“The Seed” tenta canalizar John Waters por meio de HP Lovecraft, o que é uma ideia atraente. Aqui, porém, a combinação de kitsch intensificado e horror com tentáculos pesados ​​de efeitos choca mais do que complementa. O filme passa a maior parte de seus 91 minutos explorando a dinâmica entre a vaidosa Diedre (Lucy Martin), a insípida Heather (Sophie Vavasseur) e a garota final Charlotte (Chelsea Edge). O horror atinge com força dois terços do caminho, mas o ímpeto interrompido até esse ponto torna difícil justificar a espera por tanto tempo.

Filmado em Malta com um elenco do Reino Unido, o filme de Walker pretende comentar certos sabores da extravagância americana da era digital, mas carece de perspectiva para fazer declarações efetivas. Malta representa muito bem o Mojave; há até Joshua Trees pontilhando o horizonte. No entanto, faltam certas características de Americana – não um restaurante, posto de gasolina ou trailer à vista – que normalmente definiriam essa paisagem ou filmes sobre ela. Os moradores da área consistem em um cowboy idoso (Anthony Edridge) e um adolescente cheio de espinhas (Jamie Wittebrood) que parecem e soam como paródias caricaturais de americanos rurais.

As declarações do filme sobre os males das mídias sociais também não são muito profundas, concentrando-se principalmente na obsessão de Diedre e Heather com seus telefones, looks prontos para o Instagram e tentativas de lucrar com sua fama online. A Charlotte de Edge existe como um contraponto ao comportamento de seus amigos, mas ela é definida principalmente por não fazer ou julgar silenciosamente tudo o que eles fazem. Nenhuma dessas ideias é nova. Todos eles falam do egoísmo e privilégio no centro da existência de Heather e Diedre. Essas questões nunca são abordadas diretamente, mas se tornam a base para a punição brutal e sangrenta das meninas nas mãos de seu visitante alienígena.

Fonte: www.rogerebert.com

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