“No Man’s Sky” acaba de receber o patch 6.22, uma revisão que, embora não inclua conteúdo inédito, revisita a “montagem” do universo procedural para garantir que cada cena – ou melhor, cada planeta – flua sem tropeços técnicos.
Disponibilizada primeiro no Steam e chegando em ondas aos demais consoles, a atualização corrige falhas do pacote Remnant, lançado em 11 de fevereiro. O estúdio Hello Games, tratado aqui como o “diretor” dessa grande produção espacial, mostra mais uma vez que prefere lapidar a obra a deixá-la à mercê de cortes bruscos.
A visão do “diretor” e dos “roteiristas” por trás do patch
Sean Murray e equipe assumem o papel de autores, revendo trechos problemáticos do enredo lúdico que é explorar galáxias procedurais. O patch 6.22 corrige nada menos que 40 bugs, muitos identificados pela própria comunidade – um roteiro escrito a quatro mãos entre público e criadores.
Entre os destaques, a mecânica de convocar um Exocraft deixou de colocar o jogador automaticamente no banco do motorista, evitando cortes secos na “edição” de gameplay. A câmera em terrenos inclinados também ganhou novo enquadramento, trazendo continuidade visual digna de um bom diretor de fotografia.
Ferramentas em cena: Gravitino Coil e Exocraft como coadjuvantes de luxo
Introduzido com Remnant, o Gravitino Coil – acessório que transforma o multiferrementa em uma espécie de arma gravitacional – tinha potência aquém do prometido. Na nova montagem, seus projéteis causam mais dano, prolongam o atordoamento e magnetizam drones Sentinela blindados com maior precisão, dando ao jogador a sensação de empunhar um verdadeiro “prop de cinema” sci-fi.
Já o gigante Exocraft Colossus, veículo que frequentemente roubava a cena por motivos errados, teve as pernas mecânicas redesenhadas para não ficarem presas em obstáculos. O radar passou a localizar construções próximas com eficiência, enquanto a cabine recebeu ajustes visuais que eliminam sobreposição de texturas.
Vale notar uma decisão “de roteiro” que dividiu espectadores: o laser de mineração volta a consumir combustível, encerrando o momento de graça em que recursos pareciam infinitos. A mudança busca equilíbrio de mecânicas, mesmo que parte do público preferisse a versão “sem cortes”.
Plateias de diferentes “salas de exibição” e seus desafios técnicos
Assim como um longa exibido em múltiplos formatos, “No Man’s Sky” precisa rodar sem soluços em PCs, PlayStation, Nintendo Switch e Xbox. No PC, texturas de interface em resoluções sub-4K ganharam nitidez, enquanto no PS4 e nos dois modelos de Switch alguns efeitos de iluminação foram retrabalhados para evitar cintilação.
O Switch 2, lançado em 2025, recebeu atenção especial: os controles de campo de visão voltaram a responder. Uma correção importante, já que o portátil exibia o universo com distorções, lembrando problemas relatados por jogadores de “ARC Raiders” quando pediram ajustes de luz à Embark Studios em situação parecida.
Imagem: Internet
No entanto, ainda não há menção a travamentos recorrentes no Xbox Series X/S. A Hello Games afirmou que mais reparos virão “assim que possível”, mantendo aberto o canal de feedback – postura similar à discussão sobre escassez de memória RAM que ameaça o futuro PlayStation 6.
Recepção da crítica e o relacionamento com a audiência
Desde a estreia conturbada em 2016, “No Man’s Sky” virou case de redenção: atualizações gratuitas transformaram o game em epopeia espacial elogiada pela imprensa. O patch 6.22 mantém essa tradição de “cortes do diretor” que elevam a experiência ano após ano.
Usuários no Steam já relatam melhoria perceptível na dirigibilidade dos veículos e celebram a correção de colisões invisíveis que travavam missões de limpeza industrial. Em fóruns, alguns lamentam o gasto extra de combustível, mas reconhecem que a mudança reforça o clima de sobrevivência – elemento central do roteiro do jogo.
Ainda em produção, “Light No Fire” – próximo projeto da Hello Games – empresta tecnologias a “No Man’s Sky”, criando um intercâmbio criativo semelhante ao que ocorre quando um roteirista testa diálogos de um filme futuro no set atual. Esse compartilhamento mantém a base de jogadores interessada, pois cada patch parece um vislumbre do que virá.
Vale a pena voltar a No Man’s Sky agora?
Para quem abandonou a exploração intergaláctica por causa dos bugs de Remnant, a atualização 6.22 representa sinal verde para decolar novamente. O equilíbrio entre correções de jogabilidade, melhorias visuais e polimento de interface mostra que a Hello Games não apenas dirige, mas faz edição de luxo em tempo real.
Blockbuster Online recomenda observar quando o patch chegar ao seu sistema antes de retomar a jornada. Se você gosta de ver como uma obra evolui com a participação ativa do público, “No Man’s Sky” continua sendo exemplo notável de serviço pós-lançamento bem dirigido, sem indício de que os créditos subirão tão cedo.
