Lançado em 2021, Marvel’s Guardians of the Galaxy surpreendeu ao transformar a bagunça cósmica dos heróis da Marvel em uma aventura enxuta e cheia de personalidade.
Com nota 86 no Metacritic e foco narrativo, o título da Square Enix ganhou destaque por recriar a sensação de um épico espacial, algo que muitos jogos licenciados de Star Wars ainda buscam alcançar.
Mesmo assim, o game chegou com vendas abaixo do esperado, carregando o peso do fracasso de Marvel’s Avengers e de uma divulgação mais tímida. Ainda assim, quem se arriscou encontrou humor afiado, trilha oitentista e um roteiro que coloca a tripulação mais disfuncional da galáxia contra uma seita ameaçadora.
Nesta análise, o BlockBuster Online reúne todos os fatos que fazem do game uma experiência imperdível para fãs de aventuras intergalácticas.
Elenco carismático em campanha solo de ritmo acelerado
A história gira em torno do grupo composto por Peter Quill (o Senhor das Estrelas), Groot, Rocket Raccoon, Gamora e Drax. Juntos, eles encaram a Igreja Universal da Verdade, culto que coloca a galáxia em risco. A trama traz ainda participações de Adam Warlock, Mantis e Lady Hellbender, reforçando a conexão com os quadrinhos sem depender do universo cinematográfico da Marvel.
São cerca de 12 horas de campanha linear, com decisões pontuais que influenciam diálogos, mas não mudam o desfecho principal. Essa duração enxuta agrada quem prefere experiências focadas, embora possa frustrar quem espera um RPG extenso cheio de sistemas interligados.
Humor e trilha sonora garantem identidade única
Piadas rápidas, provocações entre os personagens e uma seleção de rock e metal dos anos 80 criam o clima de filme pipoca. Cada fase mistura conversa, combate e exploração, mantendo ritmo constante e valorizando a química do grupo.
Cenários variam de cidades neon a destroços cósmicos
Um dos destaques de Marvel’s Guardians of the Galaxy é a variedade visual. O jogador passeia pelas ruas neon de Knowhere, faz acordos com o cão telepata Cosmo e escapa de ruínas instáveis na Zona de Quarentena. Essa abordagem colorida e exagerada, difícil de encontrar em aventuras espaciais mais sóbrias, lembra o encanto pulp de Star Wars em seu auge.
Ao contrário de alguns jogos da saga criada por George Lucas, que buscam tons mais realistas ou sombrios, Guardians abraça o bizarro: alienígenas excêntricos, fauna luminosa e tecnologias impossíveis preenchem cada ambiente e reforçam a sensação de descoberta constante.
Ação cinematográfica em set pieces bem-pensadas
Cenas de fuga, batalhas aéreas e seções de plataforma misturam comandos simples a grandes explosões. Mesmo sem ser Star Wars, o game entrega momentos de espetáculo capazes de rivalizar com muitos títulos licenciados da franquia intergaláctica.
Imagem: Square Enix
Combate e progressão: pontos fortes e limitações
Durante as lutas, o jogador controla apenas Peter Quill, enquanto emite comandos para os demais Guardiões. Há habilidades especiais desbloqueáveis e árvores de benefícios modestas, oferecendo variedade suficiente para uma campanha curta.
O sistema, porém, sofre com adversários pouco criativos e certa repetição. Falta profundidade para quem gosta de hack and slash complexos ou mecânicas soulslike. Mesmo assim, a energia constante das batalhas e a interação entre os heróis compensam parte dessa simplicidade.
Level design linear favorece narrativa coesa
Sem mundo aberto, cada fase leva o jogador por corredores cuidadosamente construídos que alternam exploração, conversas e tiroteios. Essa estrutura ajuda a manter foco na história e impede a dispersão típica de cenários expansivos.
Por que Guardians of the Galaxy foi subestimado no lançamento
O baixo desempenho inicial de vendas tem relação direta com Marvel’s Avengers, lançado um ano antes e mal recebido pelo público. Ambas as produções vieram da mesma editora, e muitos jogadores temiam outra experiência de serviço contínuo (GaaS).
A Square Enix, ainda sentindo o impacto negativo, investiu menos em marketing, reforçando a percepção equivocada. Quem deu uma chance percebeu rapidamente que Guardians aposta em campanha solo fechada, sem microtransações ou grind infinito.
Comparação com títulos de Star Wars
Jogos como Star Wars Jedi: Fallen Order oferecem combate mais técnico, mas também assumem tom mais sério. Já Marvel’s Guardians of the Galaxy prefere sarcasmo, cores vibrantes e leveza, atingindo um equilíbrio que lembra a aventura espacial clássica, sem perder personalidade própria.
Vale jogar Marvel’s Guardians of the Galaxy em 2024?
Se você procura uma narrativa bem-humorada, personagens cativantes e cenários de tirar o fôlego, a resposta é sim. O game é curto, porém intenso, ideal para maratonar em poucos dias sem se sentir sobrecarregado.
Além disso, com atualizações de desempenho e preços frequentemente em promoção, é fácil encontrar a versão de console ou PC por valores acessíveis, tornando a compra ainda mais atraente.
