O universo de Resident Evil sempre flertou com experiências além da tela, mas a parceria entre Capcom e Panasonic levou essa ambição a outro patamar. A edição especial do neck speaker SoundSlayer, destinada a Resident Evil Requiem, promete transferir cada susto diretamente para o corpo do jogador.
Previsto para 27 de fevereiro — mesma data de lançamento do jogo no Japão — o dispositivo ganhou cor vermelho-sangue, interface inspirada nos menus da nova aventura e, principalmente, um “modo horror” que ajusta frequências sonoras para potencializar calafrios.
O acessório que promete arrepiar
O SoundSlayer não é novo no mercado, mas ganha uma identidade própria ao vestir o logotipo de Resident Evil Requiem. Posicionado sobre os ombros, o equipamento distribui som direcional 360° enquanto vibra conforme explosões, tiros ou passos na escuridão. A inclusão de um padrão cromático que lembra sangue seco dialoga com a atmosfera de sobrevivência que a Capcom busca resgatar após experimentos mais voltados à ação.
Embora outras franquias já tenham recebido controles temáticos — a icônica serra elétrica de Resident Evil 4 é o exemplo mais lembrado —, poucos acessórios se propuseram a alterar a percepção física do medo. Nesse sentido, o neck speaker tem valor semelhante ao de iniciativas que buscam imersão total, como headsets com áudio espacial encontrados em títulos de ação como Nioh 3.
Como funciona o modo horror exclusivo
Segundo a página oficial do produto, o modo horror trabalha duas frentes. Primeiro, enfatiza graves profundos, responsáveis por replicar batimentos cardíacos, estrondos distantes e rugidos de criaturas. Em paralelo, o dispositivo atenua levemente diálogos e efeitos diretos, criando sensação de espaço ampliado que, na prática, simula o eco de corredores apertados ou a reverberação de um porão úmido.
Essa engenharia sonora é complementada por vibrações táteis sincronizadas, recurso que transforma sustos em pequenos choques musculares. O objetivo declarado pela Panasonic é fazer o corpo “entender” o perigo antes mesmo de o cérebro decodificar a imagem — exatamente a lógica que move o design de som dos filmes de terror clássico.
Impacto na imersão de Resident Evil Requiem
Requiem já havia gerado expectativa ao confirmar o retorno das fitas de tinta para salvar partidas em dificuldade máxima. Ao acrescentar tensão mecânica, o jogo pretende compensar a ausência de uma edição de colecionador robusta, geralmente repleta de dioramas ou artbooks. Nesse contexto, o neck speaker surge como peça-chave para diferenciar a experiência da 11ª entrada principal da série.
Imagem: Internet
Para além do próprio Resident Evil, a Capcom sugere que o acessório pode ser utilizado em qualquer jogo de horror compatível com saída de áudio padrão. Isso inclui futuros lançamentos de suspense e até remakes aguardados, como Silent Hill 2. A ideia é tornar o SoundSlayer um companheiro recorrente de quem gosta de sustos, algo semelhante à multiplicação de eventos temáticos, como o Despertar Lunar que aquecem o hype em Diablo 4.
Merchandising criativo e mercado restrito
A má notícia para colecionadores ocidentais é a tiragem limitada ao Japão. A Panasonic não sinalizou planos de exportação, o que deve inflar preços em revendas paralelas. Ainda assim, o histórico de itens exclusivos da franquia — de jaquetas de couro a teclados com teclas de máquina de escrever — indica que a Capcom enxerga valor em edições raras para manter a comunidade ativa.
Vale lembrar que a ausência de uma edição de colecionador completa não impediu Resident Evil 4 de vender milhões em 2023. O que o SoundSlayer faz, então, é suprir um nicho: jogadores que desejam algo tangível para reforçar a atmosfera de pavor. Para o Blockbuster Online, esse tipo de aposta se alinha à tendência de experiências sensoriais que transformam um simples ato de jogar em evento.
Vale a pena investir no SoundSlayer?
Para quem reside no Japão ou tem acesso a importação, o neck speaker parece ser mais que um item de colecionador. O modo horror dedicado a Resident Evil Requiem adiciona uma camada física de tensão que poucos acessórios oferecem. É caro, restrito e, no momento, não há garantia de suporte localizado fora da Ásia, mas a proposta de ouvir e sentir cada passo na mansão vale a curiosidade dos fãs de survival horror.
