World of Warcraft ganhou fôlego extra nos últimos anos graças às versões retrô, mas ainda falta o passo decisivo: o chamado Classic+. Para entender o que os fãs realmente querem ver nessa possível expansão do conteúdo clássico, o projeto comunitário The Classic+ Project compilou mais de 40 mil respostas em pesquisas detalhadas.
Os resultados, agora divulgados, servem de termômetro antes de qualquer anúncio oficial por parte da Blizzard. Com dados que cobrem desde progressão de nível até recursos cosméticos, a iniciativa indica onde o estúdio deve — ou não — mexer no legado de 2004.
A pesquisa gigante que ouviu mais de 40 mil aventureiros
The Classic+ Project conduziu questionários sobre praticamente tudo que envolve a experiência original. Foram 20.070 respostas só para o tema “nivelamento” e 41.544 em tópicos como “transmog”. A metodologia é simples: questionários públicos, resultados consolidados de forma transparente e divulgação aberta à comunidade.
Entre os entrevistados, 61,1 % pedem que o ritmo de evolução permaneça intacto, enquanto 28,6 % apoiam acelerar o processo. A rejeição a “fases de nível” inspiradas na Season of Discovery chega a 63,7 %, mostrando que boa parte dos veteranos prefere uma linha contínua até o nível 60.
Transmog ainda divide opiniões no Classic+
O sistema de transmogrificação, introduzido em Cataclysm, torna qualquer peça de equipamento um mero visual. Metade da comunidade clássica não engoliu bem essa modernidade: 51,1 % disseram “não, obrigado”.
Apesar de o recurso ter recebido atenção especial na futura expansão Midnight, a rigidez dos saudosistas pesa. Eles defendem que a aparência de um item reflita a jornada percorrida — nada de esconder a lendária Bigorna de Ragnaros sob a capa de pano comum.
Blizzard observa de longe, mas não ignora
Josh “Aggrend” Greenfield, rosto mais conhecido do time de World of Warcraft Classic, limitou-se a um emoji de olhos nos comentários do último vídeo de Joardee, líder do projeto. Parece pouco, mas basta para a equipe sentir que a desenvolvedora está ciente dos dados e teorias criadas pela comunidade.
Imagem: Internet
Mesmo sem contato oficial, Joardee reforça que a ambição não é obter emprego na Blizzard e sim servir como bússola. “Queremos demonstrar que existe consenso em vários pontos e, principalmente, oferecer material bruto caso Classic+ vire realidade”, afirmou ao site Blockbuster Online.
Nivelamento, raides inéditas e combinações de raça: o que o jogador quer ver
Os dados apontam caminho claro em três frentes. Primeiro, raides completamente novas, mas que respeitem o patamar de dificuldade e design de 2004. Segundo, combinações inéditas de raça e classe, como Elfos Noturnos Paladinos e Orcs Sacerdotes, cotadas como possíveis pelo motor de jogo atual. Terceiro, ajustes finos nas árvores de talento, sem transformá-las na complexidade de expansões posteriores.
O tema “itemização” também ganhou destaque. Muitos entrevistados defendem redistribuir atributos de itens raros para que especializações historicamente fracas — como Druidas Feral tanque nos primórdios — encontrem finalmente seu espaço. É a tentativa de corrigir, sem descaracterizar, limitações da versão original.
Vale a pena ficar de olho no Classic+?
Ainda não há confirmação de que a Blizzard lançará Classic+, mas o volume de respostas mostra um apetite considerável. Para jogadores veteranos, a chance de experimentar conteúdo novo sem abrir mão do DNA de 2004 é atrativa. E, para novatos, um Classic+ bem calibrado pode reunir o melhor de dois mundos: acessibilidade dos sistemas modernos e charme de um MMORPG que moldou gerações.
Enquanto se aguarda a BlizzCon marcada para 12 de setembro de 2026, a comunidade continua refinando sugestões e votando em cenários customizados no site do projeto. Títulos de longa vida, como Skyrim, provaram que revisitar um clássico pode render muitos anos de relevância. Com organização e dados sólidos nas mãos, World of Warcraft pode trilhar caminho parecido em sua versão Classic+.
