Três anos depois do lançamento de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, Hyrule continua sendo um parque de diversões para engenheiros amadores. A mais nova façanha vem de um usuário do Reddit conhecido como AngusPJ, que apresentou um disco voador digno de filme de ficção científica.
A invenção, além de visualmente impactante, mostra como a comunidade ainda explora o sistema Ultrahand para desafiar limites de velocidade, estética e eficiência. O resultado virou pauta entre fãs, desenvolvedores de mods e até sites especializados, incluindo o Blockbuster Online.
Ultrahand e a criatividade sem limites
A mecânica de construção introduzida em Tears of the Kingdom permite que Link manipule quase qualquer objeto do cenário. Com ela, jogadores já criaram tanques, aviões, carros esportivos e máquinas que lembram projetos de engenharia futurista. O disco voador de AngusPJ prova que, mesmo após centenas de horas, ainda há espaço para surpresas.
Na prática, o Ultrahand funciona como uma caixa de ferramentas modular. Peças podem ser coladas em diferentes ângulos, gerando propulsão, sustentação e até sistemas elétricos completos. Dessa vez, o autor utilizou um motor Juney — famoso entre veteranos por oferecer combustível ilimitado — e garantiu autonomia total ao veículo.
Detalhes do disco voador de AngusPJ
A estrutura tem formato de prato, com luzes cônicas nos quatro cantos para reforçar a atmosfera alienígena. No centro da base, um feixe luminoso simula o “raio trator” comum em produções de Hollywood. Segundo o criador, a velocidade de cruzeiro gira em torno de 85 a 90 km/h, o suficiente para cruzar vales e montanhas sem pressa, mas com estilo.
No vídeo compartilhado, Link assume o manche e flutua sobre regiões povoadas por Bokoblins, sem chamar atenção de inimigos terrestres. Embora não seja o veículo mais rápido já construído, o charme do design compensa a falta de esportividade. A recepção no subreddit Hyrule Engineering foi imediata: centenas de curtidas e discussões técnicas sobre posicionamento de itens, distribuição de peso e balanceamento energético.
Comunidade de engenharia de Hyrule segue ativa
Os fóruns dedicados às criações em Tears of the Kingdom não mostram sinais de cansaço. Todos os dias surgem planadores gigantes, bases móveis e até referências culturais, como um navio inspirado no lendário Holandês Voador. Parte desse entusiasmo se deve a glitches documentados, que permitem empilhar peças com precisão cirúrgica e multiplicar recursos.
Imagem: Internet
O fenômeno lembra o que ocorreu com outros títulos de construção livre, como Riftwalker, que também viu sua comunidade criar verdadeiras obras de arte a partir de ferramentas simples. No caso de Zelda, a combinação de mundo aberto, física consistente e liberdade criativa mantém o jogo vivo mesmo diante de lançamentos mais recentes na plataforma da Nintendo.
O futuro das construções em The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom
Rumores indicam que a próxima geração do Switch pode trazer uma edição aprimorada de Tears of the Kingdom, com integração direta para compartilhamento de projetos via QR Code. Caso se confirme, arquitetos virtuais terão meios ainda mais práticos de trocar ideias e elevar o padrão de qualidade das máquinas. Até lá, subreddits, grupos de Discord e vídeos no YouTube continuam sendo a principal vitrine dessas criações.
Enquanto esperamos novidades oficiais, outros títulos ganham fôlego com atualizações pontuais no híbrido da Nintendo. Basta lembrar do patch discreto de Drag x Drive que reacendeu o debate sobre controles Joy-Con usados como mouse. Esse intercâmbio de ideias entre comunidades diferentes, mas igualmente criativas, reforça a importância de espaços abertos onde jogadores possam exibir e aprimorar suas invenções.
Vale a pena revisitar Hyrule agora?
Para quem largou o controle depois dos créditos finais, a resposta é um sonoro “sim”. Novas construções, como o OVNI de AngusPJ, mostram que ainda existe muita gasolina — ou melhor, energia de zonaite — no tanque de Tears of the Kingdom. O mundo permanece vasto, receptivo e cheio de oportunidades para criar máquinas que nenhum desenvolvedor poderia prever. Se a curiosidade bateu, é hora de ligar o console e voltar a sobrevoar montanhas, agora a bordo de um disco voador.
