Stanley se sentindo mal consigo mesmo é mais subtexto do que texto no retrato disciplinado e discreto de Sandler. Em uma reunião com o dono da equipe, Rex Merrick (Robert Duvall), Stanley insiste fortemente em não contratar um jogador alemão. O filho de Rex, Vince (Ben Foster, barbudo e com a cabeça raspada, sinalizando uma verdadeira falta de vaidade, pois ele parece apropriadamente ridículo) quer o cara, e Stanley recua. Rex percebe isso antes de conceder a Stanley um cobiçado trabalho de assistente técnico.

O show não dura. Rex morre, Vince assume, e o idiota rebaixa Stanley, instruindo-o que ele pode recuperar o trabalho de treinador se ele voltar à estrada e encontrar uma peça que faltava.

Em Mallorca, na Espanha, Stanley é entretido por um velho amigo que quer que ele se torne um agente. De jeito nenhum, diz Stanley. Ele quer o cargo de assistente técnico de volta. Pendurado em um sonho? “Caras na casa dos cinquenta não têm sonhos”, diz ele. “Eles têm pesadelos e eczema. E ainda. Na Espanha, ele vê um jogador local que tem as coisas. Bo Cruz (Juancho Hernangomez, um jogador da vida real atualmente no Utah Jazz), um grande copo de água com muito talento bruto, um pouco de temperamento e, como aprendemos mais tarde, uma ficha criminal. Vince é resistente, Stanley traz o jogador para os Estados de qualquer maneira, e logo se torna freelance.

A essa altura, o filme, dirigido por Jeremiah Zagar, se transforma em uma variação de “Rocky” se contado do ponto de vista do treinador Mickey Goldmill (Burgess Meredith). Colocando a vida de sua família em risco – felizmente, sua esposa e filha adolescente acreditam nele – ele trabalha lixando as arestas de Bo, fazendo corridas de escada nas selvas do sul da Filadélfia e ensinando Bo a lidar com conversa fiada, o que prova um questão persistente. Uma vez que Bo atinge um certo objetivo, Stanley até exclama “Sim, Rocky!”

Fonte: www.rogerebert.com

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