Uma fagulha de esperança voltou a brilhar para quem já tinha desistido da 3ª temporada de One Punch Man. Depois de semanas de críticas à animação dura e aos cortes bruscos, o 9º capítulo quebrou o padrão e entregou o primeiro sinal de ousadia real nesta leva de episódios.
Ainda não é o espetáculo visual dos tempos áureos do anime, mas as cenas finalmente ganharam ritmo, vida e aquela dose de humor que faz tanta falta. O resultado reacendeu o papo entre fãs e colocou de novo o nome da série nos assuntos quentes do dia.
Mudança nos bastidores agita One Punch Man
O grande ponto de virada apareceu longe das telas. Pela primeira vez nesta temporada, os storyboards não ficaram sob responsabilidade de Shingo Nagaishi. O bastão foi passado para Takashi Hashimoto, profissional conhecido por trabalhar em Bleach, outro anime de ação muito popular.
Essa troca bastou para liberar a câmera, que voltou a se mover com liberdade durante as lutas. A sequência principal, estrelada pelo Child Emperor, mostra travellings que acompanham o movimento dos personagens e cortes mais fluidos, algo que estava em falta desde a estreia dos novos episódios.
Efeitos visuais ganham destaque
Outro nome que chamou atenção foi Yuki Ozawa, responsável pelos efeitos especiais. Explosões, feixes de energia e faíscas receberam camadas extras de detalhamento, criando a sensação de velocidade e impacto que o público pedia. Dentro de um cronograma apertado, o esforço se refletiu em telas mais vivas.
Ação e humor recuperam fôlego
One Punch Man sempre mixou pancadaria exagerada e piadas rápidas. O 9º episódio volta a acertar esse equilíbrio: uma hora o espectador ri do falso funeral de Flashy Flash, na outra prende a respiração quando os inimigos ganham poder de regeneração quase zumbi. Esse balanço salva o capítulo do marasmo que marcou semanas anteriores.
O humor funciona porque não atrapalha o andamento da história. Saitama aparece pouco, mas cada aparição arranca um sorriso. Já os heróis de suporte ganham espaço para brincar, errar e se desesperar diante das ameaças cada vez mais caóticas.
Child Emperor rouba a cena
No meio da confusão, quem realmente brilha é o Child Emperor. O prodígio tecnológico mostra não apenas inteligência, mas também fragilidade e coragem, elementos que faltavam na temporada. Suas expressões de medo e superação servem de guia emocional para o espectador.
A luta contra Phoenix Man vira espetáculo à parte. Graças aos gadgets do pequeno gênio, a batalha transita entre momentos cômicos e tensão pura, sustentando a narrativa por quase todo o episódio. Ao fim, fica a impressão de que o jovem herói carregou a história nas costas.
Imagem: Internet
Construção de personagem se destaca
Além dos tiros e explosões, o roteiro reserva tempo para mostrar o dilema interno do garoto. Mesmo cercado de armas futuristas, ele encara a real possibilidade de falhar, sentimento que humaniza ainda mais a trama.
Limitações de cronograma ainda são visíveis
Apesar da evolução, o 9º capítulo não esconde cicatrizes. Transições continuam abruptas, alguns quadros parecem inacabados e a direção por vezes recorre a painéis estáticos para economizar animação. Tudo indica que o curto período de produção, estimado em apenas seis meses, segue cobrando seu preço.
Para muita gente, a Bandai Namco errou ao não reservar pelo menos um ano inteiro, prática comum em animes de grande porte. O resultado é um trabalho inconsistente: quando o talento da equipe aparece, impressiona; porém, basta um corte fora de hora para lembrar que o calendário manda mais que a criatividade.
Expectativas para os episódios finais
Com o hype reaceso, fãs especulam se o fôlego recém-descoberto vai durar até o fim da temporada. A resposta depende da permanência de Hashimoto nos storyboards e da capacidade do estúdio de manter Ozawa e outros animadores de destaque no projeto.
Pelo menos por ora, One Punch Man provou que ainda consegue surpreender. O anime segue disponível na Netflix, onde o episódio 9 já acumula comentários positivos. No BlockBuster Online, muitos leitores afirmam que voltaram a assistir depois de abandonar a série, curiosos para saber se a qualidade recém-alcançada será mantida.
Caso a equipe segure o ritmo, a 3ª temporada pode fechar com chave digna da reputação construída lá atrás, quando Saitama derrotava inimigos com um único soco e nem assim a audiência piscava.
