Lançado em agosto de 2025, Drag x Drive nunca esteve no topo das paradas do Switch 2, mas conquistou uma comunidade fiel graças à premissa pouco usual: basquete em cadeira de rodas comandado por controles que funcionam como mouse. A Nintendo acaba de liberar a versão 1.2.1, pequena no tamanho, porém importante para quem acompanha o game de perto.
O patch, distribuído automaticamente em 3 de fevereiro de 2026, ajusta a influência da marcação sobre arremessos no half-pipe e resolve “diversos problemas” de performance. Mesmo sem adições de conteúdo, a atualização reacende discussões sobre a proposta ousada do título esportivo exclusivo do novo console.
Correções pontuais, impacto direto na competitividade
Drag x Drive concentra boa parte da experiência no xadrez defensivo entre os seis participantes das partidas 3 v 3. Desde o lançamento, jogadores reclamavam que o bloqueio exercia efeito inferior ao previsto nos arremessos curvos que definem muitos placares apertados. Ao calibrar essa pressão, o estúdio busca equilibrar disputas online e locais.
Além da mudança principal, a Nintendo menciona “melhorias gerais de jogabilidade”, expressão vaga, porém comum em notas de atualização. Usuários relatam tempos de carregamento ligeiramente menores e respostas mais consistentes nos movimentos laterais, essenciais para evitar faltas ofensivas no modo Survival Tag.
Joy-Con 2 como mouse: inovação que divide opiniões
A escolha de transformar cada Joy-Con 2 em um dispositivo de apontar—algo semelhante ao que se vê em Riftwalker com sua mira inspirada em bullet time—continua sendo o principal chamariz de Drag x Drive. O controle detecta pequenos deslizes horizontais e verticais, o que permite “empurrar” a cadeira no tablado. Para alguns, a sensação de “patins” traz frescor aos jogos esportivos; para outros, gera curva de aprendizado íngreme.
A Nintendo tentou suavizar essa barreira oferecendo, ainda em 2025, uma demo gratuita na eShop. Entretanto, o número de usuários ativos permanece modesto. O preço camarada, 19,99 dólares, facilita o acesso, mas a natureza competitiva pode afastar quem não tem parceiros recorrentes.
Multiplayer local e a batalha para manter a comunidade viva
Com modos cooperativos online e conexão sem fio local, Drag x Drive depende de tráfego constante de jogadores. Dados não oficiais indicam queda na taxa de partidas ranqueadas após o fim do período de festas, cenário similar ao de títulos como Fortnite quando eventos temáticos se encerram.
O suporte contínuo, mesmo que limitado a correções, demonstra que a Nintendo ainda aposta no game como vitrine dos Joy-Con 2. A presença do patch 1.2.1 poucas semanas antes do Partner Showcase de 5 de fevereiro sugere que a companhia deseja retomar a exposição do exclusivo em uma vitrine cheia de novidades indies.
Imagem: Internet
Exclusividade de nicho e expectativas para o restante de 2026
A ausência de Drag x Drive no top 4 de vendas—liderado por Mario Kart World e Donkey Kong Bananza—não surpreende. Jogos de nicho raramente disputam holofotes com franquias históricas, mas cumprem papel estratégico: testar mecânicas. Se a recepção ao “mouse esportivo” evoluir, futuros títulos do Switch 2 podem adotar esquema similar em gêneros variados, como já se especula nos bastidores da Big N.
Enquanto isso, o serviço Nintendo Switch Online adiciona clássicos, caso de Yoshi e Balloon Kid—movimento que, segundo o Blockbuster Online, dá novo fôlego ao catálogo retrô e oferece contraponto nostálgico para experiências experimentais como Drag x Drive.
Vale a pena experimentar Drag x Drive em 2026?
A versão 1.2.1 não revoluciona o conteúdo, porém refina pontos cruciais de equilíbrio. Para quem já aprendeu a domar o esquema de controles, o patch entrega partidas mais justas e resposta aprimorada em quadra. O preço acessível e a demo gratuita seguem como porta de entrada sem compromisso.
Jogadores focados em comunidade ampla talvez estranhem o fluxo modesto de salas públicas, mas o multiplayer local compensa essa lacuna quando há amigos por perto. Nesse cenário, Drag x Drive encontra seu lugar como experiência social de sofá, lembrando velhas tardes de multiplayer split-screen.
Quem busca algo fora do padrão esportivo tradicional e sente curiosidade pelas capacidades do Joy-Con 2 tem no título da Nintendo um teste prático, agora melhor calibrado. Mesmo distante dos blockbusters de venda fácil, o game reforça o ecossistema de experiências exclusivas que justificam a compra do Switch 2.
