Lá se vão quase 15 anos desde que The Elder Scrolls V: Skyrim chegou às prateleiras, mas o RPG da Bethesda segue pulando gerações. A novidade da vez é o patch 1.2, exclusivo para o Switch 2, que promete suavizar a jogatina com melhorias de performance e um aguardado modo a 60 Hz.
A decisão da Bethesda de continuar investindo em estabilidade para um título tão veterano surpreende, sobretudo porque o próximo capítulo da série ainda não tem data. Enquanto isso, quem empunha o híbrido da Nintendo ganha fôlego extra para carregar o Dragonborn no bolso.
Quinze anos de aventuras e ainda contando
Lançado em 2011, Skyrim já passou por mais reedições do que muitos blockbusters recebem de sequências. Chegou remasterizado, virou Edição Especial, ganhou Edição de Aniversário e, em 2025, aterrissou no Switch 2 para lembrar que os fãs gostam de levar dragões no transporte público.
A longevidade não fica restrita às prateleiras. O próprio ecossistema de mods transformou o RPG em um organismo vivo: missões submarinas feitas por fãs, sistemas inteiros de feitiçaria criados na comunidade e até recriações completas de províncias vizinhas. Tudo isso se apoia em um núcleo estável que a Bethesda insiste em polir.
O que muda na atualização 1.2
O centro das atenções no patch é o menu Display. Agora, o jogador pode alternar entre “Priorizar Visuais”, que trava a taxa em 30 Hz, e “Priorizar Performance”, que libera o game para 60 Hz. É um salto relevante no portátil da Nintendo, sobretudo para quem já estranhava o desempenho mais engessado da primeira versão.
Além disso, a lista de consertos é extensa. Crashes pontuais, como o travamento ao ler o livro The Crimson Dirks Vol. 4 em alemão ou ao abusar do feitiço Transmute Ore próximo ao Haltered Stream Camp, deixam de atormentar. Pontos críticos de queda de FPS, citados em locais como Kynesgrove e Secunda’s Kiss, foram otimizados.
A parte visual também entrou na faca: árvores distantes perdiam coloração correta, planos de água se moviam de forma estranha nos menus, e a saída de cavernas deixava um contorno irritante na tela preta. Todos esses problemas foram sanados segundo a Bethesda.
Interface e controles receberam carinho especial. Quem alterna entre Joy-Con em modo ponteiro e controle tradicional não deve mais ver comandos destacados de forma errada, nem perder botões ao remapear configurações em meio à sessão. A sensação tátil nos Joy-Con, por exemplo, deixa de vibrar fora de hora.
De olho na comunidade modder
Apesar de a versão de Switch 2 não oferecer suporte oficial ao Creation Club ou a mods feitos no PC, a estabilidade extra anima quem pretende usar soluções caseiras. Cada crash resolvido é um incentivo a mais para o jogador explorar as possibilidades — da interface minimalista à cidade submarina que virou sensação em fóruns especializados.
Essa base sólida fortalece a reputação de Skyrim como playground eterno. Em fóruns internacionais, a primeira reação de criadores de conteúdo foi aplaudir o patch justamente porque evita que atualizações quebrem ajustes feitos pelo público. Quanto menos surpresas, mais criatividade floresce.
Imagem: Internet
A discussão conversa com críticas recentes à política de lançamentos do Switch 2. Enquanto outros estúdios flertam com exclusividade temporária — basta lembrar da polêmica envolvendo Super Mario Bros. Wonder —, a Bethesda reforça o compromisso de deixar o RPG jogável em qualquer tela, seja ela 720p ou 4K.
Bethesda, TES VI e o legado do Dragonborn
Em coletiva rápida no início do ano, executivos da Bethesda voltaram a repetir que The Elder Scrolls VI está “progredindo bem”, mas sem promessas de janela de lançamento. Enquanto isso, a empresa trata Skyrim quase como serviço — postura parecida com a de títulos que nunca saem de cena, caso de No Man’s Sky ou Minecraft.
O equilíbrio faz sentido comercialmente. Manter um RPG clássico relevante garante receita com relançamentos e amplia a base de fãs que, lá na frente, pode migrar para a próxima aventura. A estratégia, ao que tudo indica, funciona: a edição de aniversário bateu recordes internos de engajamento em 2021, e a versão de Switch 2 teve vendas animadoras no fim de 2025, segundo informes de varejistas.
Para o consumidor, o resultado prático é um jogo robusto, com menos quedas de desempenho e problemas visuais corrigidos. E isso interessa não apenas ao novato, mas também a quem já contabiliza centenas de horas e quer experimentar o modo portátil sem abrir mão de fluidez.
Vale a pena revisitar Skyrim no Switch 2?
Se você já possui Skyrim em outras plataformas, talvez o principal atrativo siga sendo a portabilidade. O patch 1.2 remove grande parte das hesitações que prejudicavam combates frenéticos ou carregamentos múltiplos, tornando a experiência mais próxima do que se vê em consoles de mesa.
Quem chegou agora tem a vantagem de encontrar um pacote maduro, com anos de ajustes finos e conteúdo adicional. O modo a 60 Hz não transforma completamente o visual, mas melhora a resposta do controle e a sensação de impacto dos golpes, algo essencial em espadas, flechas e magias.
Em resumo, a Bethesda entregou à comunidade do Switch 2 motivos concretos para continuar explorando Tamriel on-the-go. E o Blockbuster Online seguirá de olho nos próximos passos do estúdio, seja em patches futuros ou, finalmente, na revelação do tão aguardado sucessor.
