Lightning McQueen entrou oficialmente nas pistas de Disney Speedstorm com a estreia da Temporada Taça Pistão, mas uma imagem promocional da Gameloft desviou a atenção da jogabilidade para um detalhe curioso: o famoso carro vermelho aparece com o número 94, não o clássico 95.
A descoberta, feita por jogadores no Reddit e replicada em fóruns da Steam, acendeu debates sobre o processo de revisão artística do jogo e provocou questionamentos sobre o eventual uso de inteligência artificial na criação de peças publicitárias. A seguir, examinamos como o deslize repercutiu, o que dizem os fãs e qual o impacto para a reputação do título.
Erro no número de Lightning McQueen gera polêmica
Tudo começou quando o usuário rawmarius publicou, no subreddit da Steam, uma captura de tela da página de Disney Speedstorm com a arte em questão. No material, Lightning McQueen surge lado a lado com Mater, porém ostentando o algarismo 94 na porta do piloto.
Por se tratar de um dos personagens mais reconhecíveis da Pixar, a troca de número chamou atenção imediata. A comunidade considerou surpreendente que um erro tão visível tenha passado pelos filtros de qualidade de uma gigante como a Gameloft, responsável pelo jogo lançado em setembro de 2023 para PC e consoles.
Análise da arte promocional e suspeitas de uso de IA
No mesmo tópico, jogadores apontaram falhas de acabamento no encontro entre Lightning e Mater, sugerindo que partes da imagem foram preenchidas de forma automática. O autor do post chegou a acusar um uso irrestrito de IA para gerar a peça, hipótese mais tarde retirada, mas que permaneceu no imaginário dos fãs.
A discussão ganhou força porque a própria Valve exige que desenvolvedores informem o uso de IA gerativa em assets exibidos na Steam. Apesar da retratação, muitos usuários reforçaram que a aparência “borrada” de alguns detalhes poderia indicar edição apressada em softwares como Photoshop. A Gameloft, até o momento, não comentou publicamente o método de produção da arte ou o motivo da troca de números.
Vale lembrar que lapsos visuais não são novidade na indústria. Em contexto semelhante, o estúdio por trás de Mewgenics precisou explicar escolhas artísticas após comparações com Hades 2. O caso de Lightning McQueen, contudo, envolve um ícone consolidado da cultura pop, elevando a repercussão.
Reação da comunidade e histórico de novidades no jogo
A indignação dos fãs ganhou corpo porque a Temporada Taça Pistão era aguardada como uma celebração da franquia Carros, adicionando Lightning McQueen, Mater e Cruz Ramirez ao elenco. Além disso, o circuito inspirado em Radiator Springs se mostrou um dos mais detalhados do game, reforçando a expectativa de cuidado com o material promocional.
Muitos jogadores relataram que, ao pesquisar o título no Google, encontraram versões corrigidas da imagem com o 95 original. A coexistência de duas artes diferentes reforça a tese de que o erro ocorreu em um estágio específico do material enviado à plataforma da Valve.
Imagem: Internet
Enquanto isso, Disney Speedstorm mantém um ritmo acelerado de atualizações. Em janeiro, chegaram Kuzco e Yzma de A Nova Onda do Imperador. Já dezembro trouxe Judy Hopps e Nick Wilde, de Zootopia, além de Carl e Russell, de Up. Essa rotatividade frequente é um dos pontos elogiados por sites especializados, mesmo quando críticas surgem sobre a monetização ou, agora, sobre revisão gráfica.
Impacto para a Temporada Taça Pistão
A gafe não afetou a jogabilidade de Lightning McQueen: no jogo, ele corre com o lendário 95, possui habilidades voltadas para aceleração rápida e interage em dublagem com Mater normalmente. Contudo, o deslize se tornou tópico de canais de criação de conteúdo, que questionam se a pressa por divulgar material da temporada não comprometeu as checagens.
O barulho também veio em momento delicado. Entre março e abril, a Gameloft programou a chegada de Mabel, protagonista da animação Hoppers, além de Go Go Tomago e a pista de Nova Fransóquio, de Operação Big Hero 6. Qualquer dúvida sobre consistência visual poderia contaminar o hype dessas futuras inclusões.
Para alguns fãs, a situação relembra polêmicas recentes envolvendo o universo Nintendo, como a crítica à versão exclusiva de Super Mario Bros. Wonder para o suposto Switch 2. Em ambos os casos, a comunicação visual torna-se crucial para preservar a confiança do público.
Vale a pena jogar Disney Speedstorm?
No momento, Disney Speedstorm mantém média 68/100 no OpenCritic, com elogios ao ritmo arcade e ao elenco variado. A gafe do 94 não altera mecânicas, mas reforça a necessidade de atenção com a marca Disney, historicamente cuidadosa com seus ícones. Para quem busca corridas dinâmicas, disputas online e conteúdo sazonal, o título continua competitivo — especialmente agora que o universo de Carros faz parte do grid de largada.
O deslize na arte serve de lembrete: detalhes visuais importam tanto quanto a dirigibilidade. Resta acompanhar se a Gameloft padronizará todas as peças futuras com o 95 correto, garantindo que as próximas atualizações mantenham o foco no asfalto e não nos bastidores.
