Prepare-se para comandar um exército felino nada convencional. Anunciado pelos criadores de The Binding of Isaac, o RPG tático Mewgenics mistura batalhas em grade e genética de gatos em um pacote que parece tão estranho quanto viciante.
Com estreia marcada para 10 de fevereiro de 2026, o título chega ao Steam prometendo mais de 200 horas de campanha, 900 itens e sistemas de progressão que vão muito além do “permadeath”. A seguir, o BlockBuster Online detalha tudo o que já se sabe sobre o novo jogo roguelite de gatos.
Quem está por trás de Mewgenics
O projeto reúne duas figuras conhecidas do cenário indie: Edmund McMillen e Tyler Glaiel. A dupla colaborou em 2017 em The End Is Nigh e agora volta a unir forças para algo ainda mais excêntrico. McMillen ganhou notoriedade com Super Meat Boy e, principalmente, The Binding of Isaac, obras marcadas por humor ácido e mecânicas imprevisíveis. Glaiel, por sua vez, é programador e designer experiente em sistemas complexos.
Segundo os desenvolvedores, Mewgenics representa “o jogo mais estranho” que McMillen já concebeu. A declaração, vinda de quem criou bebês chorões em calabouços procedurais, dá o tom da proposta: juntar táticas tradicionais a temas perturbadores, sem poupar o jogador de decisões éticas duvidosas.
Combate tático em grade isométrica
Nas batalhas, Mewgenics se aproxima de clássicos como Final Fantasy Tactics e Into the Breach. O jogador posiciona até quatro gatos em um tabuleiro isométrico, pensando em ângulos de ataque, coberturas e sinergia de habilidades. A movimentação estratégica pesa tanto quanto escolher a ação correta a cada turno.
O grande diferencial aparece no efeito a longo prazo das lutas. Em vez de morte permanente simples, os felinos podem voltar para casa com traumas, danos cerebrais ou mutações. Esses efeitos influenciam a performance nos próximos combates e, mais importante, alteram a carga genética que será passada para a próxima geração.
Sistema de criação de gatos é o coração do jogo
Ao término de cada incursão, os gatos retornam a um hub domiciliar. Ali, o jogador gerencia todos os bichanos coletados e decide quais casais vão se reproduzir. Colocar dois gatos num mesmo cômodo gera filhotes que combinam traços positivos e negativos dos pais.
Nesse ponto, entra em cena uma camada de simulação robusta. McMillen afirmou basear-se em estudos acadêmicos sobre coeficiente de endogamia para modelar o sistema. Como resultado, inbreeding pode gerar consequências graves — deformidades físicas ou distúrbios comportamentais — exigindo planejamento cuidadoso na hora de “brincar de deus”.
Progressão roguelite baseada em favores
A população felina não serve apenas para as batalhas. Gatos excedentes podem ser enviados a NPCs da vila em troca de favores: expansão de inventário, novos cômodos ou alimentos raros para sustentar a colônia. Esse mecanismo lembra o sistema de vínculos sociais visto na série Persona, mas com uma pegada muito mais bizarra.
Imagem: Internet
Gerenciamento de recursos
Conforme a família cresce, aumenta também o consumo de comida. O jogador precisa equilibrar o gasto de suprimentos com a necessidade de gerar combinações genéticas cada vez mais poderosas. Ignorar a logística pode levar ao colapso da colônia, inviabilizando futuras expedições.
Conteúdo anunciado impressiona pelo volume
O Steam lista números ambiciosos para o lançamento:
- Campanha principal acima de 200 horas.
- Mais de 10 classes de personagens, cada uma com 75 habilidades exclusivas.
- 900 itens selvagens para coletar.
- Mais de 200 inimigos e chefes.
Além disso, os desenvolvedores prometem que “nenhuma run será igual à outra”, reforçando o elemento procedural que tornou The Binding of Isaac tão popular. A variedade de genes, itens e eventos aleatórios deve garantir longevidade para quem curte otimizar builds e descobrir sinergias esdrúxulas.
Por que o jogo atrai atenção antes mesmo do lançamento
Do ponto de vista de mercado, poucos títulos unem um loop roguelite profundo a um tema tão inusitado quanto gatos mutantes. A combinação de combate tático, simulação de criação e humor sombrio cria um diferencial claro em meio ao calendário lotado de 2026.
Outro fator é a reputação de McMillen e Glaiel em entregar experiências polidas, repletas de surpresas. A comunidade já especula como os distúrbios mentais, traumas e mutações afetarão as gerações futuras, ampliando o fator “histórias emergentes” tão querido pelos fãs de roguelites.
O que esperar no dia 10 de fevereiro de 2026
Se cumprir o prometido, Mewgenics oferecerá ao jogador três eixos de diversão: estratégia de alta exigência, microgerenciamento de recursos e experimentos genéticos moralmente questionáveis. Tudo isso costurado por uma estética que oscila entre o fofo e o grotesco, marca registrada do estúdio.
O jogo já pode ser adicionado à lista de desejos no Steam. Até o lançamento, resta acompanhar os diários de desenvolvimento para entender como novas mutações, classes e sistemas de progressão serão implementados. Os amantes de jogos táticos — e, por que não, de gatos — têm bons motivos para ficar de olho.
