A Kuro Games liberou o aguardado patch “Para Você que Caminha na Neve” no último dia 4 de fevereiro. Batizado de versão 3.1, o pacote é elogiado por expandir o universo de Wuthering Waves, mas levantou um debate acalorado sobre a falta de polimento técnico.
Nas redes sociais, a recepção ao conteúdo é quase unânime: missões comoventes, cenários imersivos e mudanças de qualidade de vida colocam o RPG nas graças do público. Entretanto, o mesmo público questiona a desenvolvedora por não entregar uma otimização à altura do material recém-adicionado.
Roteiro carrega emoção e aprofunda a mitologia
No centro da atualização está a região invernal de Roya Frostlands. Coberta por neve espessa e tempestades repentinas, a província é pano de fundo para uma série de quests principais que mergulham em eventos históricos do mundo criado pela Kuro Games. A direção narrativa de Han Xue aposta em diálogos densos, enquanto a equipe de roteiristas aprofunda dilemas políticos e espirituais dos personagens.
O resultado é uma sequência de cutscenes bem dirigidas que geram empatia instantânea. Mesmo veteranos do gênero, acostumados a longas exposições textuais, apontam que o ritmo se mantém ágil. A montagem intercala cenas intimistas com batalhas grandiosas, evitando que o jogador se perca em longas caminhadas. Esse equilíbrio foi muito citado em fóruns e deu novo fôlego à campanha.
Level design e qualidade de vida arrancam elogios
Além da trama principal, a versão 3.1 traz correções solicitadas desde o lançamento. Entre elas, uma curva de experiência reequilibrada reduz o tempo gasto em grind, tornando o retorno ao game menos penoso para quem ficou afastado. Pequenos ajustes de interface, como filtros de inventário e exibição de estatísticas em tempo real, também facilitam a rotina de farm.
Jogadores de mobile comemoram o novo modo de controle em joystick único para a moto in-game, sobretudo quem achava o antigo esquema confuso em telas menores. É uma mudança simples, mas que reforça a atenção da Kuro Games aos detalhes ergonômicos. No PC, atalhos personalizáveis agilizam o acesso a menus, recurso especialmente celebrado por speedrunners que otimizam cada segundo de execução.
Startorch Academy vira vilã das quedas de FPS
Se a narrativa faz jus ao investimento, a parte técnica continua dividindo a opinião da comunidade. Desde que o patch chegou, relatos de instabilidade se multiplicam no Reddit e no X (ex-Twitter). A área que mais concentra críticas é a Startorch Academy, introduzida ainda na 3.0, mas que agora derruba o desempenho pela metade em algumas máquinas.
Imagem: Kuro Games
Caso mais emblemático: usuários de PlayStation 5, público que também se animou com o desconto relâmpago de Suicide Squad: Mate a Liga da Justiça, afirmam que a taxa de quadros cai de 60 para menos de 30 em corredores longos, mesmo sem grandes efeitos na tela. No PC, quem possui placas consideradas “overkill” nota que reduzir a qualidade gráfica não melhora os FPS, sugerindo um problema de engine ou memória alocada.
Comunidade pressiona por otimização em todas as plataformas
O apelo por correções une jogadores de desktop, consoles e smartphones. À semelhança do burburinho em torno de Nioh 3, que impressionou com um combate renovado no PS5, a expectativa é ver Wuthering Waves atingir seu potencial máximo sem travar hardware moderno.
Usuários de Android de gama média relatam aquecimento excessivo, algo que o estúdio vinha mitigando em builds anteriores. Já donos de iPhone 15 Pro mencionam microtravamentos ao atravessar áreas densas de partículas de neve, fenômeno que não ocorria antes do update. No Discord oficial, moderadores confirmam que a equipe está analisando logs e planeja um hotfix, embora sem data divulgada.
Vale a pena jogar a versão 3.1?
Para quem busca história consistente, cenários deslumbrantes e sistemas menos punitivos, o patch 3.1 é obrigatório. Ainda assim, a queda de desempenho exige paciência — especialmente em Startorch Academy. Caso o jogador tolere engasgos pontuais, o conteúdo entregue pela Kuro Games compensa cada minuto investido. O Blockbuster Online continuará acompanhando as próximas correções para ver se o estúdio harmoniza, enfim, ambição artística e estabilidade técnica.
