Um dos action-RPGs mais elogiados – e ainda pouco jogados – de 2025 ganha uma segunda chance de brilhar. Blades of Fire, aventura sombria da MercurySteam, desembarca no Steam em 14 de maio, depois de um ano exclusivo em outras plataformas. A chegada é acompanhada pela robusta versão 2.0, capaz de transformar a experiência de quem já encarou o mundo onde todo metal foi amaldiçoado.
Para os novos jogadores, a versão para PC vira porta de entrada; para veteranos, oportunidade de revisar cada duelo com Aran de Lira empunhando lâminas forjadas à mão. A promessa é simples: conteúdo extra, ajustes de qualidade de vida e melhorias de desempenho que deixam o título ainda mais afiado.
Chegada de Blades of Fire ao Steam movimenta a comunidade
A publicação da 505 Games confirma: o game será liberado em 14 de maio, marcando o fim da exclusividade no Epic Games Store, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. O anúncio mexeu com fóruns e redes, especialmente porque uma demo gratuita já está disponível na plataforma da Valve. O arquivo ocupa cerca de 30 GB e permite testar a performance antes do lançamento completo.
Quem preferir esperar o pacote final encontrará suporte total ao Steam Deck e mapeamento livre de teclado e mouse. Essa flexibilidade tende a ampliar o público, algo que títulos independentes como RadCity também vêm aproveitando para alcançar novos jogadores nos últimos meses.
Atualização 2.0 coloca mais lenha na forja
O update que estreia junto com a versão Steam não economiza em novidades. Entre os destaques está o Novo Jogo+, modo ideal para quem zerou a campanha principal e quer recomeçar com equipamentos e habilidades mantidos. A dificuldade sobe, mas as recompensas também: baús extras, novos materiais e a chance de testar construções diferentes.
Outra atração é o Nível Desafio de Titânio. Trata-se de uma arena opcional, focada em combates sucessivos contra inimigos fortalecidos. Para complementar, o Boss Revival permite revisitar chefes derrotados, recurso perfeito para aperfeiçoar esquivas e contra-ataques. Completa o pacote o aguardado Photo Mode, ferramenta que congela a ação e oferece filtros, profundidade de campo e ângulos livres – algo que agradará criadores de conteúdo e fãs de capturas cinematográficas.
Do lado prático, o sistema de Transmutação de Elementos estreia permitindo alterar materiais usados na forja. Ainda faltam detalhes, porém a mecânica pode facilitar a vida de iniciantes, já que não há quedas de loot: cada arma exige planejamento. Aran agora conta ainda com o auxílio de Adso de Zelk, o erudito cujo domínio de feitiços passa a encantar lâminas com efeitos adicionais.
Desempenho técnico e requisitos: quem pode entrar na briga?
A MercurySteam define especificações recomendadas exigentes. O estúdio sugere processador de oito núcleos, caso do Ryzen 7 5800X, e GPU no nível da GeForce RTX 4070 Super ou Radeon RX 6800XT. Além disso, são necessários 54 GB livres em SSD, medida comum em jogos que abusam de texturas em alta resolução e iluminação dinâmica.
Imagem: Internet
A boa notícia é o suporte ao DLSS 4, solução de upscaling da Nvidia que promete elevar a taxa de quadros sem sacrificar nitidez. Já a compatibilidade com Steam Deck aponta otimizações internas que reduzem o gargalo em hardware portátil, algo que blockbusters como Overwatch – que ressurgiu na Temporada 1 com picos de audiência – ainda perseguem para manter fluidez constante.
Direção criativa, dublagem e construção de mundo
Conhecida por Metroid Dread, a MercurySteam volta a demonstrar habilidade em ritmo de combate e design de níveis. A direção de arte aposta em ruínas corroídas, castelos tomados por musgo e criaturas esculpidas em pedra viva, criando contraste vibrante entre as armas metálicas recém-forjadas de Aran e o cenário fossilizado.
No centro da narrativa, a relação entre Aran de Lira e Adso de Zelk funciona graças ao trabalho de voz convincente. O guerreiro é dublado com timbre grave que transmite exaustão e determinação; o jovem erudito, por sua vez, equilibra curiosidade e leveza, servindo de contraponto. É essa química que sustenta os diálogos durante os longos trechos de exploração.
O roteiro entrega mistério suficiente para impulsionar a jornada, mesclando lendas sobre a maldição das armas com intrigas políticas. As cutscenes, curtas e diretas, evitam quebras de ritmo, mantendo o foco no combate – uma filosofia parecida com o minimalismo narrativo de D1AL-ogue, mas aplicada a um universo dark fantasy.
Vale a pena jogar Blades of Fire?
Para quem busca um action-RPG exigente, com progressão baseada em craft e batalhas que recompensam paciência, Blades of Fire se destaca. A chegada ao Steam acrescenta suporte mais amplo, demo gratuita e funcionalidades modernas, enquanto a atualização 2.0 aumenta a longevidade com modos extras e ajustes práticos. No fim, é a combinação de combate responsivo, direção de arte marcante e dublagens competentes que consolida o título como aposta certeira – sobretudo agora, ao alcance de um clique na loja da Valve.
O Blockbuster Online seguirá acompanhando o desempenho do jogo na nova plataforma, de olho na recepção da comunidade e em possíveis atualizações futuras.
