“Cidade das Sombras” chegou à Netflix com clima de mistério intenso e um crime que choca logo na primeira cena. Ao longo de seis episódios, a produção espanhola mergulha em temas delicados como abuso institucional e vingança familiar.
Quem terminou a maratona provavelmente ficou com várias perguntas sobre o desfecho. Quem matou, por que matou e o que acontece depois? Abaixo, o BlockBuster Online reúne todas as respostas, explicando passo a passo o final de “Cidade das Sombras”.
O que deu origem à série e ao primeiro assassinato
A trama se acende quando um magnata do mercado imobiliário é sequestrado e aparece carbonizado na sacada da La Pedrera, cartão-postal modernista de Barcelona. O crime brutal abre uma investigação que promete balançar a cidade e expor feridas antigas.
Para comandar o caso, a polícia retira o inspetor Milo Malart de uma suspensão disciplinar. Ele se une à subinspetora Rebeca Garrido, profissional ambiciosa, mas cercada de desconfianças dentro da corporação. Desde o princípio, a dupla suspeita de que o assassinato é só o primeiro de vários golpes planejados.
Indícios de um padrão e a segunda morte
Mesmo enfrentando resistência dos superiores, Milo e Rebeca apontam que o caso tem mais de um responsável. A hipótese se confirma dias depois, com o sequestro de Félix Torrens, outro empresário influente que acaba executado de maneira quase idêntica ao primeiro alvo.
Os investigadores percebem um padrão: vítimas ligadas ao setor imobiliário e à reurbanização de regiões populares. As peças começam a se encaixar quando antigos arquivos de adoção e denúncias esquecidas vêm à tona.
Quem são Helena e Héctor Guitart
As pistas levam a dupla à história de Helena e Héctor Guitart, irmãos que cresceram em berço de ouro, mas perderam tudo após a morte da mãe. Sem equilíbrio emocional, o pai se afunda em dívidas e, com a venda forçada da casa para uma empresa de Torrens, a família se desfaz por completo.
Sem parentes que os acolhessem, Helena e Héctor foram parar em um orfanato comandado por Torres. Lá, segundo o inquérito, sofreram abusos físicos e psicológicos que jamais foram investigados. Esses acontecimentos traumáticos alimentam, ao longo dos anos, um desejo de revanche contra todos que consideram responsáveis por seu sofrimento.
Lista de alvos escolhidos
Além de Torrens, entram no radar dos irmãos: Susana Cabrera, envolvida nas decisões de remoção de famílias da antiga vizinhança, e Mauricio Navarro, político que chancelou as reurbanizações. Cada nome carrega, para eles, um símbolo da corrupção e da indiferença social que mudou suas vidas.
O plano final na Sagrada Família
Com arquivos, depoimentos e cruzamento de rotas de veículos, Milo e Rebeca localizam os irmãos às vésperas da visita papal à Basílica da Sagrada Família. O alvo desta vez é o comboio do Papa, escolha que ampliaria o impacto simbólico dos atentados e projetaria a história dos Guitart para o mundo.
Imagem: Internet
O roteiro inclui explosivos e fogo, recurso que remete às primeiras mortes. Para Helena e Héctor, incendiar o comboio representaria incendiar a própria memória de abandono e impunidade.
Como a polícia impede a tragédia
Num cerco tenso, a equipe de Milo consegue interceptar os irmãos ainda dentro do perímetro de segurança. O público acompanha a perseguição em meio a sirenes, ruas bloqueadas e negociações falhas. A dupla se recusa a se render, alegando que já não tem nada a perder.
Pressionados e cercados, Helena e Héctor ateiam fogo em si mesmos. O suicídio em chamas se transforma no ato extremo que encerra o ciclo de violência, mas também evidencia a falha total das instituições em proteger crianças vulneráveis.
O que acontece com Milo e Rebeca depois
Com o caso oficialmente encerrado, Milo volta à rotina e encara dilemas pessoais que vinha postergando, sobretudo aqueles relacionados ao irmão Hugo. O arco sinaliza uma possível evolução do inspetor caso a Netflix renove a produção para uma nova temporada.
Já Rebeca emerge como parceira de confiança e ganha respeito entre colegas, abrindo portas para investigações futuras. A relação profissional entre os dois protagonistas se fortalece, ainda que marcada por traumas recentes.
Impacto dos eventos na cidade
Barcelona respira aliviada, mas não ilesa. A série sugere debates sobre desigualdade social, corrupção e abuso infantil, temas que permanecem ecoando nas manchetes dentro da ficção. Ao mesmo tempo, mostra que o encerramento de um processo criminal nem sempre resolve as raízes do problema.
Por que o final ressoa com o público
“Cidade das Sombras” termina ao revelar motivação, metodologia e consequências dos assassinatos, sem oferecer soluções fáceis. O fogo como assinatura dos crimes simboliza tanto destruição quanto purificação, deixando espaço para interpretações do espectador.
A combinação de suspense, crítica social e personagens moralmente complexos garante que o fechamento da história seja lembrado muito depois dos créditos finais. Não à toa, a explicação do final de “Cidade das Sombras” virou assunto recorrente nas redes, com fãs comentando cada detalhe da operação policial e dos traumas dos Guitart.
