O trabalho acaba sendo muito mais difícil e perigoso do que Jeong-eun pensava a princípio. Por exemplo, eles trabalham em torres de transmissão altas que possuem linhas de transmissão finas entre elas. Jeong-eun logo fica paralisada por seu medo de altura, e a medicação não ajuda. Jeong-eun posteriormente vem pedir ajuda a um dos subcontratados do sexo masculino, que está relutante no início. Mas ele finalmente aceita o pedido dela porque ela oferece algum dinheiro para seu treinamento enquanto ele precisa ganhar mais para si e seus filhos pequenos. Embora ela compreensivelmente se atrapalhe muito no começo, Jeong-eun se acostuma mais a subir na torre de transmissão graças ao seu bom treinamento. Há um momento adorável e pacífico em que eles passam um pouco de tempo a sós juntos enquanto estão amarrados com segurança às linhas de transmissão.

O roteiro do diretor Lee Tae-gyeom e seu co-roteirista Kim Ja-un, que é inspirado em uma história da vida real de uma trabalhadora não muito diferente de Jeong-un, felizmente não empurra seus dois personagens principais para um convencional romance. Em vez disso, concentra-se mais em um genuíno senso de compaixão e solidariedade sendo desenvolvido entre eles. Jeong-eun passa a ver mais o lado cruel e insensível da empresa, que constantemente explora seus subcontratados para levá-los a mais perigo e competição em nome da eficiência e do lucro. Não há medidas de segurança suficientes e ferramentas adequadas para eles, e eles ainda precisam comprar um uniforme de segurança especial para si, o que é muito caro para dizer o mínimo. No entanto, eles não podem reclamar sem perder seus empregos.

E isso me leva de volta a um chocante artigo de notícias local que saiu no mês passado. Este artigo era sobre a infeliz morte de um jovem subcontratado que trabalhava para a KEPCO, uma morte trágica que ressoa de maneira assustadora e enlouquecedora com o que observei no filme. Por exemplo, só porque este jovem não era tecnicamente seu empregado, a KEPCO não lhe forneceu nada para protegê-lo de muitas tarefas arriscadas que ele deveria fazer. E pelo amor de Deus, ele nem sequer recebeu luvas de segurança, que ele estava tentando comprar para si mesmo antes de sua morte.

Fonte: www.rogerebert.com

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