Amy Madigan não escondeu a surpresa ao descobrir que sua interpretação de Tia Gladys em A Hora do Mal lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. Aos 73 anos, a veterana confessou que não esperava tamanho reconhecimento e usou a palavra “avassalador” para definir o momento.
Mais do que celebrar a própria conquista, Madigan fez questão de dedicar parte do mérito à comunidade LGBT, que abraçou a personagem desde a estreia do longa. Ela acredita que essa identificação foi crucial para impulsionar a repercussão do filme além do circuito tradicional de terror.
Indicação ao Globo de Ouro surpreende a própria atriz
A confirmação da candidatura ao Globo de Ouro 2026 pegou Amy Madigan de surpresa. Durante entrevista à revista Variety, ela lembrou que chegou ao set sem imaginar que Tia Gladys chamaria tanta atenção, mesmo reconhecendo a qualidade do roteiro de Zach Cregger.
“Achei que o público iria gostar do filme, talvez simpatizar com a Gladys, mas jamais pensei que tudo fosse explodir desse jeito”, declarou a atriz. O cineasta Zach Cregger assina também a direção de A Hora do Mal, repetindo a dobradinha roteiro-direção que já havia chamado a atenção em Noites Brutais.
Aprovação da comunidade LGBT reforçou a repercussão
Madigan atribui boa parte da visibilidade de sua personagem ao entusiasmo do público LGBT e, principalmente, ao universo drag. Segundo ela, a figura da Tia Gladys cativa por representar “os outros”, aqueles que não se encaixam em um padrão social e, exatamente por isso, encontram eco na vivência queer.
“As pessoas me dizem: ‘Nós somos os de fora e a Gladys também, de um jeito estranho’. É emocionante perceber como isso ajudou a espalhar a magia dela por aí”, contou. Esse acolhimento virou tópico recorrente nas redes sociais, alimentando memes, fanarts e até performances temáticas em shows de drag queens.
Enredo misterioso prende a atenção do público
Em A Hora do Mal, o enigma começa quando todas as crianças de uma mesma turma — exceto uma — desaparecem simultaneamente durante a noite. A partir daí, moradores da pequena cidade se veem obrigados a investigar quem ou o que estaria por trás do sumiço coletivo.
Além de Amy Madigan, o elenco conta com nomes de peso. Josh Brolin, conhecido pelo papel de Thanos na saga Vingadores, interpreta o pai de uma das crianças. Julia Garner (Ozark) e Alden Ehrenreich (Oppenheimer) também ganham destaque, enquanto Benedict Wong, Austin Abrams e Cary Christopher completam a produção.
Bilheteria recorde e comparação com Noites Brutais
Lançado no verão norte-americano, A Hora do Mal abriu com mais de 43 milhões de dólares nos Estados Unidos e ultrapassou a marca de 100 milhões já no terceiro fim de semana em cartaz. O desempenho ofuscou o total de 45 milhões obtidos por Noites Brutais em toda sua trajetória mundial, consolidando a nova obra de Zach Cregger como um fenômeno comercial.
Imagem: Internet
Até o momento, o terror já arrecadou mais de 260 milhões de dólares globalmente, tornando-se uma das maiores surpresas da temporada. O boca a boca positivo, impulsionado pelo apoio da comunidade LGBT e pela indicação ao Globo de Ouro, contribuiu para manter o longa em evidência mesmo após a estreia de outros blockbusters.
Disponível para streaming na HBO Max
Quem ainda não conferiu a performance que rendeu a Amy Madigan sua indicação ao Globo de Ouro pode assistir A Hora do Mal no catálogo da HBO Max. Para muitos espectadores brasileiros, a plataforma facilita o acesso a um dos títulos mais comentados do ano sem precisar esperar pela chegada ao cinema local.
Vale lembrar que Zach Cregger vem se firmando como um dos diretores de terror mais quentes de Hollywood. O sucesso consecutivo de Noites Brutais e A Hora do Mal deve abrir caminho para novos projetos do cineasta, que já negocia parcerias de peso após o desempenho acima do esperado nas bilheterias.
Impacto no futuro da temporada de premiações
Com a nomeação de Amy Madigan, A Hora do Mal entra oficialmente na corrida das principais premiações de 2026. A visibilidade da categoria de Melhor Atriz Coadjuvante pode puxar indicações em áreas como roteiro, trilha sonora e até mesmo filme do ano, dependendo da receptividade da crítica nos próximos meses.
Para Madigan, a distinção simboliza não apenas reconhecimento pessoal, mas também a chance de ver a representatividade ganhar espaço em projetos de gênero. “Se a Gladys tocou tantas pessoas, talvez a gente veja mais personagens que fujam do estereótipo”, afirmou.
BlockBuster Online de olho na agenda
A equipe do BlockBuster Online continuará acompanhando todas as novidades sobre A Hora do Mal, desde os prêmios até eventuais sequências. Enquanto isso, fãs podem revisitar a produção na HBO Max ou aguardar uma possível edição física recheada de extras sobre os bastidores.
Com público fiel, bilheteria robusta e agora uma importante indicação ao Globo de Ouro, A Hora do Mal reforça a força do terror contemporâneo e comprova que representatividade, quando bem trabalhada, pode alavancar narrativas e carreiras.
