Anthem pode ter recebido o desligamento final dos servidores em 12 de janeiro de 2026, mas a chama da esperança reacendeu graças a um vídeo recém-publicado.
Mark Darrah, ex-produtor executivo da BioWare, apresentou um plano de 10 milhões para Anthem, apostando em uma reinvenção totalmente offline e focada na campanha solo.
Quem é Mark Darrah e por que ele ainda acredita em Anthem
Darrah trabalhou na BioWare por mais de duas décadas, comandando franquias como Dragon Age. Em 2020, ele chegou a retornar ao estúdio para liderar o cancelado projeto “Anthem Next”, que buscava modernizar o jogo de 2019.
No vídeo “The Truth About What Happened on Anthem”, publicado poucos dias após o desligamento dos servidores, o produtor disse que a comunidade sempre pediu um modo offline. Para ele, reviver o título em formato single-player é a melhor forma de honrar o investimento dos fãs.
O plano de 10 milhões para Anthem em três fases
Segundo Darrah, o orçamento total de US$ 10 milhões permitiria concluir as mudanças em três etapas. O valor, para padrões de grandes estúdios, seria “modesto”, mas suficiente para transformar completamente a experiência.
A proposta prevê:
Fase 1: atualizar a base técnica
Primeiro, seria preciso adaptar Anthem aos consoles atuais, como PS5 e o ainda não anunciado Switch 2, garantindo taxa de 60 fps estável e gráficos aprimorados. Essa etapa também corrigiria falhas de performance herdadas da geração passada.
Fase 2: modo offline verdadeiro
De acordo com o produtor, a BioWare já mantinha internamente código de servidores locais antes do lançamento original. Dessa forma, seria possível oferecer partidas completamente offline sem depender de infraestrutura da Electronic Arts.
Imagem: Internet
Fase 3: companheiros controlados por IA
A fase mais cara do plano de 10 milhões para Anthem criaria esquadrões de NPCs. Esses aliados teriam rotinas de inteligência artificial, diálogos complexos e relacionamentos semelhantes aos vistos em Mass Effect, entregando a identidade narrativa que consagrou o estúdio.
Desafios e chances de aprovação pela EA
Embora o custo seja relativamente baixo em comparação a grandes produções, o projeto contraria a visão original de Anthem como serviço online. Por isso, Darrah admite que a EA dificilmente dará sinal verde.
Além disso, o histórico de desenvolvimento atribulado — marcado por mudanças de direção e prazos apertados — ainda causa receio na publisher. Mesmo assim, o ex-produtor lembra que jogos como No Man’s Sky e Cyberpunk 2077 provaram que é possível virar o jogo com atualizações bem planejadas.
Impacto na comunidade e movimento Stop Killing Games
O cancelamento dos servidores motivou centenas de jogadores a assinarem uma petição para manter Anthem vivo de alguma forma. Darrah endossa esse apelo e cita o movimento Stop Killing Games, que pressiona empresas a preservar títulos online após o fim do suporte.
No BlockBuster Online, muitos leitores já discutem se o plano de 10 milhões para Anthem traria a redenção do jogo. Outros sugerem integrá-lo ao universo Mass Effect, hipótese que o produtor não descarta, embora prefira ver Anthem sustentado por suas próprias pernas.
Mesmo sem garantias de aprovação, o vídeo reacendeu debates sobre preservação de games e os limites do modelo live-service. Por ora, permanece apenas a expectativa de que algum executivo na EA decida apostar em uma segunda chance para o ambicioso shooter da BioWare.
