Mas a dependência excessiva do filme em efeitos digitais não é muito surpreendente em um filme moderno de super-heróis. Nem é o vilão simpático de Smith. Nem, aliás, o herói sem graça de Leto, cujo aspecto mais distintivo é a exigente transformação física que o ator sofreu para o papel. Não, a única coisa realmente surpreendente – e, portanto, a mais decepcionante – sobre “Morbius” é o fato de ser um filme de terror honesto. Mas apenas por alguns segundos.

No meio do filme, uma enfermeira caminha sozinha pelo assustador e abandonado corredor de um hospital tarde da noite, acionando uma série de sensores ativados por movimento. De repente, uma luz pisca mais abaixo no corredor, chamando a atenção para o ponto em que desaparece no horizonte. Uma forma! A enfermeira vê o intruso e corre, as lâmpadas piscando enquanto ela anda. Ela para para recuperar o fôlego, e uma mão monstruosa surge da parte inferior da tela. Ela grita. A câmera se afasta, demorando-se enquanto cada poça isolada de iluminação pisca até que apenas o corpo de bruços da mulher – e a forma sombria curvada sobre ela – pode ser visto. Finalmente, essa luz também se apaga, banhando a tela na escuridão.

Aproveite o suspiro que escapa de sua garganta, querido espectador. Porque você não vai conseguir outro, pelo menos não deste filme. Melhor sorte da próxima vez com os mortos-vivos reais, supomos.

“Morbius” está disponível apenas nos cinemas em 1º de abril.

Fonte: www.rogerebert.com

Deixe uma resposta