Não. O isolamento de Brian, e como vemos não é total, decorre de ser um pouco excêntrico sem ocupação fixa na Inglaterra rural. O faz-tudo itinerante leva ao seu barracão para inventar coisas. Como um saco de pinha. Isso sendo uma sacola comum com um monte de pinhas afixadas nela. Ou um cinto de ovos – um cinto de couro com algumas bolsas nas quais se coloca ovos. Não inventado por Brian como tal, mas apontado pelo personagem para a pessoa invisível que opera a câmera é sua “cabage bin”, que é uma lixeira exclusiva para repolhos. Usado ou novo, ele não diz.

Você tem a idéia sobre o capricho, sim? Um pouco mais tarde, Brian mostra um “relógio cuco voador” que pega fogo em vez de voar.

Logo Brian começa a criar um robô porque ele é meio estranho com pessoas reais. Usando uma máquina de lavar para um torso e uma cabeça de manequim equipada com algum tipo de sensor na órbita ocular direita, é uma criatura desajeitada. Além disso, ele não liga, seja qual for a forma rudimentar de inteligência artificial que Brian o equipou. Mas uma noite, a invenção ganha vida – durante uma tempestade, assim como o monstro de Frankenstein. Logo ele recebe o nome de Charles e mostra o conhecimento que adquire lendo dicionários durante a noite. Ele se torna um especialista em repolhos também. (Charles é interpretado por Chris Hayward, que co-escreveu o filme com Earl; os personagens se originaram em um curta-metragem de 2017.)

A filosofia de Brian é simples: “Você pode tentar coisas. Você não consegue. Você só precisa continuar tentando.” O incômodo Charles, ele admite, era algo que aspirava ser um “bolo de esponja vitoriano”, mas em vez disso saiu “um manjar branco”. Tudo bem. Brian gosta de manjar branco e também gosta de Charles. Eventualmente, há uma montagem deles andando juntos, rindo juntos, tendo uma luta de travesseiros, e essa montagem é marcada para o clássico pop das Tartarugas, “Happy Together”. Foi nesse momento que rabisquei no meu caderno “Não. Apenas não.”

Fonte: www.rogerebert.com

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