O público que guarda carinho pelos velhos cartuchos de Jurassic Park tem prazo curto para garantir a nostalgia. A Limited Run Games confirmou que a Jurassic Park Classic Games Collection desaparecerá das vitrines digitais em 31 de março de 2026. O pacote, lançado em novembro de 2023 para celebrar os 30 anos do longa original, reúne sete títulos dos consoles 8-bit e 16-bit.
A remoção afetará Steam, Nintendo eShop, PlayStation Store e Microsoft Store. Quem já comprou mantém acesso para download futuro, mas novas vendas cessam na data anunciada. A editora não ofereceu explicação oficial, porém indícios apontam para o fim de contratos de licenciamento — cenário comum em jogos baseados em marcas cinematográficas.
O que compõe a Jurassic Park Classic Games Collection
A coletânea entrega um recorte fiel da era dos sprites coloridos e dos efeitos sonoros sintetizados. Estão presentes versões de Jurassic Park para NES, SNES, Game Boy e Mega Drive, além de Jurassic Park Part 2: The Chaos Continues e Jurassic Park: Rampage Edition.
Cada título recebeu melhorias pontuais: suporte a save state, mapas internos inéditos e correções de qualidade de vida. Embora discretas, essas adições tornaram a experiência menos punitiva, algo vital para novos jogadores que não cresceram em meio ao design severo dos anos 1990.
Janela de compra e diferenças de preço
Até o momento, apenas a PlayStation Store oferece desconto agressivo — R$ 37,95 por R$ 9,49 para membros PS Plus. Nas demais lojas o preço permanece em R$ 149,90, valor que pode levantar dúvida entre quem já tem extensa backlog. A Limited Run afirma que divulgou o aviso com seis semanas de antecedência justamente para dar tempo de todos aproveitarem possíveis promoções.
Se surgir corte de preço na Steam, é provável que acompanhe outras campanhas nostálgicas, a exemplo da atualização 2.0 de Blades of Fire, que também agitou fãs de ação retrô. Ainda assim, quem valoriza cartucho virtual completo talvez prefira não contar apenas com a sorte.
Por que as licenças expiram tão cedo
Produções licenciadas normalmente dependem de contratos temporários com detentores de direitos, no caso a Amblin e a Universal. Quando o prazo chega ao fim, os custos para renovar podem não compensar as vendas projetadas. Foi o que ocorreu com Deadpool em 2014 e Friday the 13th em 2023.
Para a Limited Run, cuja especialidade são lançamentos físicos e digitais de nicho, bancar a renovação pode inviabilizar projetos futuros. A estratégia, portanto, é avisar o público com antecedência, garantindo reputação transparente e evitando o efeito surpresa que gerou críticas a outras editoras.
Imagem: Internet
O legado de Jurassic Park nos videogames
A franquia permanece ativa em outras frentes. Jurassic World Evolution 3, de 2025, ainda é considerado um dos simuladores de parque mais completos, enquanto Jurassic Park Survival, anunciado pela Saber Interactive em 2023, promete retomada do terror de sobrevivência. Movimentos que, somados, mantêm a marca viva mesmo diante da perda de títulos clássicos.
No mercado de relançamentos, pressões semelhantes já pairam sobre outras séries. Os fãs de monstrinhos, por exemplo, aguardam ansiosos pelos rumores de Pokémon FireRed e LeafGreen no Switch, reforçando a tendência de trazer de volta experiências que marcaram gerações.
Vale a pena jogar antes da remoção?
Para quem cresceu nos anos 1990, a Jurassic Park Classic Games Collection funciona como máquina do tempo: gráficos pixelados, trilhas simples e dificuldade exigente. O pacote oferece conveniências modernas sem alterar a essência, algo essencial ao preservar a autenticidade.
Os curiosos que nunca encostaram nesses cartuchos podem achar o ritmo travado, sobretudo se acostumados a shooters modernos. Porém a coleção serve como aula de design histórico e como ponte entre cinema e videogame, evidenciando como a indústria explorava licenças de grandes blockbusters.
Considerando o preço promocional no PlayStation, o aviso prévio da Limited Run e o risco de desaparecimento definitivo, a resposta tende ao sim: vale garantir enquanto há tempo. Se não pelo desafio, ao menos pelo registro cultural que esses jogos representam para a era Jurassic Park.
