ARC Raiders nem completou um ano de vida e já coleciona um tópico delicado que divide usuários desde o lançamento: a iluminação. O debate explodiu novamente quando um post no Reddit superou 16 mil curtidas pedindo que a Embark Studios trate o tema com prioridade.
Conforme o jogo avança em popularidade, cresce também a percepção de que ambientes excessivamente escuros prejudicam a leitura de cenário, favorecem campers e obrigam parte da base a recorrer a filtros ou ajustes de gama no monitor. A seguir, destrinchamos como o problema afeta a experiência, o posicionamento do estúdio e o que esperar do futuro.
Iluminação acende polêmica em ARC Raiders
A queixa ganhou força quando o usuário Cactus_on_Fire publicou “Embark, arrumem a iluminação”, destacando trechos dos mapas Tempestade Eletromagnética e Raid Noturno em que identificar inimigos à distância beira o impossível. Segundo o relato, “o jogo sacrifica legibilidade em nome de um clima sombrio demais”.
O comentário ecoou a frustração de veteranos que acompanham o shooter desde o beta fechado. Nestes locais, a escuridão cria pontos cegos onde jogadores se escondem e abatem oponentes desavisados. O drama piora porque, uma vez que o personagem dispara, a arma projeta fumaça densa que tampa ainda mais a visão.
Ferramentas externas e a vantagem no PvP
Durante os primeiros meses, a maioria dos usuários de PC contornou a situação ativando filtros do NVIDIA Game Filter, solução simples que clareava toda a tela. Console gamers, porém, não dispõem do mesmo recurso, gerando disparidade competitiva em partidas cruzadas.
A Embark Studios desativou oficialmente os filtros para preservar equilíbrio. Entretanto, a medida não apagou o desconforto; ela apenas deixou todos no escuro. Hoje, parte da comunidade recorre a ajustes manuais de contraste ou softwares de terceiros, repetindo o cenário que afeta jogos como Wuthering Waves, que passa por dilemas de otimização. A sensação geral é de que o problema deveria ser resolvido nativamente, e não empurrado para o usuário final.
A postura da Embark Studios diante das críticas
Nos bastidores, o estúdio sueco descreve ARC Raiders como “uma celebração da majestade da natureza”, filosofia que inclui “iluminação naturalista e céus grandiosos”. Essa visão, no entanto, tem resultado em patches que escurecem ainda mais alguns mapas. Em janeiro de 2026, o patch 1.11.0 reduziu luzes no Stella Montis Night Raid para tornar lanternas imprescindíveis. Duas semanas depois, o update 1.13.0 reforçou a ideia ao desligar grande parte dos postes.
Até o momento, nenhuma nota oficial promete um retrabalho amplo na claridade. A impressão entre os 16 mil signatários do Reddit é que a Embark privilegia atmosfera sobre jogabilidade. Ainda assim, cabe lembrar que o estúdio leva em conta métricas internas de tempo médio de vida, taxas de acerto e movimentação no mapa antes de mexer em algo tão sensível quanto iluminação.
Imagem: GameRant
Comunidade dividida sobre mudanças
Embora o tópico crítico domine fóruns, existe uma fatia considerável que defende o escuro como ferramenta de balanceamento. Um usuário argumentou que “a diferença de luz entre interior e exterior obriga o jogador a se expor”, o que teria quase 4 mil curtidas — sinal de que a discussão está longe do consenso.
Para esse grupo, o verdadeiro vilão seria a lanterna equipada de fábrica, cujo alcance curto impede exploração confiante de corredores. A solução proposta é simples: ampliar o cone de luz do gadget, sem alterar a ambientação geral. Lembrar que mecânicas similares já foram revisitadas em títulos como Nioh 3, que revisou sistemas de iluminação para bosses noturnos, alimenta a esperança de que ARC Raiders possa seguir caminho parecido.
Vale a pena jogar ARC Raiders hoje?
Para quem aprecia um shooter de extração tenso, ARC Raiders ainda entrega combates viscerais, trilha sonora pulsante e um universo pós-apocalíptico que convida à exploração. No entanto, a polêmica da iluminação permanece um ponto de atenção: jogadores sensíveis a visibilidade restrita podem sentir frustração em mapas noturnos.
Se o propósito for mergulhar em partidas competitivas equilibradas, talvez valha aguardar um posicionamento oficial ou ao menos um ajuste incremental nas lanternas. Já quem curte experiências desafiadoras e imersivas pode encarar o escuro como parte do charme — desde que esteja disposto a recalibrar tela e paciência.
Enquanto Embark Studios decide o próximo passo, o debate serve de termômetro sobre como elementos visuais influenciam balanceamento. E, no fim das contas, é a comunidade que ilumina — ou escurece — o destino de ARC Raiders. Para o time do Blockbuster Online, a novela da claridade ainda promete novos capítulos.
