O mar nunca pareceu tão agitado na Steam. Lançada em 17 de fevereiro, a demo gratuita de Windrose atraiu uma multidão de aspirantes a bucaneiros, alcançando quase 17 mil jogadores simultâneos poucas horas depois de chegar à loja. Com quatro a seis horas de conteúdo e três ilhas exploráveis, o teste rápido deixou um rastro de avaliações positivas — 93% de aprovação na plataforma.
Desenvolvido por um estúdio de porte reduzido, o Windrose Crew, o projeto ganhou notoriedade ainda em 2025, quando atendia pelo nome de Crosswind. A mudança de título coincidiu com ajustes de direção e a ambição de transformar o jogo no “sandbox pirata” que tantos fãs procuram desde Sea of Thieves. Agora, faltando meses para o acesso antecipado, o interesse explodiu e colocou o game entre os 30 mais desejados da loja da Valve.
A estreia da demo e a recepção inicial
Logo nas primeiras horas, o contador do SteamDB registrou picos impressionantes para um projeto independente. A comunidade lotou fóruns, compartilhou capturas de telas detalhando fortalezas improvisadas e comparou o sistema de navegação a grandes nomes do gênero. Comentários chamando Windrose de “o jogo que Skull and Bones deveria ter sido” tornaram-se comuns.
A resposta calorosa não se resume a números. Jogadores elogiaram a construção de bases intuitiva, a sensação de progresso orgânico e o equilíbrio entre exploração em alto-mar e combate em terra firme. Houve quem destacasse a atmosfera de Era Dourada da Pirataria, ainda que aqui ela se misture a elementos sobrenaturais, como criaturas colossais e inimigos em estado quase zumbi.
Mecânicas de sobrevivência que vão além do clichê pirata
Windrose abraça o formato de mundo aberto com geração procedural de ilhas, ciclos climáticos que influenciam colheitas e um robusto sistema de construção. O jogador começa com um humilde bote e, aos poucos, pode transformar qualquer carcaça flutuante em navio de guerra ou escuna veloz, trocando canhões, velas e até a pintura do casco.
O combate, descrito pelos próprios desenvolvedores como “soulslite”, emprega barra de stamina, esquivas e parries em ritmo cadenciado. Essa abordagem torna cada duelo contra saqueadores ou aberrações marinhas uma dança tensa, exigindo timing preciso. Para quem procura um respiro entre batalhas, há pesca, cultivo de hortas e comércio — atividades que lembram a busca por rotinas leves em títulos como Puppy Park, mas com toque salgado de maresia.
Comparações inevitáveis com outros títulos do gênero
Em fóruns internacionais, a comparação direta com Sea of Thieves e Skull and Bones é inevitável. Enquanto o primeiro foca em sessões multiplayer emergentes e o segundo aposta em batalhas navais cinematográficas, Windrose tenta equilibrar ambos os lados: fornece liberdade para construir impérios terrestres e, ao mesmo tempo, incentiva expedições oceânicas longas. Essa mistura acabou chamando a atenção de entusiastas de sobrevivência, que há pouco tempo celebraram o recorde de Mewgenics entre os roguelikes.
Imagem: Internet
Outro ponto frequentemente citado é o polimento surpreendente para um estúdio enxuto. Jogadores relatam interface limpa, poucos bugs graves e um fluxo de quests que prende a atenção. O sentimento geral aponta para um projeto que, embora indie, exibe maturidade técnica comparável a lançamentos de grande orçamento — situação semelhante ao que já se viu em sucessos como Valheim.
Planos de acesso antecipado e futuro do projeto
Mesmo com o sucesso da demo, o Windrose Crew mantém cautela. O cronograma oficial indica lançamento em Early Access na Steam em 2026, sem data precisa. A equipe promete balancear sistemas de progressão, expandir o mapa marítimo e adicionar campanha cooperativa dedicada — hoje, as sessões em co-op são hospedadas pelos próprios jogadores.
Para incentivar testes, quem baixar a demo recebe uma luneta exclusiva que migrará automaticamente para a versão de acesso antecipado. Porém, todo o progresso de construção e aquisição de navios será reiniciado, estratégia pensada para que cada atualização se beneficie de dados puros de jogabilidade. Trata-se de um ciclo semelhante ao adotado por outras produções independentes que despontaram no ambiente da Valve, reforçando a importância do feedback comunitário.
Windrose vale a pena jogar?
No estágio atual, Windrose oferece uma prova de conceito robusta: mecânicas de sobrevivência profundas, navegação envolvente e combates que exigem habilidade. A soma desses elementos explica a avalanche de reviews positivos e o pico de 17 mil jogadores. Se o estúdio mantiver o ritmo, há potencial para o título consolidar-se como referência do gênero pirata.
Diante do contexto, baixar a demo gratuita é quase convite obrigatório para fãs de sandbox naval — e também para curiosos que buscam novidades além dos circuitos AAA. O Blockbuster Online seguirá acompanhando cada virada de timão desse navio indie que, antes mesmo de zarpar oficialmente, já balança o top 30 dos mais desejados na Steam.
