Funcionário 2: “E as pessoas que nunca leram os quadrinhos? Como podemos fazer essa história parecer boa e bem lida?”

Executivo: “Fale apenas se tiver soluções, não se tiver dúvidas.”

Funcionário 3, bajulador: “Você está absolutamente certo. Acho que posso ajudar. Por que não copiamos e colamos ‘Never Have I Ever’ da Netflix, até a dinâmica dos personagens e pontos da trama? Podemos até contratar um redator-chefe que trabalhou com Mindy Kaling. Isso nos permitirá trocar o islamismo pelo hinduísmo, mas fornecerá referências culturais ligeiramente aprimoradas – ênfase em comida, amigos da família, religião – para acompanhar os Zoomers.”

Executivo, intrigado: “Hmm. Sim. Sim, continue. Podemos obter uma estrela de Bollywood? Essas senhoras elegantes vão vender assinaturas do Disney+ como pão quente!”

Funcionário 2: “Descrever as mulheres dessa maneira é incrivelmente humilhante. E o termo ideal é ‘cinema indiano’. ‘Bollywood’ é um termo redutor que encobre as dezenas de idiomas, subculturas e tradições que…

Executivo, irritado: “SILÊNCIO, TOLO! Agora, Funcionário 3, o que você estava dizendo?”

Funcionário 3: “Mesmo que a Fox e a Newsmax sejam duras em nossa inclusão performática, podemos vender uma jovem muçulmana como a mais nova iteração de super-herói. Aumentaremos a receita em países de maioria muçulmana e, claro, aqui na América, as pessoas se sentirão orgulhosas em apoiá-la. Isso permitirá que eles pensem, uau, muçulmanos: eles são como nós!”

Empregado 2, com ceticismo: “Uma espécie de muçulmano ‘Crazy Rich Asians?’ Ou como um ‘Ramy’ da Marvel?”

Funcionário 1: “Menos a qualidade da escrita, direção, edição e trilhas sonoras de ambos, suponho.”

Executivo, irritado: “Obviamente! Funcionária 3, que tipo de eventos estão acontecendo em sua vida quando a conhecemos?”

Funcionário 3: “Não há necessidade de reinventar a roda. Tropos antigos de adolescentes rebeldes, pais autoritários, a luta entre auto-expressão e tradições – tudo isso funcionará bem como a estrutura da narrativa. Além disso, ninguém além dos nerds dos quadrinhos saberá se tiramos isso dos quadrinhos ou criamos nós mesmos.”

Fonte: www.rogerebert.com

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