Kena está de volta. A sequência Kena: Scars of Kosmora foi a grande abertura do State of Play de fevereiro e, ao contrário do que muitos previam, já tem janela de lançamento definida para 2026 no PlayStation 5 e no PC. O anúncio veio em um trailer de dois minutos e meio que exibiu a heroína mais velha, novos poderes e a misteriosa ilha de Kosmora.
Desenvolvido novamente pelo estúdio californiano Ember Lab, o título pretende aprofundar a história iniciada em Bridge of Spirits, jogo elogiado pela crítica e vencedor de dois prêmios no The Game Awards 2021. A seguir, detalhamos os principais pontos da revelação: da direção de arte às novas mecânicas de alquimia.
Narrativa amadurecida coloca Kena frente a um dilema pessoal
O roteiro de Kena: Scars of Kosmora parte de uma premissa simples: a protagonista, agora uma guia espiritual reconhecida, busca a ilha de Kosmora para curar um mal que corrói seu corpo. A jornada promete explorar temas de responsabilidade e autoconhecimento, adicionando camadas à personagem que, no primeiro jogo, era motivada pela compaixão pelos espíritos aprisionados.
Josh Grier, cofundador da Ember Lab, explicou no PlayStation Blog que o enredo envolve o “antigo caminho da alquimia”, arte que mistura ciência e misticismo. Esse foco dá margem a dilemas morais sobre manipular a essência da vida, potencializando o tom mais sombrio sugerido pelo trailer.
Direção e roteiro: a assinatura artesanal da Ember Lab
Dirigido novamente pelos irmãos Mike e Josh Grier, o projeto mantém a pegada cinematográfica que marcou Bridge of Spirits. Os cineastas, que iniciaram a carreira em animação, aplicam técnicas de storyboard típicas do cinema para garantir ritmo e clareza visual em cada cena. O resultado, à primeira vista, é uma sequência de enquadramentos que lembra produções da Pixar, mas com identidade própria.
O estúdio cita a expansão da equipe como fator determinante para o novo escopo. Se no primeiro jogo a narrativa se restringia a uma única região montanhosa, agora Kosmora surge dividida em biomas interligados, cada qual com arquétipos espirituais específicos. Essa evolução dialoga com outras produções independentes que deram salto de ambição na sequência, como o action-RPG Blades of Fire após a atualização 2.0.
Gameplay incorpora alquimia e companheiros elementais
O trailer apresentou Kena empunhando um novo cajado e conjurando estilhaços de gelo, confirmando que os poderes elementais serão centrais na jogabilidade. Essas habilidades permitem tanto ataques à distância quanto interações ambientais, abrindo portas para quebra-cabeças que exigem combinar fogo, água e vento em sequência.
Outro destaque são os companheiros espirituais de natureza elemental, como uma criatura semelhante a uma raposa coberta de musgo. Eles funcionam como montaria e auxiliam em combate, evoluindo à medida que o jogador fortalece o vínculo. Esse conceito ecoa a tendência recente de dar protagonismo a mascotes, vista em títulos como Pokémon, cuja chegada de FireRed e LeafGreen ao Switch em 2026 voltou a evidenciar o apelo desse tipo de interação.
Imagem: Internet
Parceria com PlayStation garante mundo maior e combate refinado
De acordo com Josh Grier, a colaboração estreita com a Sony trouxe recursos extras que possibilitaram projetar “regiões compactas, porém densas”. O design de mundo prioriza progressão deliberada, evitando mapas excessivamente vastos e vazios. Em vez disso, cada área de Kosmora terá identidade forte, incentivando exploração vertical e conexões orgânicas entre biomas.
O combate, por sua vez, recebeu ajustes para oferecer profundidade sem comprometer a acessibilidade. A Ember Lab promete um sistema de combos mais flexível, com cancelamentos de animação e golpes de alquimia que interagem entre si. A presença de uma montaria espiritual sugere confrontos de grande escala, talvez inspirados no ritmo épico que levou Santa Monica Studio a cogitar remakes da trilogia God of War do PS2, conforme teaser no mesmo evento.
Vale a pena esperar por Kena: Scars of Kosmora?
Embora ainda distante, a janela de 2026 já impulsiona especulações entre fãs de action-adventure. A expansão narrativa indica que a sequência aprenderá com críticas feitas ao enredo enxuto do antecessor, entregando conflito interno mais denso e vilões com motivações complexas.
A evolução no combate, aliada aos companheiros elementais, promete renovar a sensação de descoberta a cada capítulo. Caso as regiões interconectadas cumpram o prometido, Kosmora pode se tornar tão memorável quanto os cenários do primeiro jogo, que renderam à Ember Lab prêmios de melhor estreia indie.
Para o Blockbuster Online, Kena: Scars of Kosmora representa a consolidação do estúdio como força autoral no mercado independente. Se a Ember Lab repetir o cuidado artesanal visto em Bridge of Spirits, a jornada alquímica de Kena tem tudo para figurar entre os lançamentos mais aguardados de 2026.
