Faltando poucos dias para chegar às lojas, Resident Evil Requiem já se tornou um dos assuntos mais quentes do entretenimento digital. O vazamento antecipado de cópias físicas espalhou spoilers pela internet, mas também abriu espaço para discutir a qualidade artística do projeto.
O Blockbuster Online analisou os principais elementos que cercam o lançamento, com atenção especial à performance do elenco de voz e captura de movimento, às escolhas de direção e à costura narrativa orquestrada pelos roteiristas da Capcom.
Expectativa alta para a chegada de Resident Evil Requiem
Anunciado para 27 de fevereiro no PC, PS5, Switch 2 e Xbox Series X, o novo título — chamado internamente de Resident Evil 9 — marca o retorno de Raccoon City, agora em ruínas, e apresenta o vilão inédito Victor Gideon. Mantendo a tradição do survival horror, a Capcom aposta na alternância entre tensão e catarse para fisgar veteranos e novatos.
Do ponto de vista interpretativo, dois protagonistas dividem a atenção: a estreante Grace Ashcroft e o já querido Leon S. Kennedy. Ambos contam com dubladores experientes que gravaram em estúdio e em sessões de captura de movimento, recurso que dá mais naturalidade às expressões faciais e corporais.
Duas linguagens cênicas em contraponto
Grace vive um terror em primeira pessoa que remete à atmosfera de Resident Evil 7 e Village. Nas palavras dos produtores, a atriz responsável por emprestar voz e corpo à personagem abraçou um registro de “pânico contido”: respirações curtas, olhos sempre arregalados e uma cadência irregular de fala criam intimidade imediata com o jogador.
Na contramão, Leon surge em planos mais abertos, repletos de zumbis e ritmo acelerado. O ator veterano usa um timbre grave e seguro, transmitindo confiança mesmo nas situações mais extremas. Quando a campanha alterna para o ex-policial, a entonação muda, e o roteiro permite diálogos sarcásticos que aliviam a pressão dramática.
Direção e roteiro apostam no suspense de curta distância
A condução geral do projeto cabe a um trio de diretores que não teve seus nomes revelados oficialmente, mas que, segundo a Capcom, trabalhou em entradas anteriores da franquia. O uso criativo de câmera reforça a personalidade de cada segmento: close-ups quase sufocantes com Grace, planos sequência cheios de inimigos para Leon. Essa alternância, segundo fontes internas, foi o maior desafio na ilha de edição.
Imagem: Internet
O texto, por sua vez, utiliza dois tempos narrativos. Enquanto Grace investiga eventos imediatos ao desastre biológico, Leon recolhe pistas sobre uma conspiração de longo prazo. Pontos de virada e pistas visuais se cruzam, lembrando o design de enredo visto em títulos independentes que brincam com múltiplas perspectivas. A expectativa é que o clímax una essas tramas sem sacrificar o fator surpresa — preocupação central após o vazamento.
Alerta de spoilers domina as redes sociais
Por conta da distribuição não autorizada, praticamente toda a história circula em fóruns, transmissões e hashtags. A Capcom permanece em silêncio, mas usuários recomendam evitar plataformas até o dia do lançamento. Tamanho burburinho lembra casos recentes, como a controvérsia em torno de Super Mario Bros. Wonder no Switch 2, em que detalhes cruciais vazaram antes da hora.
Apesar do risco, a editora mantém o calendário: rumores indicam DLC ainda este ano, seguido por remake de Code: Veronica em 2027 e de Resident Evil Zero em 2028. O décimo capítulo numerado só deve pintar por volta de 2029, dando fôlego para que Requiem amadureça na comunidade, tal qual Skyrim, que segue recebendo atualizações mesmo uma década depois.
Vale a pena assistir?
Para quem valoriza atuação sólida em games, Resident Evil Requiem traz um contraste inteligente entre terror psicológico e ação direta. A dupla de protagonistas carrega a narrativa com carisma, enquanto direção e roteiro orquestram suspense insistente. Quem conseguir escapar dos spoilers deve encontrar um espetáculo de interpretação e design sonoro que honra a tradição da série.
