Diablo 2: Resurrected volta aos holofotes com um convite tentador: ter o próprio nome gravado em pedra no coração da Blizzard, em Irvine. O estúdio abriu uma corrida global no modo Hardcore que promete colocar apenas 300 jogadores na história oficial da franquia.
A maratona acompanha a chegada da expansão Reign of the Warlock e marca também o início da Ladder Season 13, iniciada em 20 de fevereiro, às 19h (horário de Brasília). Quem alcançar o nível 99 com o novo Warlock antes de todo mundo garante lugar na estátua The Grimoire of the Unfallen, que ficará exposta no campus californiano do estúdio.
Como funciona o desafio da estátua
O regulamento, publicado pela Blizzard nas redes sociais, é simples no papel, mas cruel na prática. Para participar, basta enviar o Battle Tag e um print comprovando o personagem Warlock em nível 99 no modo Hardcore. Os 300 primeiros nomes validados entram para sempre no monumento — e ninguém além deles.
A Blizzard não impôs barreiras regionais, portanto competidores de qualquer ponto do planeta podem disputar a façanha. Essa abertura aumenta a pressão: jogadores veteranos da América, Europa e Ásia devem lotar as filas de servidores à caça desse pedaço de eternidade digital.
Por que chegar ao nível 99 ainda assusta tanta gente
Em teoria, a meta é clara: acumular experiência até o topo. Na prática, poucos suportam o caminho. Dados da Steam apontam que somente 0,1% dos usuários já conquistaram o troféu de nível 99 no Hardcore desde o relançamento em 2021. A cada morte, todo o progresso morre junto, exigindo uma nova criação de personagem.
Inimigos como as odiadas Undead Stygian Dolls viram pesadelo constante, sobretudo porque explodem após a morte e podem pulverizar um Warlock descuidado. A tensão faz parte do charme, mas também do filtro: quem vacilar uma única vez perde muitas horas — ou dias — de farm.
Warlock: primeira novidade de peso em 25 anos
Reign of the Warlock é o primeiro conteúdo inédito de Diablo 2 desde Lord of Destruction, lá em 2001. O feiticeiro chegou com combos agressivos, como o build Echoing Strike, voltado a abates rápidos, e opções defensivas, caso do Fire Warlock apoiado em Flame Wave e Apocalypse para controlar multidões.
Imagem: GameRant
A inclusão desse arquétipo tem valor estratégico para a Blizzard. O estúdio já confirmou que a classe também estará em Diablo 4: Lord of Hatred no lançamento e, depois, em Diablo Immortal durante o verão de 2026. O Warlock, portanto, vira novo elo entre gerações da franquia, reforçando o interesse da comunidade na transição entre títulos.
A comparação com a estátua de Lilith em Diablo 4
Em 2023, a Blizzard realizou ação semelhante: os 1.000 primeiros aventureiros a bater nível 100 no Hardcore de Diablo 4 tiveram seus Battle Tags esculpidos aos pés da estátua de Lilith — hoje ponto turístico do estúdio em Irvine. Desta vez, a seleção encolheu para 300 vagas, triplicando a exclusividade e o prestígio do prêmio.
Segundo a desenvolvedora, a nova escultura ficará no mesmo complexo, permitindo que visitantes encontrem, lado a lado, a mãe de Santuário e o tomo que celebra os “Imortais” de Diablo 2. Para quem curte caçar easter eggs, a visita ao campus ganhou mais um desvio obrigatório.
Vale a pena encarar a maratona hardcore?
Para quem já domina as mecânicas de Diablo 2: Resurrected, a chance de ter o nome eternizado na Blizzard pode ser irresistível. Entretanto, a jornada exige centenas de horas, disciplina estrita e nervos de aço — qualquer desconexão ou clique errado enterra todo o esforço. Se a ideia de começar do zero após um tropeço parece tortura, talvez seja melhor aproveitar o Warlock em modo padrão e, entre um chefe e outro, conferir criações da comunidade como o castelo gótico erguido em The Sims 4. Já os caçadores de glória podem afiar as runas e entrar na fila: as 300 vagas não devem durar muito.
