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    Riftwalker aposta em faroeste espacial com bullet time e promete agitar a cena indie

    amorimmatheus2k21@gmail.comBy amorimmatheus2k21@gmail.comfevereiro 2, 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    Riftwalker chegou de mansinho na base de dados da Steam, mas bastou um trailer curto para despertar a curiosidade da comunidade. O motivo é simples: o jogo faz um mix inesperado de referências que vai de Max Payne ao universo de The Mandalorian, passando pelos desertos implacáveis de Duna. Mesmo com a avalanche de títulos que se vendem como “X encontra Y”, a proposta do desenvolvedor solo Ethan McKinnon não soa genérica.

    Com foco narrativo e visão em terceira pessoa, o RPG de ação coloca o jogador na pele de um caçador de recompensas intergaláctico — uma escolha que imediatamente remete aos fãs de Star Wars. O destaque, porém, não é apenas a estética; mecânicas de bullet time, personalização de equipamentos e exploração livre de sete mundos completam o pacote.

    Ambientação de sete planetas lembra Duna sem receio de mostrar personalidade

    Logo de cara, Riftwalker apresenta extensões arenosas que evocam lembranças de Arrakis, planeta símbolo da saga criada por Frank Herbert. Arenas abertas, fortes abandonados e ruínas deixadas por civilizações antigas compõem o cenário principal. Embora o trailer não confirme a presença de criaturas gigantes, o desenvolvedor antecipa “ameaças que vagam” por mapas dinâmicos, reforçando a ideia de ecossistemas vivos.

    A liberdade de ir e vir entre os planetas é um ponto defendido por McKinnon desde os primeiros devlogs. A campanha sugere estrutura linear na narrativa, mas permite desvios para rotas escondidas, assentamentos secundários e recompensas opcionais. É nesse equilíbrio entre história central e exploração que o título pretende fisgar quem sente falta de um sci-fi com pegada solitária, algo incomum numa indústria cada vez mais focada em multiplayer.

    O visual, mesmo em fase pré-alpha, apresenta filtros quentes e arquitetura brutalista que conversam com a vibe desértica. A ausência de cores saturadas ajuda a destacar explosões, partículas de areia e os famosos space bikes, veículos que servem de principal meio de locomoção. Ao cruzar aqueles horizontes, é impossível não lembrar das Speeder Bikes de O Retorno de Jedi.

    Combate em bullet time: herança de Max Payne adaptada ao sci-fi

    O ponto alto do gameplay, segundo o criador, é o sistema de tiroteios em câmera lenta. Quem passou horas no neo-noir de Max Payne reconhecerá a transição para o slow-motion que permite mirar com precisão cirúrgica enquanto projéteis cortam o ar. A diferença está no arsenal futurista: pistolas de plasma, rifles modulares e lâminas energizadas se combinam em combos que alternam ataque à distância e corpo a corpo.

    Nesse escopo cabem ainda drones de suporte, torres automáticas e hacks em tempo real, oferecendo mais ferramentas de controle de campo. O objetivo é proporcionar uma coreografia quase cinematográfica, na qual o jogador seleciona se prefere limpar uma base silenciosamente ou entrar atirando com estilo — sempre com aquele toque de adrenalina que transformou o bullet time em assinatura do título da Remedy.

    Para reforçar a profundidade, McKinnon implementou uma árvore passiva de habilidades com quatro atributos principais: Corpo, Reflexo, Mente e Alma. Além disso, implantes cibernéticos permanentes alteram radicalmente a forma de se mover ou absorver dano. Essa camada extra de RPG parece pensada para agradar quem gosta de otimizar builds, ampliando as possibilidades de abordagem a cada contrato mais perigoso.

    Caça a recompensas evoca The Mandalorian e cria laços com o western espacial

    Comparar Riftwalker a The Mandalorian não é mero discurso de marketing. O protagonista mascarado — ainda sem nome divulgado — assume missões oferecidas por diferentes facções espalhadas pela galáxia e precisa equilibrar reputação, pagamentos e moralidade. A lógica lembra bastante o cotidiano de Din Djarin na série do Disney+, ainda que o jogo mantenha identidade própria no tom mais sombrio de sua narrativa.

    Riftwalker aposta em faroeste espacial com bullet time e promete agitar a cena indie - Imagem do artigo

    Imagem: Internet

    Essa estrutura de contratos escalonados entrega ritmo semelhante a episódios de um seriado: cada planeta introduz inimigos inéditos, chefões mais agressivos e biomas distintos. A progressão narrativa ganha fôlego ao permitir que o jogador retorne a mundos anteriores para cumprir objetivos opcionais, encontrar rotas secretas ou simplesmente testar upgrades recém-desbloqueados.

    Elemento curioso é o uso de motos espaciais como extensão do combate. Enquanto muitos RPGs de ação preferem restringir montarias a meios de transporte, McKinnon promete tiroteios em velocidade total, algo que ele próprio descreve como “Speeder Bike meets bullet time”. Esse recurso tende a eliminar travessias tediosas e, ao mesmo tempo, aprofundar a sensação de faroeste high-tech.

    Produção solo, acesso antecipado e apoio direto via Patreon

    Desenvolver um RPG ambicioso sozinho parece missão para poucos. Ainda assim, Ethan McKinnon mantém cronograma firme há meses, divulgando builds internas para apoiadores no Patreon. No tier de US$ 10, assinantes recebem versões de teste antes mesmo da estreia no Steam Early Access, prevista para ocorrer em sete a oito meses — janela ainda sem data exata.

    Além de builds jogáveis, o criador publica bastidores de design, detalhes de roteiro e trechos de trilha sonora. Esse acesso adianta aos fãs como funcionam sistemas de reputação e hacking, e abre espaço para feedback da comunidade. Um modelo semelhante vem sendo adotado por outros indies de peso, como o sandbox Hytale, que também aposta em diálogo transparente para refinar mecânicas antes do lançamento final.

    Quem prefere apenas acompanhar novidades pode adicionar Riftwalker à lista de desejos na Steam. O gesto simples ajuda o algoritmo a medir interesse e, segundo McKinnon, influencia diretamente na visibilidade do jogo quando o acesso antecipado finalmente ficar disponível. Para um projeto solo, cada wishlist extra funciona como termômetro de mercado.

    Vale a pena colocar Riftwalker no radar?

    Ainda é cedo para responder com certeza, mas os primeiros materiais divulgados indicam que Riftwalker não é só mais um “clone de X com Y”. O cuidado em adaptar bullet time a um universo de ficção científica, a ambientação desértica detalhada e o charme do western espacial sugerem potencial para surpreender fãs de Max Payne e The Mandalorian.

    Se a execução final manter a mesma ousadia vista nos trailers, a produção de Ethan McKinnon pode conquistar espaço de destaque entre RPGs indies de 2025. Para o público do Blockbuster Online, acostumado a acompanhar novidades de títulos diferenciados, vale ao menos um clique no botão de wishlist.

    ficção científica Max Payne Riftwalker RPG de ação The Mandalorian
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