A adaptação cinematográfica de BioShock voltou aos holofotes após meses de silêncio. Em entrevista recente, o produtor Roy Lee afirmou que a equipe pretende lançar o longa na mesma época de um “novo capítulo” da franquia nos consoles. A notícia reaquece a curiosidade em torno do projeto, anunciado pela Netflix em 2022, e devolve à comunidade uma previsão, ainda que ampla, de quando o filme de BioShock poderá finalmente chegar às telas.
Sem elenco divulgado e com o roteiro em ajustes, a produção permanece cercada de mistério. Mesmo assim, diretores, roteiristas e executivos garantem estar comprometidos em entregar uma obra à altura do jogo original, considerado um marco dos FPS. A seguir, veja como anda cada etapa do desenvolvimento.
Produção ganha novo fôlego e mira sinergia com BioShock 4
Segundo Roy Lee, tanto a Netflix quanto a Take-Two Interactive “estão ansiosas” para lançar o filme de BioShock próximo de “novas encarnações” da série. Embora o produtor não tenha citado títulos específicos, o comentário coincide com o que já sabemos sobre o quarto game canônico, em realização desde 2019. Relatórios de mercado indicam que BioShock 4 pode chegar por volta de meados de 2027. Se a janela se mantiver, o longa deve seguir calendário semelhante.
A estratégia de lançar filme e jogo quase simultaneamente não é inédita na indústria. Além de impulsionar a bilheteria, a prática costuma renovar o interesse pelo catálogo clássico da marca. Algo semelhante ocorre hoje no cenário indie: Librarian – Arrumando a Biblioteca Arcana, por exemplo, combina relaxamento e quebra-cabeça para manter viva a curiosidade do público por títulos menores, conforme destacamos no Blockbuster Online.
Francis Lawrence equilibra duas franquias e retoma o comando após setembro
Responsável por Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 e Parte 2, Francis Lawrence foi escolhido para dirigir o filme de BioShock. Contudo, sua agenda ficou sobrecarregada em 2025 com The Long Walk e, neste ano, com o prelúdio Sunrise on the Reaping. De acordo com Lee, o cineasta estará livre “após setembro” para mergulhar de vez em Rapture – a cidade subaquática que serve de cenário à trama.
Lawrence já declarou que pretende “quebrar a maldição” das adaptações de games de grande orçamento. Depois do fracasso de vários títulos do gênero nos últimos anos, a missão soa desafiadora, mas o diretor aposta na força da ambientação original, no tom noir de ficção científica e em temas adultos para driblar os erros do passado.
Michael Green revisita dilemas morais em roteiro em constante refinamento
O roteiro está nas mãos de Michael Green, indicado ao Oscar por Logan e conhecido por mergulhar em narrativas que questionam a essência humana. Ainda sem versões finais divulgadas, o texto precisa condensar escolhas morais, filosofia objetivista e violência gráfica em pouco mais de duas horas – algo bem diferente da experiência interativa de 12 a 15 horas do jogo de 2007.
Imagem: Internet
Fãs especulam como Green abordará o famoso plot twist que redefiniu a discussão sobre livre-arbítrio na cultura pop. O roteirista, por ora, apenas comenta que “espera surpreender tanto quem conhece Rapture de cor quanto quem nunca desceu de batisfera”. Embora não possamos avaliar performances de atores – já que o elenco segue em sigilo – a expectativa é que o texto ofereça diálogos densos o bastante para atrair intérpretes de peso.
Janela de lançamento, orçamento e cenário de mercado
Desde 2008, Hollywood tenta levar BioShock ao cinema. Naquele ano, a adaptação dirigida por Gore Verbinski naufragou diante de um orçamento projetado em 160 milhões de dólares. Com a Netflix, o modelo híbrido de distribuição (streaming e salas selecionadas) reduz riscos, mas ainda exige um investimento que faça jus aos cenários art déco, aos Big Daddies e às explosões de plasmids.
Se tudo correr como planejam os executivos, o filme de BioShock deve entrar em produção plena no início de 2026, passando a pós-produção em 2027 e chegando ao catálogo perto do lançamento de BioShock 4. Até lá, outras franquias testam novos modelos de monetização, como Skate, que virou alvo da comunidade após criar um paywall de mapa em sua terceira temporada – decisão que acendeu o debate sobre custo-benefício nos jogos modernos (entenda o caso).
Vale a pena ficar de olho?
Ainda sem data fixa, elenco divulgado ou trailer, o filme de BioShock permanece no campo das promessas. Porém, a combinação de Francis Lawrence na direção, Michael Green no roteiro e a pressão da Netflix por um lançamento alinhado ao próximo game sugere um projeto com respaldo financeiro e criativo. Para os fãs, a principal recompensa será revisitar Rapture em uma mídia diferente; para o estúdio, a chance de unir auditorias de cinema e videogame em um mesmo evento global.
Com produção retomando ritmo no final deste ano, novidades concretas devem surgir em 2026. Até lá, resta acompanhar cada anúncio e torcer para que a jornada de Andrew Ryan, Jack e dos icônicos Big Daddies faça justiça ao legado do jogo que redefiniu a narrativa nos shooters.
