbrio entre narrativa linear e atividades de mundo aberto.
O que dizem os responsáveis pelo projeto
Em entrevista ao GamesRadar+ em dezembro de 2025, Scot Amos — diretor do estúdio — garantiu que Catalisador “é o Tomb Raider mais ambicioso até hoje”. A declaração não detalha como o design será estruturado, mas reforça a tese de um mapa contínuo para justificar o adjetivo “maior”.
O game, desenvolvido na Crystal Dynamics e publicado pela Amazon Games, chega em 2027 somente para um jogador. Vale lembrar que, até o momento, nenhuma gameplay foi exibida além dos cortes cinemáticos do trailer inicial. Assim, motivações narrativas, papel dos roteiristas e a performance da artista que dá vida a Lara continuam fora dos holofotes.
Vale a pena ficar de olho?
A promessa de reunir selvas, montanhas e desertos em uma só área navegável alinha Catalisador às tendências mais recentes do mercado, mas também coloca a série diante do risco de diluição de identidade. Ainda assim, a curiosidade é grande: se o mundo aberto entregar tumbas complexas sem sacrificar ritmo, Lara Croft poderá viver sua aventura mais completa em 2027. Para os leitores do Blockbuster Online, resta acompanhar cada informação oficial — e, claro, filtrar os vazamentos que surgirem até lá.
