Lançado globalmente em janeiro de 2021, Cookie Run: Kingdom continua a quebrar a desconfiança que rodeia os jogos de gacha. Na última semana, mais de mil jogadores se uniram em um tópico no Reddit para declarar o RPG de estratégia da Devsisters o título “mais amigável” para quem não quer gastar um centavo.
O reconhecimento veio depois de um usuário relatar que, em cinco anos de jogatina, conseguiu coletar todos os personagens apenas com recompensas internas. A conversa ganhou força e colocou em evidência a forma como o game distribui prêmios, cria eventos e mantém a comunidade engajada sem forçar microtransações.
Como Cookie Run: Kingdom seduz jogadores free-to-play
Para quem se assusta com a ideia de “puxar” personagens aleatórios e raros, Cookie Run: Kingdom oferece algumas soluções inteligentes. Missões diárias, campanhas de história e eventos temporários geram cristais suficientes para que o jogador realize invocações constantes. Além dos bônus, códigos promocionais surgem em ritmo frequente, multiplicando a quantidade de recursos disponíveis.
Essa fartura reduz a pressão típica de outros gacha. Em vez de obrigar o usuário a investir na chance de conseguir a próxima carta lendária, o jogo incentiva a progressão natural. Mesmo itens cosméticos, como decorações de reino, aparecem em pacotes gratuitos de temporada, reforçando o sentimento de que o tempo dedicado à aventura rende dividendos.
Sistema de gacha equilibrado vira referência
O RPG possui atualmente mais de 175 Cookies jogáveis, divididos entre raridades que vão das comuns às lendárias. A mecânica de “garantia” — aquela que assegura a obtenção de personagens raros após certo número de tentativas — surge com frequência bem menor que em rivais, mas o ponto-chave está no custo: a moeda usada para girar o gacha é generosamente distribuída em quase todo tipo de atividade.
Além disso, as batalhas em modo JxJ ou JxA não exigem posse de todos os heróis para avançar. A comunidade destaca que é possível montar composições meta usando Cookies obtidos nos primeiros dias de jogo, algo impensável em outros títulos do gênero. A comparação com Genshin Impact, por exemplo, é inevitável: parte dos elogios ao game da Devsisters nasceu da frustração com as recompensas do aniversário de Genshin, consideradas tímidas pela playerbase.
Enredo em expansão e carisma dos Cookies
Outro trunfo do jogo está na narrativa em constante crescimento. Os capítulos da campanha principal exploram conflitos entre GingerBrave, Dark Enchantress Cookie e uma galeria cada vez maior de pães de mel guerreiros. A cada atualização, roteiristas ampliam o universo com humor, tensão e reviravoltas que lembram animações de fantasia.
Esses personagens, dublados em múltiplos idiomas, transbordam personalidade. As vozes exageradas e as animações vibrantes ajudam a tornar o colecionismo instintivo: quem não quer adicionar à equipe um dragão em forma de biscoito ou uma feiticeira de massa folhada? Essa camada narrativa funciona como recompensa adicional para quem prefere história a rankings, preservando a sensação de progresso.
Imagem: Internet
Impacto na cena mobile e comparação com rivais
Com mais de 150 milhões de downloads até junho de 2021, Cookie Run: Kingdom reafirma que existe espaço para abordagens menos agressivas de monetização. O feito também pressiona projetos concorrentes a rever práticas. Enquanto Overwatch 2 investe pesado em skins temáticas, o título da Devsisters demonstra que a generosidade pode se traduzir em retenção semelhante.
No mercado mobile, exemplos como Fallout 3 Remastered — que, segundo rumores, pode chegar de surpresa ao Game Pass — mostram que modelos de negócio mais acessíveis estão em voga. A visão da desenvolvedora sul-coreana, portanto, se alinha ao momento em que o consumidor busca equilíbrio entre diversão e custo. Por isso, não surpreende que comunidades de outros jogos, como Marvel Rivals e Tokyo Scramble, peçam publicamente mudanças inspiradas no RPG de biscoitos.
Vale a pena jogar Cookie Run: Kingdom?
Para quem procura um gacha menos punitivo, Cookie Run: Kingdom entrega justamente o que promete: generosidade em recompensas, narrativa regular e sistemas que respeitam o tempo do jogador. Mesmo após anos de conteúdo, novos usuários conseguem alcançar veteranos graças à distribuição constante de cristais e eventos com progressão acelerada.
O visual cartunesco pode afastar parte do público que prefere realismo, mas basta algumas partidas para enxergar a profundidade tática por trás dos gráficos coloridos. A escolha de alinhar construtor de reinos, batalhas em tempo real e enredo episódico mantém o título fresco, sem falar na trilha sonora cativante.
Considerando o investimento zero exigido para desbloquear heróis importantes, experimentar o jogo se torna quase obrigatório para fãs de RPG de estratégia. A equipe do Blockbuster Online testou e concorda com o coro de mais de mil vozes: entre os gachas disponíveis, poucos tratam tão bem quem joga de graça quanto Cookie Run: Kingdom.
