Uma década depois de a franquia apresentar as primeiras variantes regionais, a próxima leva de jogos mainline já provoca debates sobre quem receberá o próximo “banho de loja”. Chamado nos bastidores de Pokémon Wind and Wave, o suposto título da Geração 10 promete retomar a tradição de revisitar modelos clássicos e presentear fãs de longa data.
O foco, segundo vazamentos recorrentes em fóruns especializados, recai sobre 16 espécies de Kanto que ainda não ganharam megaevolução, forma regional ou gimmick própria. O padrão adotado pela Game Freak nos últimos anos sustenta a expectativa de que ao menos um desses veteranos receberá atenção especial logo de cara.
O que os rumores contam sobre Pokémon Wind and Wave
Criadores de conteúdo que acompanham as movimentações da The Pokémon Company relatam que Pokémon Wind and Wave está previsto para celebrar o aniversário de 30 anos da série. O apelido codinome aparece em documentos de marketing vazados, sugerindo um contraste entre cenários costeiros e rajadas de vento — paleta perfeita para novas mecânicas climáticas.
Embora nenhuma data oficial tenha sido divulgada, insiders afirmam que o anúncio completo deve ocorrer até o fim do próximo ano fiscal da Nintendo. A estratégia se alinha ao cronograma que antecedeu Pokémon Legends: Z-A, título que reacendeu o interesse por megas ao reimaginar Dragonite, Starmie e Victreebel.
Tradição de renovar monstrinhos de Kanto
Kanto é um celeiro de nostalgia; cada criatura carrega 27 anos de memórias e pode atrair jogadores que largaram o portátil na infância. A Game Freak sabe disso e, desde Sol/Lua até Escarlate/Violeta, criou incentivos para revisitar o elenco original.
Na Geração 9, Tauros recebeu três variantes regionais, enquanto Jigglypuff e Magneton ganharam formas Paradoxo. Ainda antes, formas de Alola e Galar transformaram Vulpix, Rapidash e Weezing em novos favoritos competitivos. A prática impulsiona vendas e renova o metagame, fatores que justificam a aposta em Wind and Wave.
Quem ainda aguarda sua chance de brilhar
A lista de possíveis contemplados inclui Fearow, Arbok, Nidoqueen, Nidoking, Parasect, Venomoth, Golduck, Dodrio, Dewgong, Cloyster, Hypno, Seaking, Ditto, Omastar, Kabutops e o mítico Mew. Todos permanecem sem mega, forma regional ou convergente, tornando-se alvos naturais para novidades.
Imagem: GameRant
Analistas apontam que uma combinação de tipagem inusitada e referências culturais locais pode nortear as mudanças. Dewgong, por exemplo, poderia exibir um formato Água/Veneno inspirado na contaminação dos oceanos; Fearow, por sua vez, ganharia status de primeira ave Normal/Aço ao virar pássaro não voador adaptado a tempestades de areia litorâneas.
Impacto de novas mecânicas no competitivo
Cada gimmick adicional muda o tabuleiro de forma drástica. Mega Dragonite, introduzido em Legends: Z-A, elevou o dragão ao top tier semanas após seu lançamento. O mesmo efeito é esperado caso Ditto receba habilidade exclusiva que aumente o número de turnos copiado ou se Hypno adquirir segundo tipo Fantasma, abrindo encaixe nas composições de controle.
No ecossistema atual, dominado por escolhas como Chien-Pao e Palafin, uma leva de monstros repaginados seria bem-vinda para oxigenar o ranking VGC. A Game Freak costuma calibrar essas adições para coincidirem com temporadas oficiais de torneios, atitude semelhante ao recente patch de Apex Legends que reequilibrou personagens dominantes.
Vale a pena ficar de olho na décima geração?
Se o histórico de atualizações servir de guia, Pokémon Wind and Wave tem tudo para transformar personagens há muito esquecidos em peças-chave da competição e, de quebra, reacender o saudosismo que acompanha o universo de Kanto. Para quem acompanha as análises do Blockbuster Online, vale monitorar cada vazamento: mesmo uma única forma inédita já seria motivo suficiente para movimentar discussões sobre builds, counters e tier lists nas redes.
