Nioh 3 só chega às lojas em 6 de fevereiro de 2026, mas a Team Ninja decidiu abrir as portas do Japão feudal com uma demo robusta que já está disponível no PlayStation 5 e no Steam. São algumas horas de exploração, customização completa do herói Tokugawa Takechiyo e um chefe yokai capaz de testar o fôlego de qualquer fã de Soulslike.
A versão de demonstração tem download gratuito, mantém todo o progresso para o jogo final e ainda oferece o capacete Twin-Snake para quem finalizar o conteúdo até 15 de fevereiro. A jogada, claro, serve como amostra da nova filosofia de mundo aberto do estúdio, mas também aponta para escolhas de direção e roteiro que prometem diferenciar o terceiro capítulo da série.
Primeiras impressões sobre a ambientação
Logo que o carregamento termina, Nioh 3 apresenta um campo vasto inspirado nos arredores de Hamamatsu. O design aposta em verticalidade, caminhos alternativos e recompensas escondidas, um contraste com os corredores estreitos vistos nos títulos anteriores. Esse primeiro contato sugere que a franquia aprendeu algo com Elden Ring, embora mantenha sua identidade agressiva e focada em gestão de ki.
O visual consegue balancear realismo histórico com o folclore sobrenatural dos yokai. Texturas detalhadas, partículas de fogo-fátuo e uma paleta outonal reforçam a sensação de conflito espiritual. A demo ainda roda suave nos 60 fps cravados do PS5, algo que ganhou atenção depois que a nova atualização do PS5 passou a otimizar consumo de energia e resfriamento do console.
Sistema de combate e mecânicas de dupla postura
A grande novidade fica por conta do swap dinâmico entre estilos Ninja e Samurai. Cada botão de ombro alterna o moveset instantaneamente, permitindo combinações que misturam velocidade, arremessos de kunai e golpes pesados de katana. Mesmo em estado beta, o sistema responde sem engasgos e amplia as possibilidades táticas — especialmente em multiplayer para até três jogadores.
A Team Ninja manteve o peso característico dos ataques, mas refinou a janela de parry, chegando a algo mais indulgente que seu antecessor. Essa suavidade torna a curva de aprendizagem menos punitiva sem abandonar o DNA Soulslike, e deve atrair quem já se impressionou com a recepção crítica de Cairn, outro exclusivo do console que elevou o padrão de dificuldade equilibrada em 2026.
Direção de Fumihiko Yasuda e roteiro histórico
À frente do projeto, o diretor Fumihiko Yasuda retorna para amarrar pontas soltas deixadas pela trama de William Adams. Dessa vez, o foco recai sobre Tokugawa Takechiyo, neto do xogum Ieyasu. A escolha abre caminho para explorar a transição turbulenta do período Sengoku para o domínio Tokugawa, costurando fatos reais aos elementos sobrenaturais tradicionais da franquia.
Imagem: Game Rant
No que diz respeito à escrita, a demo insere documentos, diálogos curtos e cutscenes que deixam claro o envolvimento de roteiristas atentos a minúcias históricas. A sinergia entre Yasuda e a equipe de narrativa evita exposições excessivas e se apoia no cenário para contar a história. É um salto de maturidade em relação a Nioh 2, onde a sobrecarga de informação podia afastar novatos.
Experiência cooperativa e progresso compartilhado
O lobby online libera até três participantes para enfrentar acampamentos e o chefe final em grupo. A conexão permaneceu estável nos testes, sem variações visíveis de latência — algo essencial para sincronia de golpes e parries. É também uma forma de acelerar o ganho de loot, já que as recompensas permanecem atreladas ao perfil do jogador após a migração de save.
Vale notar que o cross-progression funciona apenas dentro da mesma plataforma. Quem baixar a demo no PS5 não poderá transferir dados para o PC no lançamento. O estúdio optou por essa limitação para evitar discrepâncias de save e possíveis exploits, postura semelhante à adotada por títulos recentes que enfrentaram queda brusca de player base, como Highguard.
Vale a pena assistir à jornada de Tokugawa Takechiyo?
Mesmo restrita ao conteúdo inicial, a demo de Nioh 3 demonstra evolução clara na direção de arte, ritmo narrativo e mecânicas de combate. Fumihiko Yasuda parece ter encontrado equilíbrio entre fidelidade histórica e liberdade criativa, enquanto o roteiro insere o novo protagonista em um contexto rico e crível. Aliado ao progresso que se carrega para o jogo completo, o teste gratuito funciona como convite eficiente para veteranos e curiosos.
Considerando o pacote, quem aprecia Soulslikes, cenários do Japão feudal e experimentos de jogabilidade híbrida encontra na demonstração um ensaio generoso do que virá em fevereiro. Blockbuster Online seguirá acompanhando os próximos passos do projeto e qualquer ajuste de última hora antes do lançamento oficial.
