A franquia Tomb Raider passou três décadas alternando entre salas de quebra-cabeça lineares e grandes hubs interconectados. Agora, um novo vazamento sugere que essa fórmula pode mudar radicalmente em Tomb Raider: Catalyst, previsto para 2027. Se confirmado, o jogo traria um mundo aberto genuíno, algo inédito para Lara Croft.
O rumor surgiu quando o usuário V Scooper, conhecido por antecipar informações de cinema e TV, voltou a destacar a presença de um mapa contínuo situado no norte da Índia. A fonte reforçou declarações de 2024, quando havia citado motocicleta livre, paraquedas e biomas variados. A equipe da Crystal Dynamics não confirmou os detalhes, mas já chama a produção de “o maior Tomb Raider que já fizemos”.
Raízes da suspeita: o vazamento que reacendeu a discussão
Em 28 de janeiro de 2026, V Scooper publicou no X um frame do trailer exibido no The Game Awards 2025. A imagem mostra montanhas nevadas, selva densa e dunas áridas numa mesma tomada. Para o leaker, esse mosaico ambiental só seria possível se Tomb Raider: Catalyst apresentasse um único mundo aberto, sem as zonas isoladas que marcaram os títulos recentes.
O histórico da fonte pesa a favor da especulação. Ainda em maio de 2024, o mesmo perfil cravou que Lara teria acesso irrestrito a uma motocicleta, algo que não apareceu no vídeo oficial, mas que permanece no radar dos fãs. A informação combina com a ambição de escala citada pelo chefe de estúdio Scot Amos, que prometeu a maior aventura já criada pela Crystal Dynamics.
Escala e direção: o que diz a Crystal Dynamics
No palco do The Game Awards, o trailer deixou claro que Tomb Raider: Catalyst é continuação direta de Tomb Raider: Underworld, lançado em 2008. Assim como naquele capítulo, o gancho de escalada volta a ser destaque, agora aliados a saltos laterais e até corridas na parede. Embora o estúdio ainda não detalhe o design de níveis, a apresentação sugere áreas verticalizadas, ideais para um mapa sem cortes.
A direção creativa permaneceu nas mãos de veteranos do estúdio. Scot Amos, hoje diretor geral, lidera a equipe, enquanto roteiristas responsáveis pelo arco pós-reboot trabalham para alinhar a narrativa com a cronologia clássica. Esse é um movimento curioso: ao mesmo tempo em que Catalyst mira no futuro da série, Tomb Raider: Legacy of Atlantis, agendado para este ano, reimagina o game de 1996.
Com dois projetos simultâneos, a Crystal Dynamics pretende manter a marca relevante, estratégia semelhante à usada por outras franquias de ação. Essa lógica de produzir capítulos paralelos lembra a recente decisão da Nintendo de expandir Pokémon com Pokémon Legends: Z-A, que explora uma vertente de mundo sem barreiras enquanto a série principal mantém seu formato tradicional.
Ferramentas de exploração e o impacto na jogabilidade
Mesmo sem mostrar motocicleta ou paraquedas, o vídeo destaca o gancho de escalada como peça-chave. Ele surge tanto em lutas corpo a corpo quanto em travessias de penhascos, lembrando mecânicas de Batman: Arkham ou Just Cause. Caso o mundo aberto se confirme, a leitura é clara: o estúdio quer velocidade e fluidez para cobrir longas distâncias sem fast travel obrigatório.
Imagem: Internet
Além do gancho, a breve cena de wall-run — possivelmente cinematográfica — indica esforços em diversificar o parkour. A aposta segue a tendência de grandes mundos abertos que valorizam mobilidade, a exemplo de Kingdom Come: Deliverance 2, cujo diretor de design defende maior liberdade de ação, conforme comentou ao Blockbuster Online.
Por outro lado, fãs como @RinoTheBouncer questionam o risco de inchaço. A crítica lembra que mapas extensos muitas vezes comprometem ritmo narrativo, problema comum em lançamentos que buscam reter jogadores por cem horas. Diante disso, a Crystal Dynamics terá de equilibrar quebra-cabeças clássicos, combate tático e narrativa linear dentro de uma estrutura aberta.
Reação da comunidade e paralelos com outros mundos abertos
A recepção inicial foi dividida. Parte do público celebra a chance de explorar ruínas indianas sem telas de carregamento. Outros temem que a franquia perca foco, algo visto em experiências que priorizam atividades paralelas em detrimento do enredo principal. O debate ecoa discussões sobre balanceamento de escopo já vistas em títulos como a recente atualização de Apex Legends, que tentou aparar excessos para retomar ritmo competitivo.
Em entrevistas, Amos evita confirmar detalhes além do cenário indiano, mas reforça que Catalyst será single-player. A ausência de multiplayer elimina a pressão por conteúdo sazonal, permitindo foco total na campanha. Ainda assim, a parceria com a Amazon Games, responsável pela publicação, levanta dúvidas se serviços online podem surgir no futuro, mesmo que de forma cosmética.
Outro elemento observado é a proximidade com 2027. A janela de lançamento dá ao estúdio tempo para repensar sistemas que funcionam em ambientes menores, como quebra-cabeças focados em física. Implementá-los num mapa contínuo costuma exigir adaptações para evitar soluções óbvias ou backtracking excessivo.
Vale a pena ficar de olho?
Tomb Raider: Catalyst ainda está distante, mas o possível salto para mundo aberto coloca o projeto no radar dos entusiastas de aventuras de exploração. Com direção experiente, promessa de biomas variados e retorno de ferramentas clássicas, o game tem potencial para redefinir a jornada de Lara Croft — desde que consiga equilibrar escala e narrativa.
