Super Mario Bros. Wonder retorna aos holofotes, desta vez longe da euforia de 2023 e mergulhado em debate acalorado sobre sua nova edição para o Switch 2. A poucos dias do lançamento, marcado para 26 de março, parte da comunidade questiona os rumos da Nintendo ao reservar conteúdos considerados essenciais para a nova geração do híbrido.
Entre elogios ao frescor artístico do jogo original e críticas à prática de relançamentos, o assunto ganhou força nas redes, especialmente após usuários do Reddit taxarem a “Nintendo Switch 2 Edition + Meetup in Bellabel Park” de “murro no estômago” para quem já comprou o título no Switch 1. O Blockbuster Online acompanhou a repercussão e destrinchou os principais pontos de atrito.
Novo mundo Bellabel Park coloca multiplayer no centro do debate
Anunciado no Nintendo Direct de setembro de 2025, o pacote expande Super Mario Bros. Wonder com 23 fases inéditas ambientadas em Bellabel Park, parque de diversões que convida a partidas cooperativas e desafios competitivos. Para muitos, o cenário multicolorido representa o coração da atualização, pois explora mecânicas que só ganharam profundidade no modo online do primeiro jogo.
O problema, segundo reclamações mais contundentes, é a barreira imposta aos donos do Switch 1: não há opção de adquirir o conteúdo como DLC. Jogadores argumentam que apenas algumas das novas provas dependem do sensor de movimento aprimorado e do suporte a mouse da nova plataforma; logo, boa parte poderia rodar sem limitações técnicas no hardware anterior.
Assist Mode exclusivo reacende discussão sobre acessibilidade
Outro ponto sensível da edição do Switch 2 é o Assist Mode. A funcionalidade amplia a tolerância a danos, facilita saltos de precisão e oferece indicadores visuais extras — tudo pensado para jogadores iniciantes ou pessoas com limitações motoras. A adoção do recurso como algo exclusivo do novo console gerou revolta: críticos defendem que acessibilidade não deveria exigir investimento em hardware.
Comentários no subreddit r/Mario comparam a decisão ao que ocorreu em Tokyo Scramble, jogo stealth que chegou ao Switch 2 sem versão antiga e falhou em justificar o salto de geração, conforme relatório recente. O paralelo reforça a narrativa de que a Nintendo estaria priorizando vendas de console em detrimento da base instalada.
Estratégia de preços divide a comunidade
A “Nintendo Switch 2 Edition” custará US$ 79,99 na eShop norte-americana, valor que se aproxima do preço cheio de lançamentos inéditos. Para quem já possui o jogo, existe a opção de upgrade digital por US$ 20 — atrativa, mas ainda considerada salgado em comparação a iniciativas de terceiros. Muitos lembram que Final Fantasy VII Remake Intergrade chegou ao Switch 2 por US$ 39,99, apesar de trazer melhorias substanciais de performance.
Imagem: Internet
A disparidade também ocorre dentro da própria Nintendo. The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom receberam atualizações pagas sem conteúdo extra além de 60 quadros por segundo e tempos de carregamento reduzidos, enquanto outros títulos tiveram migração gratuita. Para analistas de mercado, a mensagem é confusa e pode prejudicar a percepção de valor da marca.
Reação dos fãs sinaliza fadiga com relançamentos
A proximidade do lançamento foi suficiente para inflar tópicos nas redes. Usuários como “The_Weeb282” enxergam na estratégia o início de um ciclo em que futuros sucessos do Switch 1, incluindo rumores sobre remasterizações de Pokémon FireRed e LeafGreen, viriam acompanhados de conteúdo bloqueado, caso a Nintendo perceba tração comercial nessa abordagem.
Embora a empresa costume manter silêncio até as reuniões de resultados — a próxima está marcada para maio, cobrindo o trimestre que se encerra cinco dias após a estreia de Super Mario Bros. Wonder no novo console —, investidores observam com atenção. Uma performance abaixo do esperado pode acelerar descontos, enquanto números robustos validariam a prática de reembalar grandes hits com adicionais exclusivos.
Vale a pena jogar Super Mario Bros. Wonder no Switch 2?
Em termos de conteúdo, Bellabel Park promete variedade de fases, novos power-ups e personagens jogáveis que ampliam o repertório cômico e competitivo da série. Quem não adquiriu o título original encontra aqui a versão mais completa, turbinada por resolução maior e carregamentos quase instantâneos. Já os veteranos precisam ponderar se o investimento de US$ 20 compensa a ausência de upgrade gratuito.
Do ponto de vista crítico, Super Mario Bros. Wonder continua excelente plataforma 2,5D, sustentado por level design inventivo e direção de arte vibrante. Entretanto, a polêmica em torno do conteúdo exclusivo e da Assist Mode ofusca parte do brilho e sugere que, apesar da magia do Reino Cogumelo, a política de relançamentos da Nintendo ainda precisa de ajuste fino.
