Com cinco escritores creditados, “Jethica” mais ou menos diz respeito a Jessica (Ashley Denise Robinson), e como ela está sendo perseguida por um cara chamado Kevin (Will Madden). Jessica fugiu de sua casa na Califórnia para o Novo México e encontra uma velha colega de classe, Elena (Callie Hernandez), que lhe dá um lugar remoto para ficar. Mas então Kevin aparece, embora pareça estranho. Elena sabe mais sobre o que está acontecendo, especialmente quando considera a história fantasmagórica do terreno de sua avó.

O filme de Ohs conta essa história com um senso visual estabelecido, usando os mesmos tipos de tomadas para embalar você em um conforto confiante. São muitas panorâmicas lentas e edições que desvanecem uma imagem preenchida com espaço negativo para a próxima, enquanto um simples motivo de piano diz mais do que suficiente quando acompanhado de fotos de paisagens casualmente lindas do horizonte roxo do Novo México. A atmosfera vai longe nesse sentido, para criar isolamento, contrariado com os personagens do filme que trazem sua própria cor e atuações marcantes, mas reservadas. Nada parece muito, muito fora do comum neste mundo, mesmo que seja para nós. É uma combinação marcante que ajuda a tornar “Jethica” ainda mais memorável. Será interessante ver o que Ohs fará a seguir, mas podemos ter certeza de que será o melhor tipo de estranho.

Comédia alegre de amigos de Reggie Yates “Piratas” leva os espectadores de volta a 31 de dezembro de 1999, a noite de Y2K. Três amigos indisciplinados e íntimos (Eliot Edusah, Jordan Peters e Reda Elazour) decidem encontrar o caminho para uma grande festa Y2K em Londres, mas enfrentam muitos problemas ao longo do caminho – incluindo como conseguir ingressos para o evento que vem com seu próprio mega segurança de tamanho médio, e também como não perdê-los. Situado em uma noite e repleto de diálogos rápidos e filmagens diretas, “Piratas” é um filme que quer se divertir com um conceito familiar de amadurecimento, mas com um elenco carismático.

“Piratas” pode ser um equilíbrio desigual de comédia brega dos anos 90 – referências aos Backstreet Boys, ou brinquedos Tamagotchi – mas ganha mais com a química de seus três protagonistas. Eles se chocam durante todo o filme, brincando, provocando e se unindo, somando-se a uma paleta visual já brilhante, dando energia a muitos cenários. Às vezes eles são um pouco caricaturais, como se estivessem tocando para uma trilha de risadas, mas a maluquice de “Piratas” ainda assim abre caminho para um conto de amizade caloroso.

Fonte: www.rogerebert.com

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