Apenas um ano após chegar às prateleiras virtuais, Suicide Squad: Mate a Liga da Justiça voltou aos holofotes com um desconto de 92% na PlayStation Store. Por meros US$ 5,59 – cerca de R$ 28 na cotação atual – a versão padrão do jogo despenca ao menor preço já registrado no console da Sony.
O corte drástico de valor ficará ativo até 26 de fevereiro de 2026, reforçando o status do título como uma das pechinchas mais agressivas da geração. Mas, além da oferta, o game da Rocksteady reacende a análise sobre sua direção, o trabalho dos roteiristas e, principalmente, a performance do elenco de voz que dá vida à trupe mais caótica da DC.
Desconto histórico recoloca o game no radar dos jogadores
A promoção é exclusiva da PS Store: nada de valores reduzidos no Xbox ou no Steam. Quem optar pelo pacote Deluxe pode, ainda, combinar a edição base ao upgrade digital, hoje oferecido por US$ 3,49, economizando 90% e desbloqueando itens cosméticos, passe de batalha e armas temáticas do Máscara Negra.
Embora não haja mais temporadas de conteúdo previstas, os servidores seguirão ativos “pelo futuro previsível”, segundo a Rocksteady. A decisão acompanha a tendência do estúdio de encerrar o suporte após quatro grandes ciclos de atualização, culminando na entrada de Slade Wilson, o Exterminador, e na aguardada opção offline.
Elenco de voz carismático sustenta a narrativa caótica
Mesmo com críticas ao design de serviço, Mate a Liga da Justiça nunca deixou de receber elogios ao trabalho de dublagem em inglês. Tara Strong – veterana no papel de Arlequina – entrega uma atuação cheia de nuances, alternando entre o humor ácido e os rompantes de violência que definem a anti-heroína.
O Capitão Bumerangue de Daniel Lapaine também merece destaque. O ator equilibra sarcasmo australiano e frustração constante, conferindo ao personagem uma faceta mais humana. Já King Shark, interpretado por Samoa Joe, rouba a cena com uma brutalidade que contrasta com a ingenuidade quase infantil do tubarão humanoide.
Por fim, Debra Wilson assume Amanda Waller com uma autoridade que dispensa apresentações. A entonação fria e a cadência calculada reforçam o medo que a líder do Esquadrão Suicida impõe a cada membro da equipe – e, por extensão, ao jogador.
Direção e roteiro: Rocksteady acerta no tom, mas tropeça na estrutura
Dirigido por Sefton Hill, o título tenta equilibrar humor negro e ação frenética, mantendo a identidade irreverente que consagrou as HQs. O roteiro, assinado por Christian Candia e outros veteranos do estúdio, posiciona a equipe de vilões contra versões corrompidas da Liga da Justiça, preservando a tensão constante.
O resultado, no entanto, divide opiniões. A decisão de adotar mecânicas de shooter cooperativo em mundo aberto gerou comparações desfavoráveis com serviços sustentados por microtransações. Embora as missões principais sejam cheias de set pieces cinematográficos, as tarefas secundárias caem na repetição, prejudicando a coesão narrativa.
Imagem: Internet
Nesse ponto, a experiência solo – agora liberada pelo modo offline – se beneficia do ritmo mais condensado. Sem a obrigação de grindar em busca de equipamentos, torna-se mais fácil apreciar diálogos afiados e cutscenes que lembram, em escala menor, a trilogia Batman: Arkham.
É interessante notar que a Rocksteady já sinalizava o desafio de equilibrar roteiro forte e estrutura de serviço desde o anúncio. A própria WB Games reconheceu o baixo desempenho comercial, abrindo espaço para especulações sobre uma possível chegada ao Xbox Game Pass, enquanto a Sony distribuiu o jogo no PS Plus Essential em janeiro de 2025.
Recepção crítica oscila, mas aspectos técnicos impressionam
Com média 59/100 no OpenCritic, Mate a Liga da Justiça sofre com avaliações inconsistentes. Parte da imprensa elogia o combate ágil – que permite transições rápidas entre deslocamento aéreo e tiroteios em terceira pessoa – e a fidelidade gráfica da Metrópolis dominada por Brainiac. Outros apontam a falta de variedade de inimigos e a dependência de loops de loot.
A trilha sonora orquestrada por Nick Arundel mantém o padrão épico dos projetos anteriores da Rocksteady, mesclando guitarras distorcidas e corais sombrios. Já o design de áudio, além de acentuar explosões, valoriza falas contextuais que reforçam a personalidade de cada integrante do time.
Para jogadores que curtem desafios coordenados, a ausência de novos conteúdos pode pesar. Contudo, o desconto atual coloca o game no mesmo patamar de custo de uma microtransação premium, argumento forte para quem procura ação cooperativa enquanto aguarda lançamentos como Crimson Desert.
Vale a pena jogar hoje?
Considerando o preço simbólico, a robustez visual e as performances de voz de peso, Suicide Squad: Mate a Liga da Justiça se apresenta como oportunidade atraente para fãs de anti-heróis e tiroteios em ritmo acelerado. Mesmo que o endgame não receba mais expansões, a campanha principal e os modos extras garantem boas horas de caos controlado em Metrópolis.
Para quem acompanha o Blockbuster Online em busca de novidades, a oferta é um lembrete de que o mercado digital pode transformar blockbusters problemáticos em achados irresistíveis. Em outras palavras, é um convite involuntário a revisitar a obra da Rocksteady – desta vez, sem pesar no bolso.
