Skovos, arquipélago lendário na mitologia de Diablo, enfim será explorado pelos jogadores na expansão Diablo 4: Lord of Hatred. A estreia oficial do local acontece 14 anos depois de sua tentativa frustrada de aparecer em Diablo 3.
Durante o desenvolvimento do terceiro jogo, Skovos chegou a ter arte conceitual, missões e ligações fortes com a história, mas acabou cortado perto do lançamento. Agora, a Blizzard resgata esse conteúdo perdido para encerrar o arco Age of Hatred.
O que é Skovos e por que importa tanto
Dentro do universo de Sanctuary, Skovos é descrito como a região mais antiga do mundo. Ali, os nefalem — filhos de Lilith e Inarius — teriam fundado a primeira civilização. Com o tempo, o local passou a abrigar a sociedade Askari, grupo do qual a classe Amazon, de Diablo 2, faz parte.
Ou seja, Skovos conecta diferentes capítulos da franquia, tornando-se peça-chave para fãs que acompanham a linha do tempo desde o clássico de 2000. A ausência do arquipélago em Diablo 3 sempre soou estranha para a comunidade, que agora terá respostas em Lord of Hatred.
Como Skovos entraria em Diablo 3
Nos estágios iniciais de produção, o plano era introduzir Skovos entre os atos 3 e 4. A campanha daria uma pausa após a queda de Azmodan em Monte Arreat, enviando o jogador a uma expedição Horádrica nas ilhas.
Essa ideia chegou a ser citada na versão final: em ato 5, Tyrael e Lorath mencionam a equipe perdida em Skovos. O diálogo funciona como easter egg, mas indica que existia conteúdo mais robusto pronto para ser jogado.
Mecânicas pensadas para o arquipélago
Documentos de design apontam que Skovos teria missões focadas na sociedade Askari e possíveis interações com o Cubo Horádrico. Nada disso chegou ao público, mas serviu de base para decisões tomadas em Diablo 4.
Motivos que levaram ao corte da região
De acordo com Wyatt Cheng, então designer sênior de Diablo 3, a exclusão foi motivada principalmente por questões de tonalidade visual. A equipe achou que as construções de inspiração grega contrastavam demais com cenários como Tristram e Caldeum.
Além disso, Titan Quest, RPG de ação concorrente na época, explorava fortemente iconografia helênica. A semelhança desagradou os desenvolvedores, que temiam comparações diretas entre os títulos.
Havia espaço para duas locações icônicas?
Outro fator decisivo foi o peso narrativo: Diablo 3 já trazia o Reino Celestial (High Heavens) pela primeira vez. Introduzir, no mesmo pacote, outra área carregada de importância poderia diluir o impacto da história.
Chegada definitiva em Diablo 4: Lord of Hatred
Em Lord of Hatred, Skovos surge como cenário central da campanha. O arquipélago será o palco principal da conclusão do arco iniciado com Vessel of Hatred, dando sequência ao retorno de mecânicas clássicas como o Cubo Horádrico e as Mercenárias.
Imagem: Game Rant
O anúncio da expansão também confirmou o resgate da classe Paladino, ausente desde Diablo 2, reforçando o elo histórico que faltava entre os capítulos anteriores e o atual.
Sincronia curiosa com Titan Quest 2
Enquanto o novo conteúdo de Diablo 4 não chega, Titan Quest 2 já está em acesso antecipado, também revisitando mitologia grega. A coincidência coloca ambos os títulos em rota de colisão temática justo quando Skovos ganha protagonismo oficial.
O que os jogadores podem esperar de Skovos
A Blizzard prometeu um ambiente insular repleto de florestas tropicais, ruínas antigas e templos tomados por criaturas demoníacas. A sociedade Askari deve aparecer em peso, oferecendo missões, recompensas e lendárias ligadas às Amazonas.
A empresa também confirmou novos chefes relacionados ao Lorde do Ódio, Mephisto, que fecha a trilogia dos Grandes Males nesse arco. Skovos, portanto, não será apenas pano de fundo, mas peça fundamental do clímax.
Impacto para a comunidade
Fãs que jogam desde Diablo 3 finalmente terão a chance de explorar a região que ficou apenas na imaginação. Para quem chegou em Diablo 4, Skovos servirá de porta de entrada para antigos mistérios do universo — algo que deve aumentar a imersão e mexer com a nostalgia.
Blizzard e o resgate de conteúdos cortados
Nos últimos anos, a desenvolvedora tem revisitado ideias deixadas na gaveta. O retorno dos Mercenários, a volta do Cubo Horádrico e agora Skovos mostram uma estratégia de aproveitar conceitos sólidos, mas que não se encaixavam anteriormente.
No BlockBuster Online, acompanhamos de perto esse movimento, lembrando que Diablo sempre viveu de camadas: cada novo lançamento adiciona, remove ou transforma elementos, mantendo a essência enquanto surpreende o público.
Próximos passos da saga
Com Lord of Hatred previsto para este ano, a expectativa é que a expansão encerre o ciclo atual e abra espaço para novas histórias em futuras atualizações ou expansões. Skovos, por sua vez, pode virar um hub permanente, tal qual Kehjistan e Hawezar.
Diablo 4: Lord of Hatred ainda não tem data exata de lançamento, mas a Blizzard confirmou janela para o fim de 2024. Mais detalhes sobre jogabilidade, habilidades do Paladino e segredos de Skovos devem surgir nos próximos meses.
