Sete anos depois de iniciar sua trajetória entre os soulslike, Nioh 3 finalmente está nas mãos dos jogadores de PlayStation 5 e PC. A nova investida da Koei Tecmo carrega um hype alto e, de acordo com as primeiras avaliações, entrega quase tudo que prometeu.
Com média 85 no OpenCritic e 93% de recomendação, o título ocupa o pódio dos lançamentos de 2026 no PS5, superando diversos concorrentes do gênero de ação e RPG. Blockbuster Online analisou as impressões dos críticos para entender por que Nioh 3 já surge como forte candidato a melhor soulslike do ano.
Combate de Nioh 3 eleva a franquia a um novo patamar
O coração de Nioh 3 continua sendo o duelo frenético de espadas, lanças e machados, mas a grande novidade é o switch instantâneo entre estilos Samurai e Ninja. O jogador pode alternar em tempo real e montar builds altamente customizáveis, reduzindo a dependência dos tradicionais Três Estilos de Combate vistos nos títulos anteriores.
Críticos apontam que essa escolha ampliou a profundidade estratégica. Agora é possível, por exemplo, iniciar um combo pesado Samurai, trocar para Ninja e arrematar o inimigo com bombas de fumaça e projéteis letais. O resultado é um ritmo ainda mais explosivo e recompensador, sem deixar de exigir a precisão típica dos soulslike.
Outro ponto que chamou atenção é a maneira como as habilidades Yokai — capazes de transformar o protagonista em demônio por instantes — trabalham em sinergia com as novas árvores de talento. Embora o jogador ainda precise desbloquear stances clássicas, o foco passa a ser o encaixe de golpes complementares, algo que faz Nioh 3 se destacar em meio a sucessos do gênero, como o recém-lançado Code Vein 2.
Mundo aberto traz liberdade, mas também excesso de tarefas
Se nos capítulos anteriores as missões lineares ditavam o ritmo, em Nioh 3 a Team Ninja aposta em regiões amplas conectadas, inspiradas no design de Rise of the Ronin. A mudança agrada pela sensação de aventura, permitindo enfrentar chefes opcionais ou caçar itens raros sem seguir um roteiro fixo.
Porém, parte da imprensa achou o volume de atividades secundárias um tanto agressivo. Há quem compare o mapa recheado de marcadores à enxurrada de ícones que causou estranhamento recente em títulos de mundo aberto — crítica parecida recaiu sobre Highguard. Ainda assim, a liberdade de explorá-lo no próprio ritmo compensa, já que o loop de derrotar inimigos, conseguir loot e aprimorar equipamentos permanece viciante.
Chefes variados são o grande espetáculo
Cada boss de Nioh 3 foi pensado para testar a versatilidade do jogador. A lista é diversificada e, segundo as análises, evita reciclagem: há demônios inspirados no folclore japonês, guerreiros históricos reimaginados e criaturas colossais que preenchem a tela. A variedade é comparada, em tom elogioso, ao que vimos na febre soulslike do ano passado, quando Crimson Desert se destacou entre os RPGs mais aguardados.
O design desses chefes trabalha em camadas. Em lutas avançadas, o jogador é forçado a alternar entre Samurai e Ninja em questão de segundos para sobreviver a padrões de ataque imprevisíveis. A recompensa — loot lendário e pontos de reputação — faz com que repetir a batalha para farmar itens se torne parte do apelo.
Imagem: Internet
Questões técnicas: PS5 brilha, PC sofre otimizações
No PlayStation 5, o desempenho se mantém estável nos modos Performance e Qualidade. Já no PC, alguns reviewers relataram pop-ins de textura e quedas de frames em áreas abertas, problema que também balançou o lançamento de outras franquias de ação em 2026, como ocorreu com “Dispatch” na Nintendo Switch. A Koei Tecmo prometeu atualizações, mas, por enquanto, quem busca a experiência lisa deve priorizar o console.
Ainda falando de futuro, a exclusividade no PS5 foi negociada por apenas seis meses. Isso abre caminho para uma versão Xbox Series X/S até o fim do ano, o que poderá ampliar a base de fãs — cenário parecido ao que vimos quando Terraria relançou conteúdo e voltou ao topo das vendas na Steam.
Mais conteúdo a caminho graças ao passe de temporada
Além da campanha robusta, Nioh 3 já tem duas expansões pagas confirmadas: uma chega em setembro de 2026, a outra em fevereiro de 2027. Cada DLC trará novas armas, chefes e capítulos de história, vendidos apenas via Season Pass de US$ 39,99.
O estúdio também sinalizou eventos temporários dentro do jogo, estratégia que lembra o Despertar Lunar de Diablo 4, usado para manter engajamento durante a espera por expansões. Portanto, quem mergulhar hoje no universo de Nioh 3 já sabe que o suporte pós-lançamento será extenso.
Nioh 3 vale a pena jogar em 2026?
Com combate renovado, chefes criativos e nota 85 no OpenCritic, Nioh 3 se consolida como um dos lançamentos essenciais para fãs de ação brutal e construção de builds profundas. Seu mundo aberto, mesmo excessivo em pontos de interesse, recompensa a exploração com itens e segredos.
Os tropeços técnicos na versão PC não comprometem o brilho da aventura no PS5, onde Nioh 3 exibe performance sólida e visuais caprichados. O compromisso da Team Ninja com DLCs reforça a longevidade da experiência.
Se você busca um soulslike desafiador, com liberdade tática e variedade de chefes, Nioh 3 entrega exatamente isso. A exclusividade temporária no console da Sony deve atrair ainda mais atenção nos próximos meses, antes da provável chegada ao Xbox. Até lá, a jornada demoníaca do Samurai e do Ninja já se coloca entre as melhores do ano.
