A cena competitiva de Pokémon Lendas: Z-A mudou da noite para o dia com o início da Temporada 6, liberada em 29 de janeiro. A lista de lendários permitidos ficou maior, as recompensas foram reajustadas e a tão aguardada Swampertita finalmente chegou ao jogo.
O resultado, porém, foi um meta pouco saudável, dominado por criaturas quase imbatíveis como Kyogre, Xerneas e Rayquaza. Mesmo assim, existe espaço para quem prefere se divertir sem apelar para monstros míticos. Após quase 600 horas de jogo – e mais de 40 partidas ranqueadas na nova temporada – um treinador provou que é possível vencer usando apenas Pokémon “comuns”.
Por que a Temporada 6 virou um campo minado lendário
No formato atual, cada time pode escalar apenas um lendário “restrito”, mas a lista de escolhidos inclui sete nomes considerados superpoderosos. Eles são Xerneas, Yveltal, Zygarde, Mewtwo, Groudon, Kyogre e Rayquaza. A simples presença desse grupo já define partidas inteiras.
Xerneas, por exemplo, resolve lutas sozinho graças ao combo Geomancy + Moonblast, enquanto Kyogre derruba quase tudo com Origin Pulse. Rayquaza, por fim, megaevolui sem perder o item e costuma carregar Focus Sash, ganhando sobrevida para encerrar confrontos rapidamente. Quem não se adapta a essa maré de força bruta corre o risco de despencar no ranking.
Análise da equipe sem lendários: conceitos e funções
A solução encontrada foi montar um trio focado em leitura de meta e sinergia de coberturas. Overqwil assume o papel de lead agressivo, Rotom-C (forma Mow) vira a peça central de dano especial, e Swampert complementa com robustez física e resposta a dragões.
Para chegar a essa composição, o treinador utilizou cálculos no PokéCalcs, priorizando itens defensivos ou de aumento de dano certeiro. O objetivo principal é neutralizar ameaças chave – principalmente Xerneas e Kyogre – antes que elas assumam o controle da partida.
Detalhando os counters: Overqwil, Rotom e Swampert
Overqwil (Dark/Poison) carrega Shuca Berry, reduzindo o primeiro golpe terrestre recebido. O conjunto Mortal Spin, Swords Dance, Barb Barrage e Crunch garante pressão inicial, além de nocautear Xerneas após um boost de ataque.
Rotom-C é descrito como o verdadeiro MVP. O Magnet amplifica Thunderbolt, que já vem turbinado por Nasty Plot e Charge. O dano é suficiente para deletar Kyogre mesmo através de Light Screen. Leaf Storm fecha a cobertura, despachando Swampert e outros aquáticos robustos.
Imagem: GameRant
Swampert sustenta o front físico com Assault Vest. Earthquake atinge Groudons e Aço que tentam proteger Xerneas; Waterfall lida com ameaças de fogo; Ice Punch derruba dragões como Rayquaza; Rock Slide ou Outrage dão versatilidade contra voadores ou contra Garchomp.
Curiosamente, a presença de um Swampertite disponível nesta temporada não foi considerada essencial, pois a vestimenta focada em defesa especial dá mais margem para erros. Uma alternativa citada é trocar Overqwil por Gholdengo equipado com Nasty Plot e Steel Beam, embora o fantasma-aço seja mais frágil.
Resultados práticos depois de 40 partidas ranqueadas
Segundo o relato, o trio conquistou vitórias ou segundo lugar na maioria dos confrontos; apenas uma partida terminou na última posição. O revés ocorreu contra uma formação extrema, com dois Xerneas e três Garchomp, situação rara até mesmo neste meta.
Rotom-C, inclusive, foi criado em tamanho XS e forma brilhante, detalhe que dificulta a visualização pelo adversário. Essa escolha demonstra como pequenos ajustes estéticos podem influenciar competitivamente, lembrando discussões que jogos como Hytale já enfrentam sobre balanceamento visual.
Vale a pena mergulhar na Temporada 6 de Pokémon Lendas: Z-A?
Apesar do ambiente tóxico de lendários superturbos, ainda há espaço para criatividade. A equipe apresentada prova que, com preparo e leitura de meta, é possível divertir-se e ganhar pontos sem apelar para os mesmos sete escolhidos. Se você está disposto a estudar match-ups e testar composições alternativas, a Temporada 6 oferece um desafio instigante – e recompensa a persistência com vitórias saborosas.
